Sebrae apresenta roteiro sobre a Segunda Guerra em seminário de turismo

Intuito é ampliar o número de visitantes e de permanência de turistas no estado e vem trabalhando no projeto Natal & Parnamirim Field na Segunda Guerra.

Da redação,
Ascom/Sebrae
Diretor superintendente Zeca Melo proferiu a palestra ‘A Importância do Turismo Histórico para Natal a partir da Segunda Guerra’.

A capital do Rio Grande do Norte é a única, entre todas as capitais brasileiras, a possuir potencial para atrair turistas nacionais e do mundo interessados em cultura e na história da influência da II Guerra Mundial no país. O Sebrae no Rio Grande do Norte acredita nesse fato histórico como diferencial para fomentar a cadeia do turismo, ampliar o número de visitantes e de permanência de turistas no estado e vem trabalhando no projeto Natal & Parnamirim Field na Segunda Guerra, que deve viabilizar o estado como um destino turístico histórico. As ações desse roteiro foram apresentadas aos participantes do I Seminário de Turismo de Natal, que foi realizado ontem (1º), na Arena das Dunas.

O diretor superintendente José Ferreira de Melo proferiu a palestra ‘A Importância do Turismo Histórico para Natal a partir da Segunda Guerra’, dentro da programação do evento. Zeca Melo, como é concedido, debateu sobre o tema com o jornalista Leonardo Dantas, que é pesquisador e escritor e criador de conteúdo do blog P47, e com o diretor administrativo do Centro Cultural Trampolim da Vitória, Rairakson Alves.

“A gente quer mostrar, com esse roteiro, o que acontecia em Natal durante a guerra e como a cidade foi impactada favoravelmente, por incrível que pareça. Natal foi uma base importante do ponto de vista logístico, mas o conflito não ocorreu de fato aqui. No entanto, sofreu profundas transformações até hoje devido a essa experiência”, argumenta o superintendente e complementa:

“Isso é um maná, pois já temos o turismo da cidade consolidado e a estrutura de receptivo de Natal é muito forte para os padrões brasileiros. É só agregar valor”, resume, referindo a implementação do roteiro, abordando a Segunda Guerra.

Para o executivo do Sebrae, o poder público deve se apropriar desse fato histórico para fortalecer e agregar valor à cadeia produtiva, fomentando o turismo histórico e cultural, baseado nesse conflito internacional, promovendo eventos alusivos ao tema, como o Dia D, com espetáculos e apresentações de big bands. “A história da Ribeira se confunde com a história da guerra”, exemplifica.

O projeto Natal & Parnamirim Field na Segunda Guerra foi lançado no fim de 2019 e elaborou um estudo das potencialidades que podem ser exploradas ao tema, pontuando atrações que podem ser exploradas já a curto prazo em roteiro que reúne prédios e fatos marcantes. O projeto mapeou uma rota de equipamentos e prédios históricos relacionados a esse episódio da história do Rio Grande do Norte e do mundo entre a base área de Parnamirim, que foi estruturada à época pelos Estados Unidos, e a histórica Rampa, que está sendo transformada em museu. O roteiro envolve também a maternidade Januário Cicco, a Base Naval de Natal e o Grande Hotel.

Um dos objetivos seria diversificar a oferta turística que vá além do turismo de mar. Por isso, o projeto tomou a participação do RN na Grande Guerra como forma de atrair turistas para um destino que um fato histórico ímpar no Brasil. E, com isso, ampliar em mais um dia a permanência do visitante que vem ao RN aproveitar as praias, incrementando o setor de comércio e serviços dos dois municípios com retorno para bares, restaurantes e o artesanato.

Todo o levantamento está reunido em um portal em quatro idiomas (Inglês, Francês, Espanhol e Português), que além do mapeamento dos pontos históricos, traz também personagens e fatos curiosos relacionados ao tema, como o caso do açúcar nos tanques de combustível, o rasante no desfile de 7 de setembro e do espião preso em Jacumã. Além desse levantamento, feito por historiadores da Fundação Rampa e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, o projeto criou governança ao chamar os principais interessados no tema para debater o assunto e desenvolveu os estudos de viabilidade técnica e econômica do aeroporto Augusto Severo, que foi transformado em um Centro Cultural, e do Museu da Rampa.

O I Seminário de Turismo de Natal contou na abertura com a presença do prefeito de Natal, Álvaro Dias, além do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Itamar Manso Maciel, diretor superintendente do Sebrae, José Ferreira de Melo Neto, presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, representante do Ministério do Turismo, Débora Barbosa, secretário municipal de turismo, Fernando Fernandes, presidente da CDL/Natal, José Lucena, e o vereador Kleber Fernandes, representando a Câmara Municipal de Natal.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Itamar Manso Maciel, destacou a importância da indústria do turismo para o Rio Grande do Norte, especialmente para a capital do estado. Segundo Itamar, as áreas do comércio e serviços, associadas ao turismo, respondem por grande parte dos empregos do estado, que tem uma extensão de 400 quilômetros de litoral com praias e outros atrativos turísticos.

“O Sebrae é um parceiro muito presente nas ações da Prefeitura de Natal, sobretudo na área do turismo, que tem 52 atividades econômicas neste setor tão importante para o desenvolvimento municipal. Temos três décadas de parcerias exitosas e históricas. O Sebrae, juntamente com a Fecomércio e demais parceiros, está pronto para apoiar iniciativas que venham fortalecer cada vez mais o turismo de Natal”, destaca Itamar Manso.

O prefeito de Natal, Álvaro Dias, enfatizou a importância de investimentos no turismo da capital, um dos destinos mais procurados por turistas do Brasil e do mundo. “A grande prioridade da nossa gestão será o turismo. Vai ser o avanço, o progresso e o desenvolvimento da cidade de Natal. Estamos resolvendo antigos problemas da cidade, como o Plano Diretor de Natal, que era um plano arcaico e defasado [desde 2007] e impedia mudanças e melhorias das áreas importantes para o turismo de Natal. Um exemplo disso, era a proibição da construção de prédios e edifícios na orla marítima que prejudicava o desenvolvimento da nossa cidade”, afirma Dias, reconhecendo o apoio de lideranças de entidades do setor produtivo para concretizar mudança através de parcerias público-privada.

Tags: Cultura Natal Rio Grande do Norte Segunda Guerra Mundial Turismo
A+ A-