Direitos LGBT+ é tema central de fórum em junho

Blog SerMídia,

Evento organizado pelo Governo do Canadá, em parceria com a ONG APOLGBT-SP, traz especialistas de Argentina, Brasil, Canadá e Chile para discutir tema

O Governo do Canadá realiza, por meio de suas representações diplomáticas no Brasil, Argentina e Chile, o Fórum Virtual de Direitos LGBTQ2+. O evento tem a curadoria da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), responsável pela realização da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Ativistas, políticos e estudiosos dos quatro países discutem a evolução dos direitos LGBT+, o aumento da presença de pessoas LGBT+ no cenário político, além de falar sobre a invisibilização de pessoas LGBT+ negras, deficientes e indígenas. Também será debatida a força de trabalho e contribuição do público LGBT+ na economia local.

Dentre os palestrantes estão J’net Ayayqwayaksheelth, pessoa indígena e dois espíritos, responsável pelo Royal Ontario Museum em Toronto, no Canadá; Kihmali Powell, diretor executivo da ONG Rainbow Railroad que acolhe refugiados LGBT+ no Canadá; Daniela Castro, primeira pessoa trans a ocupar um cargo público na Argentina como diretora da área de Política para Diversidade Sexual do Ministério da Mulher e Diversidade da Província de Buenos Aires; Glen Murray, ex-prefeito assumidamente gay da cidade de Winnipeg, no Canadá; Karen Atala, renomada ativista chilena e referência para o movimento LGBT+ no país; Paulo Iotti, militante LGBT e um dos responsáveis pela criminalização da homofobia no Brasil; deputada Erica Malunguinho, responsável pela articulação política contra o PL 504 que censurava publicidade com temática ligada à diversidade; Juão Nyn, multiartista, indigena e escritor; a vereadora Bia Caminha, eleita nas últimas eleições; Ricardo Gomes, da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil, e Márcia Rocha, fundadora do Transempregos, entre outras pessoas.

A moderação das mesas contará ainda com a Drag Queen Dindry Buck, que é ativista LGBT+ e integrante do Esquadrão das Drags, a colunista do portal Mídia NINJA Leandrinha Du Art, a apresentadora do podcast Biscoito Babu Carreira e o jornalista e ex-editor da Revista Exame João Pedro Caleiro.

O Canadá é reconhecido mundialmente como um dos países mais ativos em relação aos direitos das pessoas LGBTQ2+ e considera o fórum uma oportunidade de ampliar a discussão com países da região que, muitas vezes, enfrentam questões similares em diferentes esferas de suas sociedades, seja no âmbito político, econômico ou social. 

Para a Embaixadora do Canadá no Brasil, Jennifer May, “o fórum será um importante mecanismo para a reflexão dos avanços, ou mesmo retrocessos, dos direitos LGBTQ2+ em nossos países e nos ajudará  a avaliar as medidas necessárias para ampliarmos nossas ações e discussões referentes aos direitos das pessoas LGBTQ2+ e buscar uma sociedade mais justa e igualitária. É necessário refletir sobre o passado e olhar para o futuro com diferentes perspectivas para melhor direcionar nossas ações em busca do respeito e igualdade. Discutir isso com países parceiros será extremamente importante para entendermos os desafios que nos cercam e avançar com o diálogo pela igualdade em toda a nossa região hemisférica.”, conclui. 

“Nosso país está vivendo um momento de ataques à democracia, ao respeito à diversidade, e ter esse intercâmbio de experiências neste Fórum de Direitos LGBT+ fortalece o movimento social. As pessoas precisam se unir pela causa e este Fórum é a prova que é possível diferentes países, culturas, idiomas e histórias se unirem em prol de uma sociedade para todas as pessoas.” afirma Cláudia Regina Garcia, presidente da APOLGBT-SP.

A abertura será às 10h do dia 16/06 e contará com a presença da Embaixadora do Canadá no Brasil, Jennifer May, do Embaixador do Canadá na Argentina,  David Usher, do Embaixador do Canadá no Chile, Michael Gort, da presidente da APOLGBT-SP, Cláudia Garcia, e da Secretária de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo, Claudia Carletto.

O evento conta com o apoio institucional da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo e será transmitido ao vivo no canal do YouTube da ParadaSP www.youtube.com/ParadaSP,  com tradução simultânea em português, inglês e espanhol, além de tradução em libras. 

Para escutar em inglês acessae aqui: 

EN: https://youtube.com/playlist?list=PLA5znzbeP2kkTVxLP0G1LAiJaPrgYLrBT


Para escutar em espanhol acesse aqui: 

ESP: https://youtube.com/playlist?list=PLA5znzbeP2kmkzLjlvy4gi4AKMFKvL9FW


Para escutar em português acesse aqui: 

PT: https://youtube.com/playlist?list=PLA5znzbeP2kkTVxLP0G1LAiJaPrgYLrBT



Dia 2 - 17 de junho

Painel 1: LGBTs na política

Horário: 10h – 11h30

Participantes:

  • Daniela Castro - Diretora da área de Política para Diversidade Sexual do Ministério da Mulher e Diversidade da Província de Buenos Aires (Argentina).

  • Glen Murray  - Ex-prefeito de Winnipeg (Canadá).

  • Lorena Olavarría Baeza – Prefeita recém-eleita de Melipilla (Chile).

  • Vereadora Bia Caminha (Brasil).

  • Deputada Erica Malunguinhos (Brasil).


Moderação: Babu Carreira


Painel 2: Pink Money

Horário: 14h – 15h30

Participantes:

  • Martina Ansardi -  ONG Contratá Trans (Argentina)

  • Márcia Rocha - TransEmpregos (Brasil)

  • Ricardo Gomes – Câmara de Comércio LGBT+ (Brasil)

  • Darrell Schuurman – Câmara de Comércio LGBT+ (Canadá)

Moderação: João Pedro Caleiro


*LGBTQ2+: No Canadá, usa-se a sigla LGBTQ2+, que se refere às lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queer e dois espíritos. Two-spirited ou Dois Espíritos é uma denominação indígena de gênero. Além do LGBT que já conhecemos aqui, o Q é usado para queer - termo inglês para estranho, excêntrico, que foge aos padrões - e o 2S para two-spirited, que deriva da tradição indígena da América do Norte, onde em vários povos indígenas, há registros de tradições e termos usados para pessoas transgênero, variação de gênero ou identidade de gênero. Com a colonização religiosa europeia, muitas dessas crenças deixaram de existir, mas no começo da década de 1990, grupos indígenas LGBT+ começaram a recuperar seus costumes e tradições. Eles propuseram o termo two-spirited para se referir ao “terceiro gênero”, baseado nas crenças de que o corpo pode abrigar os dois espíritos (masculino e feminino).





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