Passageiros se programam e minimizam efeitos da greve dos ônibus

Paradas não ficaram lotadas devido a greve, mas alguns natalenses enfrentaram longo período de espera.

Rafael Araújo,
Ricardo Júnior/Nominuto
Maioria dos passageiros se programaram para enfrentar os efeitos da paralisação, no entanto, teve gente que foi pego de surpresa com a greve.

Os efeitos da greve dos rodoviários têm sido minimizados nesta segunda-feira (7) devido à ação de parte dos passageiros, que tem se programado para contornar a situação. Muitos natalenses estão conseguindo caronas em carros particulares e buscando alternativas para se deslocar, no entanto, outros estão sofrendo com um longo período de espera pelos ônibus. 

Com a paralisação dos ônibus, as vias da cidade ficaram com o fluxo de veículos maior no início da manhã de hoje. Segundo o auxiliar de transporte, Evanilson Costa, até chegar à parada do Natal Shopping. “Eu percebi que muita gente que mora próximo a minha casa conseguiu carona, mas infelizmente eu não consegui. Também observei congestionamentos até aqui, devido ao grande fluxo de veículos particulares”, destacou.

O trabalhador também relatou que já estava no ponto de ônibus há muito tempo. Normalmente eu espero pelo 33 por cerca de quinze minutos, mas já estou aqui na parada há quarenta minutos e nada do coletivo passar”, lamentou.

GreveOnibusEvanilson Costa também disse que não estava sabendo da paralisação. “Cheguei em casa do trabalho ontem a noite e fui dormir sem ficar sabendo de nada, por isso não tive como me programar”, enfatizou.

Diferente do auxiliar de transporte, as passageiras Maria de Fátima Pessoa e Edilania Sales se programaram e evitaram transtornos. “Eu já sabia da paralisação e me programei para não ter grandes problemas. Mas, apesar da greve, os ônibus estão passando com certa frequência e não estão lotados”, comentou Maria de Fátima.

Já a designer de sobrancelhas, Edilania Sales, ficou sabendo através das redes sociais e por isso chegou mais cedo ao ponto. “Estou aqui há cerca de trinta minutos, mas estou tranquila, me programei para não ser surpreendida”, disse a entrevistada antes de subir em um ônibus da frota emergencial.

Apesar da greve, o movimento na maioria das paradas de ônibus tem transcorrido com o fluxo de passageiros dentro do esperado para um dia normal.

Impasse nas negociações

Empresários e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintro) vêm realizando negociações há cerca de dois meses sem chegar a um consenso sobre o reajuste salarial.

A proposta do Sintro é que ocorra uma correção de 14,28%, 9,28% relativo à inflação mais 5% de ganhos reais. Além de garantir que 80% das linhas tenham cobradores, estabelecer valor unificado de R$ 350 reais para vale alimentação e o fim do banco de horas. Contudo, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros.

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