Estudo do Seturn aponta que retorno integral da frota requer tarifa de R$ 8,25

Atualmente o preço da passagem de ônibus é de R$ 3,90 para pagamento em cartão e de R$ 4 em espécie.

Da redação,
STTU
Se for cumprida a quantidade de ônibus que tínhamos em 2019, a tarifa teria que ser de R$ 8,25, disse Coord. do Seturn.

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros (Seturn) comunicou que o valor da tarifa de ônibus para sustentar a retomada integral das linhas em Natal deveria ser de R$ 8,25. Atualmente o preço das passagens é de R$ 3,90 para pagamento em cartão e de R$ 4 para pagamento em espécie, portanto, o custo para o usuário mais que dobraria. A conclusão faz parte de um estudo apresentado pelo Seturn durante uma audiência de conciliação, realizada ontem (17), pelo juiz Artur Cortez Bonifácio, da 2ª Vara da Fazenda Pública.

Segundo o jornal Tribuna do Norte, o encontro ocorreu de forma virtual e teve como objetivo trazer uma solução para a crise do transporte coletivo da cidade. Com a apresentação do laudo técnico por parte do Seturn, uma nova audiência deverá ser marcada em julho. A reunião de ontem aconteceu para dar desdobramentos a um processo judicial movido pela deputada Natália Bonavides (PT) que pede o retorno integral da frota. Com a apresentação do laudo, a autora do processo e a prefeitura de Natal têm 15 dias úteis para manifestações acerca do estudo.

De acordo com o coordenador jurídico do Seturn, Augusto Maranhão, o estudo levado à audiência teve como objetivo apontar “as consequências” do retorno total das linhas de ônibus. “Isso implica em algumas questões e uma delas é o reflexo financeiro.  Se for cumprida a quantidade de ônibus que tínhamos em 2019, a tarifa teria que ser de R$ 8,25. E, com o cenário do volume de passageiros transportados hoje, o Seturn defende que a oferta deve se ajustar a esse fator”, disse Maranhão. 

Segundo ele, a demanda de passageiros atualmente em Natal corresponde a pouco menos de dois terços do que havia antes da pandemia. Eram cerca de 350 mil usuários transportados em dias úteis. Atualmente, são cerca de 200 mil por dia, segundo o Seturn.  “A STTU avalia – e o Seturn concorda – que haja uma flexibilidade para modificar itinerários, de acordo com a dinâmica da cidade” pontuou Augusto Maranhão.

O advogado esclareceu, no entanto, que o Sindicato não emite juízo de valor sobre a quantidade de ônibus que deve circular nas ruas da capital e que a decisão está a cargo do Município. “É uma decisão que tem um impacto financeiro, então, o Seturn acha importante que o Judiciário, a deputada [Natália Bonavides, autora do processo], a Prefeitura e a sociedade, tenham conhecimento disso”, afirmou o coordenador jurídico.

O procurador geral do Município de Natal, Alexandre Ramos, que participou da audiência, relatou que a Prefeitura irá analisar, dentro do prazo previsto, o laudo anexado pelo Seturn. Segundo ele, na ocasião em que o Município se manifestar sobre o estudo, também deverá haver um posicionamento sobre o resultado do edital de chamamento público para que os opcionais operam as linhas devolvidas desde o início da pandemia.

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