UFRN realiza Seminário 'Jornalismo, Cultura e Sociedade: visões do Brasil contemporâneo' - 28 e 29.11

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Alô estudantes de Jornalismo e vc jornalista graduado, vamos ou BorA? Seguem informações publicadas pela AGECOM:

O Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) promove o seminário “Jornalismo, Cultura e Sociedade: visões do Brasil contemporâneo”. O evento acontece nos dias 28 e 29 de novembro, no Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM).

A abertura do seminário está prevista para as 9h, do dia 28, com o objetivo de discutir de que maneira o campo jornalístico vem abordando ou repercutindo tendências ou traços marcantes da cultura e da sociedade brasileira contemporânea. Durante o seminário serão realizados vários debates sobre o assunto, com a participação de pesquisadores convidados.

Os interessados em participar devem realizar suas inscrições por meio do link:http://procadnovasfronteiras.wordpress.com/inscricao/.  A programação completa do seminário está disponível no site:http://procadnovasfronteiras.wordpress.com/programacao/.

Mais informações pelos telefones: (84) 3215-3926 ou pelo e-mail:[email protected].



UFRN realiza SEMANA DE COMUNICAÇÃO - de 29 de outubro a 01 de novembro - Veja a programação!

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Webcelebridades e os desafios de transformar um hobby em negócios nas mídias sociais

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Gritos, sorrisos, euforias, pulos de alegria e muitas fotos, vídeos, tudo devidamente compartilhado pelas ondas cibernéticas! Não! Não me refiro a uma celebridade da #TV que esteve presente em algum lugar público. Estou descrevendo cenas que vi durante o encontro #PlugcitáriosNoAr que aconteceu em Natal, neste início de outubro de 2013. Já passava das 16h30 quando os jovens, Kaio Oliveira (Canal Xafurdaria), Gabriel Oliveira (Canal Putzvéi) e Breno Melo (fanpage Bode Gaiato) entraram no auditório. São WebCelebridades gente! Literalmente! Tinham adolescentes e jovens participando do evento somente para ter a chance de chegar mais perto daqueles caras que com seus respectivos canais no YouTube e fanpage no facebook já conquistaram milhares de fãs.

Foi surpreendente ver tanta gente querendo registrar cada passo deste pessoal que para mim e para muitos que estavam ali, não eram conhecidos até pouco tempo. Somados, as três webestrelas nordestinas possuem mais de 2 milhões e 800 mil inscritos. No canal Xafurdaria, do ator Kaio Oliveira, são mais de 117 mil seguidores. No Putzvéi, vlog do Gabriel Oliveira, os seguidores somam mais de 90 mil pessoas. Já o Breno Melo, criador do famoso e engraçado Bode Gaiato, que é sucesso no Facebook, tem mais de 2 milhões e 600 mil curtidas.

Os números elevados de fãs e em plena ascensão virtual nos ajudam a entender tamanha recepção às webcelebridades no Plugcitários no ar Natal. O bate-papo também contou com a presença do jovem Erickson Monteiro, fundador do Blog Plugcitários, página com informações sobre Publicidade e Propaganda voltada para estudantes da área, e do criador do Instagram @virginspider, que disse não ganhar dinheiro com aquilo por enquanto, mas tem mais de 23 mil seguidores na rede mobile de fotografias e desde junho está presente no YouTube, com mais de 290 seguidores. Durante a mesa-redonda, foi fácil perceber a capacidade de cada um desses jovens empreendedores em transformar o que nasceu como hobby em suas vidas, numa verdadeira plataforma de negócios cada vez mais lucrativa.

Na internet, qualquer pessoa pode virar marca, mas aquelas que se iconizam de verdade, engajam várias gerações, e tornam-se referências no que fazem, ainda são poucas! Nacionalmente temos alguns exemplos, gostando ou não, Rafinha Bastos, Felipe Neto, a galera do Porta dos Fundos, cito também a Kéfera, com seu canal hilário Cinco Minutos. Gente que está sabendo trabalhar e lucrar com produção de conteúdo para a web, gente que não ficou famoso nos meios tradicionais de comunicação.  

A iniciativa da agência Carratu publicidade em trazer o Plugcitários No Ar para Natal em parceria com o Blog Plugcitários colocou em pauta assuntos que não estão sendo discutidos no mercado local. Foi um momento de se encontrar ‘literalmente’ com a Internet e conhecer cases que estão fazendo sucesso no nosso Nordeste!

Trabalhar na internet requer desafios a todo instante. Não pode ter preguiça! Não dá para resolver amanhã, tem que ser hoje, agora! E o que aqueles jovens empreendedores de si mesmos e de seus produtos multimidiáticos conseguiram destacar naquele bate-papo regado pela euforia dos fãs na plateia, é que a web está aí disponível para todos criarem, é livre! Aqueles que já comprenderam isso, estão arregaçando as mangas e ganhando dinheiro fazendo comunicação digital!

No mercado as agências de publicidade e propaganda também estão em fase de adequações, os meios online impõem muitos desafios para o planejamento, criação, produção e divulgação. É um ramo que se retroalimenta diariamente e o papel das pessoas neste cenário é cada vez mais relevante! Pessoas que produzem conteúdos, que consomem e compartilham! Estamos vivendo o momento do aprender fazendo! Tenhamos coragem!  




Vida de estagiário: lutas, incertezas e sonhos na porta de entrada para o mercado de trabalho

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     Ainda me lembro do meu primeiro estágio, numa empresa de comunicação em Natal, na produção telejornalística. Uma profissão estava a caminho: o jornalismo. E com ela todos os sonhos depositados naquelas poucas horas diárias de dedicação, somadas aos desafios diários de colocar em prática tudo aquilo que já tinha aprendido em sala de aula durante o curso. Claro que não demorou muito para eu perceber que tudo aquilo também fazia parte do processo de aprendizagem, que atividades práticas bem feitas requerem teorias estudadas, e que de nada adiantam os estudos, as leituras, se você não viver a experiência na própria pele, dia após dia, pautas, reportagens, edições, estúdios e tudo mais...

     Nem tudo são flores na vida de estagiário! Se você já passou por isso, conhece bem aqueles dias infindáveis, em que sua carga horária de quatro horas viram oito, nove, dez... sabe bem o que é chegar antes de todo mundo e sair apagando as luzes da redação! Tudo vira aprendizado, mesmo que o salário no fim do mês não seja o mais compensador, mas você tem a convicção que ali está a porta de entrada para o mercado de trabalho, é dali que um contrato de estágio pode se transformar em carteira assinada casada com a sonhada e esperada formatura na universidade.

     Seja qual for a sua área de atuação, em humanas, exatas, tecnológica ou biomédica, estar aberto às aventuras da vida de estagiário é, acima de tudo, ter atitude de encarar a profissão de frente! De se colocar a prova! De testar gostos, certezas e incertezas! De sonhar e lutar por dias melhores, vidas melhores! Uma vez li uma frase que dizia assim: ‘aprender equivale a atravessar o caminho que vai da incerteza para uma certeza provisória, aquela que permite novas descobertas e novas interpretações’.

     A citação das escritoras Hila Rodrigues e Marta Maia nos faz refletir que a vida sempre nos reserva surpresas, desafios, dúvidas, e a melhor maneira de passar por tudo isso é levando a vontade de trabalhar e a coragem de tornar os sonhos realidade MUuuUITO a sério! É não esperar pelas oportunidades, buscá-las! É manter a leitura em dia! Estudar! Perguntar! Ser curioso sempre! E principalmente não ter vergonha de conhecer pessoas, fazer amigos, ou como nos dizem os gurus dos recursos humanos, fazer NETWORKING!

     Encerro por aqui acrescentando que esse famoso NETWORKING não pode acontecer só pelas vias virtuais do nosso ciberespaço diário, todavia principalmente ao vivo, no face to face! E aqui não me refiro ao facebook hein..., mas à interação social de verdade, no offline, aquele tipo de comunicação que diante de todas as tecnologias de informação, ainda permanece a mais eficaz na hora de demonstrar talento, dedicação, honestidade e competência! Se você está em busca de estágio: seja autêntico, tenha coragem de se apresentar ao mercado! Se for de verdade, do coração, o mercado responderá! Afinal, o sol brilha para todos, não é mesmo! Mexa-se!  

     Deixo para te inspirar este case vídeo The Candidate – uma seleção para trainee feita pela Heineken! Dá uma olhada no que aconteceu! #emocionante

The Candidate



Por que treinar para a Mídia?

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    Imagine a seguinte situação: você trabalha na equipe de comunicação de uma empresa; Nos últimos três meses vocês dedicaram boa parte das atividades ao planejamento de um projeto institucional com o objetivo de fortalecer a imagem da empresa perante o público, assim como melhorar o relacionamento com o consumidor; Então, durante a divulgação jornalística via assessoria de imprensa, eis que surge uma oportunidade para falar sobre o projeto durante uma entrevista AO VIVO num programa de TV.

    Chegou o dia da entrevista! E agora? O nosso convidado está ansioso, ofegante, tenso! Na sede da emissora é recebido por um Produtor que o coloca em uma sala de espera confortável; Toma água, mas a boca continua seca! As mãos suadas, geladas! O coração em plenos saltos ornamentais!

    Ele respira fundo, tenta se acalmar, dá uma checada num texto que preparou para a entrevista, olha o relógio, espia a tv ligada na sala! Momentos antes da entrevista, um repórter se apresenta e conversam sobre logo mais, sobre quais assuntos serão questionados e como vão se organizar para apresentar as informações da melhor forma possível. O convidado fica novamente sozinho e com um turbilhão de pensamentos e preocupações povoando a mente: como organizar tanta coisa em tão pouco tempo de entrevista? E isso tudo em público, pela TV, ao vivo, sem chances para qualquer erro! 

    O Produtor volta à sala de espera desta vez para buscar o nosso convidado, que será encaminhado ao estúdio. Lá... diante da equipe jornalística e de todos aqueles equipamentos, câmeras, projetores, luzes, monitores, cabos e fios, o nosso convidado sabe que terá uma única chance para apresentar seus argumentos e conquistar o público! É neste momento que ele se dá conta de como teria sido importante um treinamento efetivo voltado para a mídia, algo que pudesse deixá-lo mais preparado para lidar com os jornalistas, como falar em público, como controlar o medo de se expressar diante de uma câmera de vídeo.

Estamos no ar!

    A entrevista começou e o tempo que você, caro leitor, levou para ler este artigo até aqui, são os DOIS MINUTOS que o nosso convidado terá para divulgar aquele projeto cujo planejamento levou 90 dias. São dois minutos para sintetizar informações relevantes para a sociedade e, com a ajuda da audiência, quem sabe ampliar o alcance e o sucesso do projeto.

    Entretanto o nosso convidado está muito nervoso! Logo na primeira resposta a voz trava, a respiração curta é evidenciada pelo microfone lapela, aquele pequenininho preso ao paletó. Ele sente um calafrio e simplesmente a voz embarga, não sai... Por TRÊS segundos aquele silêncio paira na telinha. Quem está assistindo, percebe que há algo errado! São só TRÊS segundos: tempo suficiente para levar o apresentador a reformular a pergunta. Mais alguns segundos, com muito esforço e sem qualquer naturalidade, o nosso entrevistado consegue se concentrar e falar sobre o projeto.

    Parabéns! Parabéns, é o que o nosso entrevistado mais escuta dos amigos, familiares e de todos que o acompanharam ao vivo na TV. De fato, ser entrevistado ao vivo, ainda que com alguns percalços, realmente vale o reconhecimento. Mas lá no íntimo, o nosso convidado sabe que poderia ter se saído melhor, poderia ter dominado o pouco tempo no ar, e destacado ao longo da entrevista outros dados relevantes.

    Já de volta à empresa, em uma breve avaliação da entrevista com a equipe de comunicação, os ‘parabéns’ dão lugar à realidade nua e cura. Fica claro que o espaço conquistado na emissora de TV, não foi aproveitado da melhor forma. A conclusão é que o nosso convidado precisa estar mais preparado, precisa vivenciar um treinamento voltado para a imprensa. O que no campo do jornalismo chamamos de ‘Mídia Training’ ou ‘Treinamento de Mídia’. 

    O ‘Mídia training’ se populariza no campo da comunicação social brasileira a partir dos anos 90. O serviço faz parte da lista de atividades realizadas pela Assessoria de Comunicação. Existem vários tipos de treinamentos voltados para a discussão das estratégias de como lidar com a mídia e a realização de gravações de entrevistas que simulam um momento midiático. Há Mídia Training em forma de consultorias individualizadas; Treinamentos exclusivos realizado em empresas e associações; Além de cursos abertos ao público e com a participação de jornalistas e professores de comunicação social.

    Independente do formato de Mídia Training, um dos objetivos principais do serviço, é contribuir para que as situações de entrevistas jornalísticas - no jornal impresso, no rádio, na tv ou na web - ocorram da maneira mais confortável e eficaz possível para as Fontes (humanas) de notícias, as pessoas que recebem a responsabilidade de divulgar informações através da imprensa.

    Um entrevistado seguro, que aprende a controlar o medo de falar diante da imprensa, aquele que conhece (de verdade) as informações que vai abordar, que sabe aproveitar as qualidades de sua voz, assim como a postura corporal correta e o visual mais adequado, terá muito mais chances de alcançar o sucesso em uma entrevista jornalística. O que resulta em pontos positivos não somente para a imagem do convidado, ou para a imagem da empresa/instituição, mas também para o andamento do trabalho jornalístico, nos processos de produção, pauta, captação, gravação e edição de textos e imagens.

    O mídia training contribui em última - e também importante - instância, para toda sociedade, imersa nesta era do conhecimento e da convergência digital. Fontes de notícias preparadas para lidar com a imprensa - assim como jornalistas inteligentes e honestos - contribuem para que o público receba conteúdos jornalísticos com qualidade e credibilidade, num exercício democrático e de construção da cidadania que deveria acontecer de maneira cotidiana, todos os dias, quando a gente busca se informar sobre as principais notícias do dia! 



Sobre os desafios do Produtor de Vídeos

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       Se tem uma função extremamente importante no trabalho com comunicação social, mas nem sempre tão valorizada em relação aos outros cargos, é a de PRODUTOR. A criatura que planeja, pesquisa, telefona, agenda, calcula, organiza e geralmente sabe cada detalhe durante a execução de um projeto midiático. Aquele Ser atento, criativo, workaholic e que dá os melhores pitacos durante a edição.

       É também o que fica nos bastidores, quem resolve todos os ‘pepinos’, quem acode os desesperados, enfim, quem aprende no dia a dia a tomar decisões na velocidade da luz para que tudo saia perfeito! São os rostos que o público não conhece, não vê na telinha, e em muitos casos, nem sabe que existe.

       Na era da cultura da convergência digital, a figura do PRODUTOR permanece analógica, off-line, visceral, pessoal! E isso é muuuuito pertinente! Desafiante! O PRODUTOR é aquele que desempenha funções em que os diálogos são mais importantes que as trocas de e-mails, onde as palavras brotam em situações de pressão, tensão, medo, mas também ousadia, entusiasmo e alegria!

PRODUZIR na era digital

       Produzir em plena era digital pede como requisitos conhecer as ‘novas’ mídias [já não tão novas assim], aprender as ‘novas’ regras do jogo estratégico da informação social para planejar, executar e avaliar um vídeo que será exibido nas mais diferentes plataformas, um conjunto de imagens em movimento que será consumido ora por públicos segmentados, ora pela massa.

       Seja o PRODUTOR de #telejornalismo, seja o da #publicidade, ou ainda o PRODUTOR de #audiovisual, todos eles são colocados diante dos desafios dos ‘novos’ tempos. Tempos de bytes e algoritmos! Época da presença cada vez mais marcante do prosumidor (aquele consumidor que também produz conteúdo)! Vivemos a era da transparência, onde os bastidores estão ganhando mais relevância na produção de vídeos para TV. De que #TV estamos falando? Da TV híbrida, das multitelas interativas e integradas com a web!

       Vamos que vamos PRODUTORES! Exercer com orgulho nossas ações humanas de planejar, organizar, pautar, fechar orçamentos, escolher os ângulos mais eficazes, e principalmente, contribuir para gerar vídeos que tornem públicos conteúdos repletos de QUALIDADE e RELEVÂNCIA! J  

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Este artigo foi editado com base em reflexões realizadas durante o Módulo ‘Técnicas de Produção de Vídeo para TV’, que ministrei no Curso de pós-graduação em Mídias Digitais e Convergência na FESP/CE (Faculdade de ensino superior da Paraíba - Centro de Ensino) em João Pessoa, em agosto - 2013. 



Serviços OTTs e as nossas novas experiências em ver TV

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OTTs: serviços Over The Tops, uma sigla que se vc ainda não ouviu falar, com certeza vai perceber que já conhece! Antes do conceito desses serviços, vamos aos exemplos: o Skype e o WhatsApp são aplicativos OTTs de mensagem, voz e vídeo; Netflix, Hulu, Apple tv e Google tv, são exemplos de OTTs de transmissão de vídeos via banda larga. Há muuuitos outros apps e companhias que estão apostando neste novo sistema, ok!

Aqui vamos nos deter às OTTs Tvs, serviços de transmissão de vídeos para consumo online. Os serviços Over The Tops vem transformando nossa maneira de ver televisão, deixando muitas emissoras de televisão de cabelo arrepiado e gerando novos desafios para a toda a cadeia de negócios das telecomunicações! O assunto foi destaque em uma palestra na #CampusPartyRecife2, em julho, dentro das ações voltadas para a TV Digital brasileira.

Com o tema ‘A era do streaming: O impacto das OTTs nas mídias digitais’, o empresário e pesquisador Salustiano Fagundes - da HXD - apresentou alguns dados interessantes sobre o consumo de vídeos online e sobre as mudanças que já estão em curso com o crescimento dos serviços OTTs no Brasil, sobretudo causado pelo aumento do acesso à web nos smartphones e tablets.

O Brasil é o sétimo país no mundo em consumo de vídeos pela internet, segundo a empresa de pesquisa ComScore. O #youtube lidera a lista das fontes utilizadas. Salustiano destacou que até 2015, a compra de conteúdos digitais vai crescer 12,1 % no Brasil. Outro dado surpreendente é que entre julho e setembro de 2012, foram vendidos no nosso país seis tablets por minuto (isso mesmo, por mi-nu-to!).

Quanto às tvs conectadas, elas já representam 40% dos aparelhos vendidos no Brasil. Dentre as smart tvs instaladas, Salustiano afirma que cerca de 40% dos usuários utilizam o aparelho para ver tv e se conectar à web, e que já tem fabricante trabalhando com a margem (com base em pesquisas com clientes) de 70%, ou seja, quem compra tv conectada quer mais do que somente ver a programação que já está acostumado.


NETFLIX = TV anytime, anywhere, anyplace

Já é possível afirmar que a empresa Netflix – cujo serviço principal é fornecer via plataforma própria e online filmes, séries e shows – é a OTT Tv mais conhecida atualmente no Brasil (porém ainda com um loooonngo caminho rumo a popularização). A Netflix vem colocando em prática algo que até pouquíssimo tempo era apenas uma tendência apontada por vários pesquisadores em aulas e palestras sobre a televisão na era digital: a possibilidade do telespectador escolher o que quer assistir, onde e quando quiser, derrubando a tradicional grade de programação, com seus horários fixos e targets segmentados.

Veja bem, é claro que as tvs abertas ou pagas conforme conhecemos ainda vão permanecer por muito tempo, com seus negócios e conteúdos diários, grandes audiências e transmissões via broadcasting que (ainda) nenhuma tecnologia via streaming conseguiu ultrapassar! Porém, o que se está apontando aqui é para uma nova prática cada vez mais difundida de consumir televisão, anytime, anywhere, anyplace... uma experiência que já é realidade para muitas pessoas: a de ligar a tv (ou qualquer outro dispositivo com internet) e escolher numa interface interativa o que efetivamente se quer assistir no momento, sem precisar agendar horário, sem intervalos comerciais e ainda com a possibilidade de compartilhar sua escolha nas mídias sociais.

A Netflix tem mais de 900 funcionários e uma carteira recheada por 30 milhões de assinantes. Para você ter noção do impacto no mercado de telecomunicações, somente na América do Norte, a Netflix é responsável por 1/3 do tráfego de toda banda larga nos finais de semana (um teeeerço gente!). A empresa não divulga números do mercado brasileiro. De acordo com reportagem da Info, no segundo trimestre de 2013, o número de assinantes fora do mercado americano chegou a 7,75 milhões, alta de 114% em relação ao mesmo período de 2012.

Como e quando será que os broadcasters irão transformar esta ‘concorrência’ com as OTTs em oportunidade de negócios? Aguardemos cenas dos próximos capítulos desta era do streaming! ;)

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OBS-1: Aproveito para deixar aqui registrado o meu agradecimento ao amigo Salustiano Fagundes pelo convite para participar daquele sábado incrível lá no #CPRecife2! #tamojunto na pesquisa e divulgação sobre a televisão digital! =)  

OBS-2: Para quem quer ler mais sobre a Netflix, recomendo o ótimo artigo do Carlos Merigo no site Brainstorm 9: http://www.brainstorm9.com.br/39253/entretenimento/netflix/



Campus Party Recife 2 = cibercultura na veia!

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Um maaarrr de gente conectada pesquisando, aprendendo, jogando, criando... tuuudoo numa estrutura enorme e de pirar qualquer um que se amarre em tecnologias digitais e internet! Esta foi minha primeira impressão ao entrar no Chevrolet Hall no sábado, 20, para acompanhar o penúltimo dia da segunda edição do Campus Party Recife (#CPRecife2).

Sempre acompanhei os debates da Campus Party Brasil pela web. Já assisti vááários painéis, em transmissões ao vivo e em vídeos gravados, moooorrro de vontade de participar da edição de São Paulo (já está nos planos há algum tempo, inclusive!) e este ano, a convite do empresário e pesquisador de Televisão Digital interativa, Salustiano Fagundes, da HXD, tive a oportunidade de participar in loco dos debates acerca da TV digital brasileira que rolaram em Recife neste mês de julho.

Entretanto, a experiência ganhou outra dimensão quando mergulhei naquele lugar... muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, palestras, bate-papos, debates, conexões, exposições, tudo junto e misturado! Além de participar dos debates sobre a TVD brasileira, pude acompanhar bate-papos sobre internet e mídias sociais, temas que também tenho me debruçado nas pesquisas!

Já que o sábado suuuuuper rendeu e pude voltar com a bagagem cheiiinhaaa de conhecimentos e novas reflexões, vou compartilhar com vocês nesta semana aqui no #SerMídia alguns pontos relevantes das apresentações que acompanhei na #CPRecife2!

Fui embora com a certeza de que mesmo vivendo em um mundo cada vez mais conectado, nada, absolutamente NADA, ainda se compara com a EXPERIÊNCIA offline, ali, pertinho, ouvindo as pessoas, questionando cara a cara, debatendo, compartilhando ideias e sentindo que é possível sim, construir um mundo digital com mais conhecimento crítico e menos ‘achologias’!

Inté! =]


PS1 = Pra vc que está meeeega curioso em saber tuuudooo que rolou na #CPRecife2, o site é beemmm bacana, click aqui

PS2 = Créditos das fotos -  Flickr #CPRecife2  

Sendo digital ou não, a TV é social - #ObservatórioDaImprensa

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Oi gente, tem artigo meu no site Observatório da Imprensa, sobre social TV, televisão digital e internet. Aqui no #SerMídia compartilho um trechinho e convido vcs a lerem o artigo completo! É só clicar ali no link abaixo! Boa leitura! =) 

"(...) As imagens em movimento sempre nos fascinaram e permanecem atiçando a nossa curiosidade. Atualmente, vide o sucesso dos vídeos na internet, o usuário é ativo, escolhe o que quer ver e por isso presta atenção a cada detalhe do que está assistindo. Há também a alternativa de criar seu próprio vídeo e as novidades dos microfilmes feitos e devidamente compartilhados via aplicativos como o Vine (do Twitter) e o Instagram (do Facebook). É fato: adoramos vídeos. E hoje, com as tecnologias digitais, os vídeos estão ainda mais próximos do nosso cotidiano, registrando tudo. Em segundos, também produzimos, criamos, gravamos e compartilhamos. (...)"

continua....     Clique aqui para ler o artigo completo!



Aos 16 anos Malala dá uma lição ao mundo em discurso na ONU

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#ThinkAboutIt

"Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo",  ensina Malala.

Emocionante as palavras de Malala Yousafzai em discurso nesta sexta-feira, 12 de julho, na ONU. O evento foi batizado pela Organização das Nações Unidas como o ‘Dia da Malala’, em homenagem ao dia do aniversário da jovem. Malala é considerada um símbolo mundial na luta pelos direitos a educação para todos. Somente por estudar e promover a educação, sobretudo entre as meninas, a jovem paquistanesa foi alvejada na cabeça, quando voltava da escola, em outubro de 2012, numa tentativa de assassinato do Taleban.

De acordo com informações divulgadas pela AP e Dow Jones, em reportagem no Estadão, segundo a organização Plan International, cerca de 57 milhões de crianças em idade escolar estão fora da escola, das quais 30 milhões são meninas. Cerca de um terço das meninas em todo o mundo não podem ter acesso à educação por causa da violência, discriminação, pobreza e práticas como o casamento na infância. Mais de 120 milhões de jovens entre 15 e 24 anos não têm habilidades básicas de leitura e escrita, segundo a ONU.

O discurso da jovem Malala, que hoje vive com a família na Inglaterra, é uma lição para todo o mundo! Emociona!  A jovem pediu "uma luta global contra o analfabetismo, a pobreza e o terrorismo". "Vamos pegar nossos livros e canetas. Eles são nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. Educação é a solução".

Ver vídeo.




Budweiser + Will I Am = ‘Great Times’ - #music

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Na coluna #music desta semana, um case da publicidade que bomba em todas as pistas de danças desde novembro de 2011: a música Great Times, do rapper e produtor musical americano Will i Am. O clip foi gravado no Rio de Janeiro e em São Paulo. O curioso é que a princípio foi divulgado como sendo apenas o novo hit do rapper, que já tinha afirmado em entrevistas que adora o Brasil, por isso a mídia cobriu com este foco, mas na realidade a ação gerenciada pela agência brasileira África, para o cliente Budweiser (a cerveja mais vendida nos EUA), tinha o objetivo de estabelecer a marca no país.

Will I Am foi convidado para cantar uma letra (jingle mesmo...) já escrita pelo pessoal da agência, mas ele prontamente negou afirmando que só cantaria sobre aquilo que acredita! Resultado: ele mesmo escreveu a música! Uniu o útil ao agradável, juntou o carinho pelo nosso país com o brinde da Bud! Assim nasceu o single ‘Great times’, que aliás, faz alusão ao slogan da marca, ‘Great times are coming’ – ‘Grandes momentos estão chegando’ – que remete a chegada da cerveja Budweiser no Brasil.

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O planejamento e a execução deste projeto publicitário impressionam! Em agosto de 2011, três meses antes do lançamento do hit, a Budweiser fez sua estreia na TV brasileira com o filme “Great Times”, veiculado em SP, RJ e Porto Alegre. Naquele mesmo período, Will I Am passou uns dias no Brasil gravando seu novo clipe, a mídia tooodaaa em cima, seguindo as gravações, falando do novo hit, especulando... nada de Budweiser aqui... naquele momento não havia nada que linkasse diretamente a Bud ao rapper. A estratégia deu certo para a marca: milhares de espaços em mídia espontânea graças ao carisma do cantor! Os assessores de imprensa piraram naquela fase de ouro, certeza!  

Em 29 de novembro de 2011, a música foi lançada, o refrão ‘Great times are coming’ ganhou as rádios, as baladas, as academias, enfim... estourou naquele fim de ano, e com o sucesso o conceito da bud estava definitivamente infiltrado e sendo absorvido pelo grande público. Hoje o single ‘Great Times’ é considerado um dos grandes hits de 2012. Mas, porém, todavia, entretanto, você pode estar se perguntando: Como a marca tratou de comunicar a todos que a música nasceu da parceria entre Budweiser e Will I Am? E como informar que tudo fazia parte do lançamento da cerveja no Brasil?

Mais uma vez o planejamento se traduziu em criação eficaz e mídias certas: para divulgar a parceria entre a marca de cerveja e o rapper, a África colocou em circulação o filme ‘Budweiser Vintage Store Futuristic Commercial’ algo como ‘Comercial futurista da Loja vintage da Budweiser’ e na mídia impressa inovaram com duas peças premium com as quais já venceram muitos prêmios inclusive! Os anúncios foram veiculados nas revistas Veja e Playboy.

A agência criou um anúncio para revista em formato de vinil que se transforma em LP. Isso mesmo! Era só retirar o anúncio da revista e colocá-lo no tocador! Dá uma olhada neste vídeo criado para divulgar a ação na internet! O outro era uma mini caixa de som encontrada dentro da revista, A peça tinha a imagem de Will I Am e contava com dois auto-falantes que amplificavam qualquer trilha sonora escolhida pelo leitor, e um QR Code que, ao ser baixado em qualquer smartphone executava a ‘Great Times’ direto das caixas personalizadas. 

Quer saber mais sobre estratégias de marketing e publicidade de cervejas no Brasil? Encontrei esta página no portal da revista Exame que vale a pena conferir! =]

Gostou? Então compartilha com seus amigos! =) Até a próxima #music!  



Blogs, opinião pública, internet e Steve Crocker, tudo na coluna #newsweek, confira!

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Oi gente! ^^ Para compartilhar com vocês algumas coisas bacanas que tenho lido pela web, criei a coluna #Newsweek aqui no #SerMídia, com fatos, dados, entrevistas, enfim... notícias focadas na cultura digital que foram recentemente publicadas em portais, blogs, sites ou qualquer outro tipo de espaço cibernético. Para abrir a coluna, sugiro três leituras: =]

1.  Informalidade no setor ainda dificulta monetização de blogs (publicada no CanalTech do portal R7)

A dificuldade da monetização da blogosfera foi tema do debate de uma das mesas do Festival YouPIX 2013, realizado entre os dias 4 e 5 de julho, em São Paulo. Com participação de diversos representantes de agências de publicidade e conteúdo, o painel discutiu as dificuldades de um setor que, apesar de grande, ainda sofre com certo amadorismo na hora de se fazer negócios. "O trabalho nainternet ainda não está atingindo o potencial que ele tem principalmente porque existe uma informalidade muito grande no setor", afirmou Ivo Neuman, editor doblogNão Salvoe gerente do siteO Observatório da Blogosfera."

2.  Quem faz a nova opinião pública – os TTs do Twitter são o novo Ibope? (publicada no site Bluebus)

...o Ibope é científico, quantitativo, mostra quantas TVs estão ligadas; o Twitter apresenta quem está vendo e sobre o que as pessoas estão falando, ajuda a definir a pauta. Nos EUA, por exemplo, o Twitter tem ajudado a TV a definir hashtags para a programação, mas aqui no Brasil as pessoas estão na frente, são elas que estão elegendo as hashtags para os programas. Além disso, não é mais “TwitterouTV”, agora é “TwittereTV”. O imediato é no Twitter, o que não é tão importante fica pra depois.

3. ‘A internet deve se tornar invisível’ (publicado no site Estadão)

Hoje, existem cerca de 2,5 bilhões de usuários, um pouco menos de metade da população do mundo. Uma das coisas que eu espero que aconteça é o aumento do uso da internet até que praticamente todo mundo no planeta seja usuário. Outra coisa seria o seguinte: atualmente, somos bem cientes do uso da internet, de quando estamos conectados à internet. Acho que, no futuro, todos estarão conectados, mas sem pensar sobre ela. A visibilidade ou a percepção da internet vai ficar em segundo plano. Todo mundo usa a eletricidade, mas ninguém fala muito a respeito.Steve Crocker– Cientista de computação, 68 anos, um dos criadores da rede mundial.




#youPix Festival 2013 transmite atividades via web até este sábado - #FF

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No #FF desta semana, a dica do #SerMídia pra vc é acompanhar, seguir, registrar nos seus ‘favoritos’ o site youpix - pessoas + pixels !!! Um verdadeiro hub na web que concentra muuuuita informação bacana sobre internet, jovens e cultura digital. O site é voltado para o público jovem, os nativos digitais, as gerações y, x, z... maaas vale para TODOS que curtem a cibercultura! A linguagem é divertida, inovadora e o pessoal tem sempre a preocupação de linkar as fontes, registrar os créditos, o que é louvável para a credibilidade do site. J

A plataforma youPix nasceu como uma revista impressa em 2006, quando se chamava PIX magazine e trazia em suas páginas notícias sobre o mundo virtual e o comportamento do jovem internauta brasileiro. Em 2009, se transformou em um evento, o youPix Festival, considerado o maior festival de cultura de internet do Brasil.

Inclusive o youpix Festival SP 2013 começou na sexta, 05, e vai até este sábado, dia 06 de julho. São 07 palcos, 82 atividades, mais de 160 horas de conteúdo e 200 palestrantes, tudo gratuito gente! Para nós que não estamos em Sampa, o melhor: estão rolando transmissões ao vivo, neste link! Ou seja, se vc curte, estuda, vive internet, vale aproveitar! 

Fica a dica! ;)

youpixyoutubefacebooktwitter



Por que as redes sociais estão nos dividindo, diminuindo e desorientando !? #BookDay

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O título deste post é o sub-título da nossa dica de livro da semana: #vertigemdigital, do @ajkeen - Andrew Keen, lançado no Brasil pela editora Zahar, em 2012. É uma boa pedida para quem gosta de ir contra a maré e buscar interpretações beeemm diferentes do comum acerca deste momento digital em que estamos imersos, marcado por um caldeirão de mídias sociais que norteiam nossas vidas on e off line! ;)

O Andrew é bastante crítico, polêmico mesmo! Para vc ter ideia, ele é considerado por alguns estudiosos o anti-cristo das mídias sociais, tanto que os empreendedores do Vale do Silício ficam enlouquecidos com ele, enfim...  Neste livro, Keen apresenta explicações muuito pertinentes sobre como as redes sociais, ao promoverem o acesso e a facilidade na divulgação de dados e troca de informações, também geram a redução da humano, produz desinformação, e estão no cerne da formação de pessoas anti-sociais, narcisistas, e até alienadas e desprovidas de privacidade.

No Brasil, a versão traduzida por Alexandre Martins tem texto envolvente, daqueles que você não se cansa de ler! Com uma pesquisa aprofundada, o uso de exemplos do cinema (como Um Corpo que Cai, do Alfred Hitchcock) e a citação de muitas fontes relevantes das áreas da comunicação, psicologia e internet, Andrew Keen cumpre a tarefa de colocar a nossa disposição esta obra que é considerada a primeira crítica bem fundamentada à Web 3.0.

Para encerrar, cito uma das epígrafes do livro, um trecho da música “Vertigo”, do U2 (2004):

“Oi, oi / Eu estou num lugar chamado Vertigem / Isso é tudo que eu queria não saber”


Você já digitalizou a SUA televisão? - #DigitalTv

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A proposta da coluna #DigitalTV aqui no blog #SerMídia é pontuar um espaço importante para o meu principal objeto de estudo: a TV Digital Brasileira. Assunto que venho me dedicando deste 2008, quando ingressei no mestrado em televisão digital da UNESP, em Bauru, São Paulo. Não vou me deter aqui a experiência do mestrado, quem sabe num outro post =], mas quero chamar a sua atenção leitor para um tema que está sendo pouquíssimo discutido na mídia, e que aos poucos vem alterando um dos nossos veículos de comunicação de massa mais observados, consumidos, utilizados: a TV.

Muitas pessoas por aí afirmam que a televisão digital no Brasil não vingou, não está dando certo, não está acontecendo, enfim...! Entretanto, afirmo seguramente que quem tem essas opiniões, infelizmente, vive na ignorância e desconhece a profusão de acontecimentos que vem norteando a digitalização da televisão brasileira já desde a década de 90 no Brasil.

Para você ter uma noção, listo abaixo alguns aspectos que foram gerados pelo longo processo de digitalização da televisão brasileira:

·  Questões políticas, econômicas e sociais que levaram a escolha do padrão japonês ISDB-T para transmissão digital no Brasil;

·  Pesquisas científicas realizadas para a criação de um sistema próprio de transmissão do sinal digital, o SBTVD-T – Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre.

·  Decreto 5820 / 2006 - assinado pelo então Presidente Lula – dispositivo que instituiu o SBTVD-T; TODAS as emissoras e retransmissoras de TV do Brasil passaram a ser obrigadas a realizar a mudança de modelos de transmissão e  por um período transmitir simultaneamente os sinais analógicos de TV (esse que vc já está acostumado através da antena VHF) e realizar as adequações necessárias para a transmissão do sinal digital, com base no sistema brasileiro;

·  Inclusão do conversor digital nos aparelhos de tv, assim como a inclusão do middleware Ginga para interatividade, o que vem dando muito trabalho à indústria de aparelhos eletrônicos;

·  Desenvolvimento de conteúdos interativos em nível acadêmico para testes de conteúdos e recepção, assim como trabalhos de pesquisa e desenvolvimento por parte das emissoras de TV, no sentido de observar as novas tecnologias e pensar em modelos de negócios que possam agregar esses serviços comercialmente à televisão;

·  Estudos teóricos e práticas de atividades relacionadas ao planejamento, roteirização, captação e edição com foco nas potencialidades geradas pela  tecnologia digital de transmissão de tv;

·  Etc , etc , etc... é bem looongaaa esta lista!

  A TV digital brasileira está em processo de implantação desde dezembro de 2007, quando foi lançada oficialmente no país, a partir de São Paulo. Atualmente, mais de 500 cidades brasileiras possuem emissoras que investiram em equipamentos adequados à digitalização e estão disponibilizando simultaneamente aos telespectadores os sinais analógicos e digitais. O prazo inicial para a mudança determinado pelo Ministério das Comunicações era 2016, quando os antigos canais seriam devolvidos ao órgão. Porém este ano, o governo anunciou que irá iniciar o processo de ‘desligamento’ do sinal analógico já em 2015, tudo será gradativo, outro dia publiquei post sobre essa notícia aqui.

Para VOCÊ, na prática, essa devolução do sinal analógico significa o seguinte: se você mora numa cidade em que as emissoras já estão transmitindo TV digital (verifique!), você terá que se adequar, ou seja, ter um aparelho de TV com o conversor digital e instalar uma antena UHF para receber o sinal digital no seu receptor. Caso contrário, já que o sinal antigo será devolvido, você ficará sem acesso à televisão aberta, isso mesmo, você vai ligar a sua TV e a telinha permanecerá escura, sem qualquer visualização das programações transmitidas pelas emissoras!!!

Num país com mais de 190 milhões de pessoas, em que a televisão está presente em 95% dos domicílios, segundo o censo 2010 do IBGE, fica evidente que pensar a digitalização da TV é também uma questão política e econômica, que vai render ainda muitos embates! Resta saber até quando as discussões acerca da televisão brasileira, sua transmissão digital, assim como sua qualidade (ou falta de) ficarão restritas aos fóruns fechados em entidades políticas ou nos meios virtuais? A partir de quando a imprensa especializada em comunicação e tecnologia digital vai voltar seu foco para este assunto que certamente deverá pegar muita gente de surpresa? Veremos!

Paulo Freire e a arte de ensinar - #ThinkAboutIt

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A ideia da coluna #ThinkAboutIt aqui no Blog #SerMídia é sempre propor a você uma reflexão a partir da afirmação de uma fonte importante das mais diversas áreas do nosso  conhecimento. São mensagens que ganham o território virtual e são compartilhadas por nós via mídias sociais. Nesta terça, 02 de julho, data tão importante para mim, em que início um novo ano =] , renovo as energias e a fé, deixo para você pensar, a afirmação de um Mestre, Educador e Filósofo brasileiro que admiro, leio e me guio, enquanto Professora universitária: Paulo Freire!

 


TV Digital: Governo iniciará desligamento da TV analógica em 2015

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A televisão brasileira passa por um período de transição de sistemas de transmissão. Desde 2006 com o Decreto 5.820, dispositivo que instituiu a implantação do SBTVD-T (Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre), todas as emissoras de televisão do país devem se adequar à transmissão de sinais digitais. Esta mudança acarreta outras consequências para a nossa televisão, aspectos sociais, culturais, econômicos e históricos que estaremos abordando nos próximos artigos aqui no blog.

Segundo o Ministério das Comunicações, a TV Digital “trata-se de nova plataforma para a operação da televisão brasileira, possibilitando melhoria na qualidade dos sinais e o oferecimento de serviços interativos. Com a TV Digital, o sinal da TV é recebido sem interferências, ou seja, sem chuviscos, chiados, cores borradas, muito comuns nos canais analógicos.”

Durante o período de transição de sistemas, as emissoras devem transmitir simultaneamente os dois sinais (analógico e digital). Com o lançamento da TV Digital brasileira em 2007, o governo estabeleceu o prazo para todas as emissoras se adequarem ao sistema: 2016. Porém, todavia, entretanto, com a emergência da instalação da rede 4G, numa pressão causada sobretudo pela chegada da Copa do Mundo 2014, o governo resolveu antecipar o início do que chamamos de desligamento do sinal analógico, ou seja, as emissoras devolverão ao governo os canais analógicos, que por sua vez serão leiloados.

Segundo informações divulgadas pelo Portal Administradores “O cronograma de desligamento do sinal analógico de TV no Brasil começará em março de 2015 e vai se estender até 2018. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que a presidenta Dilma Rousseff concordou com a proposta e a publicação do decreto deve ocorrer nos próximos dias”.

No portal da revista exame, mais informações, em entrevista concedida por Paulo Bernardo na terça, 11 de junho, “O ministro explicou que a flexibilização das datas é para priorizar a liberação do espectro de 700 mega-hertz nas grandes cidades, que será licitado para a tecnologia 4G no ano que vem, e também para diminuir o risco de problemas na digitalização do sinal. “Se fizer tudo em uma data só é mais difícil de administrar, a demanda por aparelhos será muito grande, aumenta o risco de termos problemas”, disse. A grande procura por aparelhos, segundo o ministro, poderia encarecer os produtos. Paulo Bernardo disse que conversou com a presidenta Dilma sobre a possibilidade de o governo subsidiar a compra de aparelhos de TV digital. “Ela em princípio concorda, mas quer que conversemos [para definir], se tiver impacto fiscal, que mecanismos seriam utilizados”."

Há muitos desafios pela frente para a tv digital brasileira e sobretudo para a adequação da população ao novo sistema. Esses serão os principais assuntos aqui do blog nas próximas semanas.


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700 megahertz para o 4G brasileiro e a digitalização da TV brasileira

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A tecnologia de transmissão em rede digital de quarta geração - 4G - está disponível em países de primeiro mundo e chega ao Brasil (em algumas cidades) com a Copa das Confederações. O 4G vai provocar mudanças numa faixa de frequência de transmissão de sinais: a de 700 megahertz, hoje ocupada para transmissão dos programas das televisões brasileiras.

A rede 4G é basicamente uma internet 10 vezes mais rápida do que a conhecida 3G. O governo brasileiro irá destinar - via leilão - o uso da faixa de 700 megahertz para as operadoras de telefonia celular, colocando a disposição da banda larga móvel; Em 2013 a discussão ganha mais repercussão, a ANATEL realizou consulta pública – encerrada em maio - para ouvir as reivindicações e dúvidas dos setores de radiodifusão e telecomunicações e da sociedade civil.

A faixa de transmissão de 700 MHz faz parte do espectro eletromagnético, ondas que transmitem sons, imagens e dados para os nossos aparelhos receptores (tv, rádio, celular...). Atualmente esta faixa é ocupada pela transmissão do sinal analógico de tv, ou seja, é aquela televisão que você está acostumado a receber em casa através da antena VHF, e que dependendo da sua localização, pode aparecer na tela com chuviscos e ruídos.

Com a digitalização da televisão brasileira, através do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T) a nova tecnologia de transmissão digital permite maior compressão dos sinais, gerando espaços liberados de faixas. É exatamente este espaço, a faixa de 700 megahertz, que o governo estuda o que fazer!

A faixa de 700 vai dos canais 52 ao 69. A proposta do executivo é destinar este novo espaço de transmissão que será gerado pela digitalização da tv às operadoras de telefonia móvel, com a meta de qualificar a banda larga brasileira, melhorando a prestação de serviços de voz e a transmissão de dados via internet móvel.

Outra proposta do governo é melhorar a transmissão via celular, nas rodovias brasileiras, numa iniciativa ligada a segurança das milhares de pessoas que trafegam pelas estradas do país.  

Há quem afirme que o governo federal vai leiloar a faixa de 700 MHz para formar caixa para financiar o chamado ‘switch off’, o desligamento do sinal analógico de TV e assim ter condições para a completa transição para a transmissão do sinal digital de televisão.

Por outro lado, as teles já reclamaram! Não querem ser as principais financiadoras para custear a compra da faixa de 700 MHz e abrir caminho para a TV digital, uma responsabilidade do governo brasileiro. As operadoras cobram da ANATEL, a discriminação dos custos a serem assumidos e os prazos para que isso ocorra, já que irá interferir diretamente no planejamento estratégico e administrativo dessas empresas!

Muita água ainda vai rolar por debaixo desta ponte, estejamos atentos, pois serão decisões que mais cedo ou mais tarde vão impactar em nosso meio social, quiça em nosso bolso, ai ai....

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Vem com tudo 4G!!! >>

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Enquanto as desigualdades brasileiras persistem, o ‘show’ tem que continuar, a tecnologia não espera e as novas gerações de tráfego de informações via celular e web estão chegando ao país. Aos poucos a rede 4G vai ganhando popularidade, já virou produto midiático, a imprensa vem divulgando, todo mundo quer o 4G! Ainda mais agora que o governo federal alinhou a instalação da quarta geração no país à  Copa das Confederações e da Copa do mundo 2014. Bom para nós! 

A primeira geração de telefonia móvel, 1G, extinta no Brasil, utilizava o padrão AMPS (Advanced Mobile Phone System) para comunicação de forma analógica. Essa rede, aos poucos, foi substituída pela rede digital de 2ª geração, 2G. 

De acordo com Pedro Cipoli, do Canaltech,As redes 2G, que são o padrão até hoje, permitem a multiplexação de banda(que basicamente significa várias conversas ao mesmo tempo sem que uma interfira na outra) e capacidade de troca de pequenas quantidades de dados, como mensagens SMS (o que não era possível na rede analógica). O padrão de segunda geração (...) fornece a infraestrutura básica de conversação de forma eficiente e é de onde as operadoras de telefonia obtêm grande parte de suas receitas”.

Sobre o nosso conhecido e super comercializado 3G, Cipoli conta que no Brasil, criou-se um termo não oficial: rede 2,5G. “Sim, 2,5! Significa que estamos em transição para as redes3G, fornecendo os serviços básicos a uma velocidade bem abaixo do que deveriam (as especificações são mais ou menos 8Mbpspara uma pessoa parada e 1 Mpbs em movimento)”.

Em tempo, neste mês de maio começa a operação da quarta geração da telefonia celular, nas seis cidades-sede da Copa das Confederações: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. E, em dezembro, as redes 4G devem começar a funcionar também nas sedes da Copa do Mundo: Cuiabá, Curitiba, Manaus, Natal, Porto Alegre e São Paulo. As operadoras devem estar correndo uma longa maratona para cumprir o cronograma estabelecido pela Anatel. 


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Banda Larga com qualidade = um DIREITO meu, seu, NOSSO!

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A temática sobre a banda larga no Brasil abre margens para muitos debates. Por isso retomamos o assunto aqui no #SerMídia! Viver em sociedade no século XXI significa ser conectado e poder utilizar a web não só como ferramenta de pesquisa, mas principalmente como meio para troca de informações e opiniões.

No mundo cada vez mais pessoas participam da era virtual! Segundo relatório da UIT – União Internacional de Telecomunicações (uma agência da ONU) mais de um terço da população mundial está conectada, significa o equivalente a mais de 2 bilhões e 300 milhões de pessoas interagindo via web. A UIT afirma que “o desenvolvimento dos serviços de banda larga produziu um aumento de 11% do número de internautas no mundo no ano passado” - em notícia publicada pela AFP - Agence France presse.

Um desafio da vida #mobile: o armazenamento de DADOS


O avanço das conexões móveis é uma das principais causas que geram o aumento do consumo de dados pela internet no planeta. A Global Mobile Data através do estudo Cisco Visual Networking Index (VNI),  informa que a quantidade de bytes enviados e recebidos em 2017, deverá ser 13 vezes maior do que neste 2013 e poderá alcançar 134 exabytes *

* Geeente, para armazenar 1EB (exabyte), seria preciso segundo o professor Márcio Silva, do Departamento de Ciências da Computação da USP, 71 datacenters que juntos ocupariam 09 campos de futebol. O número de conexões através da banda larga deverá ultrapassar a população mundial em 2017 (7,6 bilhões de pessoas, aponta a ONU).

  Maaasss, voltando para o nosso Brasil-sil-sil e a nossa banda larga l-e-n-t-a, é importante a atenção dos consumidores para os serviços que recebem de suas operadoras. As mesmas que não conseguem cumprir o que estabelecem em contratos. O resultado? Internet fixa e móvel com qualidade de conexões duvidosas.

Em Outubro de 2012 o governo federal prometeu rigor na fiscalização da banda larga brasileira. A partir daquele momento as operadoras com mais de 50 mil usuários deveriam entregar ao menos 60% da velocidade prometida nos contratos. Número que segundo notícia publicada pelo site Olhar Digital, corresponde a uma média mensal para um mínimo de 20% de entrega. Este ano, a exigência sobe para garantia de 30% e, na média, 70%. Em 2014, os números devem alcançar 40% e 80%, respectivamente.

“De acordo com Veridiana Alimonti, advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a entrega mínima do serviço é permitida porque as operadoras informam - em pequenas letras em meio a grandes contratos - que pode haver variação de velocidade na internet, o que abre brecha para que elas ofereçam até 10% da taxa contratada.” – segundo informações da reportagem de Stephanie Kohn.

Já ouviu falar na Campanha Banda Larga é um DIREITO SEU?? 


Na luta pela democratização da banda larga de qualidade, 105 entidades brasileiras se reuniram e formataram a Campanha Banda Larga é um Direito seu!  

É indiscutível que a banda larga configura, hoje e cada vez mais, um meio para a realização de direitos fundamentais, tais como direito à comunicação, direito de participação política, direito de ter voz e existir ao mundo. Em razão disso, não há mais tempo a perder: o Estado precisa garantir que todas as pessoas, independentemente da condição socioeconômica ou da localidade, tenham acesso a um serviço de banda larga de qualidade, barato e rápido.

Como entidade fiscalizadora das teles, a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) publicou as resoluções 574 e 575 de 28 de outubro de 2011, que resultaram na criação da EAQ – Entidade Aferidora da Qualidade da conexão Banda Larga. Já ouviu falar? Pois é, a EAQ faz parte do “processo de aferição dos indicadores de qualidade das redes de telecomunicações que suportam o acesso à internet em Banda Larga fixa e móvel no Brasil.

Porém, todavia, entretanto... a Entidade aparenta estar imóvel ou com poucas ações. No site é possível ter acesso às informações de como se tornar um voluntário para medição da internet fixa. No Item ‘Aferição Banda Larga móvel’, só tem o recado: Em breve mais informações! E se vc clicar nos ícones das mídias sociais, vai conferir as páginas do #twitter e do #facebook desatualizadas. Enfim, a iniciativa é válida, mas de nada adianta sem funcionar efetivamente! De qualquer forma, me inscrevi como voluntária, se eu receber retorno, conto pra vcs! =) 


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