Cadeia produtiva do Turismo no RN recebeu aporte de R$ 2,2 milhões de crédito da AGN

Total investido é a soma de financiamentos realizados através das linhas do ProTurismo.

Da redação,
A Agência de Fomento do Rio Grande do Norte alcançou a marca de mais R$ 2,2 milhões injetados na cadeia produtiva do turismo através de linhas de crédito voltadas para o setor. O total investido é a soma de financiamentos realizados através das linhas do ProTurismo, empreendidas com recursos próprios, e a do Fungetur, do Fundo Geral do Ministério do Turismo.

Ao todo, 201 empreendedores foram atendidos com recursos de uma das linhas de financiamento voltadas para a cadeia turísticas. Bugueiros, guias turísticos, pousadas, restaurantes, lanchonetes e outras atividades relacionadas ao segmento foram atendidas. Do total financiado até o dia 31 de agosto deste ano, mais de R$ 1,3 milhão havia sido viabilizado com recursos próprios da instituição. O montante de R$ 875 mil completa o volume total de recursos injetados.

Com menos de um mês de decretada a pandemia, a AGN buscou junto aos seus técnicos e através do diálogo junto a Secretária de Turismo do RN (Setur) e formatou uma linha em condições especiais. No início do ano, a própria instituição de fomento havia se habilitado junto ao Ministério do Turismo para operar recursos do Fungetur para auxiliar o setor. A partir da pandemia, as condições sofreram mudanças e ficaram ainda mais atrativas para os empreendedores.

Para oferecer informação ao segmento, a diretora-presidente da Agência de Fomento, Márcia Maia, participou de reuniões por videoconferência com representantes dos diversos polos turísticos do estado. Ainda integrou os debates junto ao setor produtivo do RN e reforçou a divulgação das medidas através das redes sociais e veículos de imprensa.

A dirigente destaca o papel da instituição na luta contra os efeitos da crise econômica imposta pelo Covid-19 sobre profissionais autônomos, empreendedores formais e informais, além de micro, pequenas e médias empresas, hoje, atendidos nas linhas operadas pela AGN.

"Construímos uma série de medidas anticíclicas para diminuir o impacto sobre a atividade econômica e sobre a vida dos empreendedores do estado, pois sabemos do papel fundamental dessas atividades na geração de emprego e renda para nossa população. O Governo do Estado e a governadora Fátima Bezerra tem manifestado essa preocupação como deve ser, através de políticas públicas", afirmou Márcia Maia.

Não bastassem as condições próprias, a AGN ainda garantiu habilitação e autorização para utilizar o Fundo de Aval as Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Com o fundo de aval constituído pelo Sebrae, microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs) passam a poder complementar garantias nas operações de crédito contratadas. O Fampe garante até 80% do valor da operação de crédito.

Da segunda quinzena de março até 1º de setembro, a AGN garantiu crédito para 2.732 empresas e empreendedores formais e informais. O volume de recursos investidos ultrapassa os R$ 13,2 milhões e impactaram os mais variados segmentos da economia. A média mensal de recursos liberados através de financiamentos durante o período de pandemia é de R$ 2,6 milhões.

Linhas para o Turismo

Os profissionais formalizados, ou seja, que possuem registro como Microempreendedor Individual passaram a ter acesso ao programa Microcrédito do Empreendedor Potiguar com direito a crédito de até R$ 12 mil e uma carência de até seis meses para realizar o pagamento. Já os profissionais que atuam no setor de maneira informal, passarão a ser beneficiados com um novo limite de até R$ 6 mil e a carência ampliada para seis meses. Os profissionais precisarão comprovar a atuação no segmento.

Já o Fungetur atende microempreendedores individuais (MEIs), micro, pequenas e médias empresas com atuação relacionada à cadeia produtiva do setor. Os recursos são do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), ligado ao Ministério do Turismo. Os financiamentos, em condições especiais de juros e carência, são prioritariamente para capital de giro. As empresas interessadas precisam estar no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do Mtur – Cadastur. O cadastro é gratuito, sai em até cinco dias úteis e pode ser feito através do site www.cadastur.turismo.gov.br.

Tags: Turismo
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