Empresas de ônibus demitem cerca de 600 profissionais e ameaçam demitir mais

Empresários alegam prejuízos devido à redução de fluxo de passageiros por causa da pandemia do novo coronavírus.

Da redação,
Tiago Gomes
Empresas de ônibus de Natal anunciaram a demissão de cerca de 600 funcionários, em meio à crise provocada pelo coronavírus.

SELO-CORONA-100A crise gerada no setor de transportes públicos na capital potiguar, devido à pandemia do novo coronavírus, que reduziu drasticamente o fluxo de passageiros, começou a fazer as primeiras vítimas. Nesta quarta-feira (1º), foram anunciadas cerca de 600 demissões pelas empresas de ônibus de Natal.

A informação foi confirmada pelo consultor técnico do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (Seturn), Nilson Queiroga.

"Infelizmente cerca de 20% dos funcionários das empresas estão sendo demitidos, o que equivale a 600 profissionais. Até o presente, as empresas não receberam nenhum subsídio dos governos", afirmou o consultor técnico do Seturn. Ele disse que a redução do fluxo de passageiros foi de mais de 80%.

Nilson Queiroga também explicou que que os empresários estão buscando isenções fiscais e auxílios financeiros para evitar o colapso. E acrescentou: "Quem ainda não demitiu vai ter que demitir, pois não está necessitando de um contingente muito além da necessidade atual", lamentou.

Diante das demissões já anunciadas e da ameaça de mais desligamentos nos próximos dias, o Sindicato dos Rodoviários (Sintro) marcou uma reunião para amanhã (2), por videoconferência. Há a possibilidade de paralisação geral dos transportes.

Nem a Prefeitura do Natal, nem o Governo do Estado e nem o DER se manifestaram até o momento sobre possíveis isenções ou subsídios para o setor de transportes públicos.

Segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbanos (NTU), 227 sistemas de transporte por ônibus tiveram redução da frota ou suspensão total do serviço. Desse total, 182 paralisaram totalmente o serviço. Entre os casos mais críticos, estão as reduções da ordem de 85% em Goiânia (GO), 75% nas cidades do interior de São Paulo, 79% em Porto Alegre (RS), 75% em Salvador (BA) e 70% no Grande Recife e na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Tags: coronavírus Covid-19 crise econômica demissões empresas de ônibus pandemia transporte público
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