Patrulha Maria da Penha acompanha 40 mulheres com medidas protetivas em Natal

Trabalho realizado pela Guarda Municipal atende mulheres de todas as classes sociais.

Da redação, Semdes,
Divulgação/Semdes
Patrulhamento diário da Guarda Municipal é feito nas áreas de residência e trabalho das mulheres atendidas.

Um total de 40 mulheres vítimas de violência doméstica na capital estão recebendo proteção assídua da Patrulha Maria de Penha, operada pela Guarda Municipal do Natal (GMN). No sistema de monitoramento aplicado pelas guarnições da GMN estão sendo empregados rotas de patrulhamento diário nas áreas de residência e trabalho dessas mulheres, visitas domiciliares e acompanhamento via telefone.

A missão da Patrulha Maria da Penha em Natal vem sendo cumprida com êxito, é o que apontam os números do programa que constata o dado de que todas as mulheres com medidas protetivas sob a responsabilidade da Guarda Municipal estão com suas integridades físicas preservadas. Já são mais de 3 mil ações desenvolvidas em pouco mais de sete meses, todas com foco na segurança e preservação da vida dessas mulheres.

A titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes), Sheila Freitas, explicou que o trabalho de proteção envolve uma série de atividades desenvolvidas pelas equipes operacionais da Patrulha. Entre elas, o monitoramento via telefone, rondas, visitas domiciliares, articulação na rede institucional de proteção, acompanhamento na entrada e saída do trabalho, escuta de amparo, e até mesmo prisões, em situações em que o violador desrespeita as medidas protetivas determinadas pelo Poder Judiciário.

“Mesmo nesse período de pandemia a Patrulha Maria da Penha não parou. É um trabalho que tem a preservação da vida como seu maior objetivo. Esse é um programa de proteção, amparo e garantia de direitos para que essas mulheres, vítimas de violência doméstica, possam voltar a ter uma vida com dignidade, com trabalho, sossego, esperança e sonhos”, comentou a secretária Sheila Freitas.

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, a guarda municipal Michely Oliveira, lembrou do semblante das mulheres violentadas quando é chegada a proteção e a segurança da Patrulha. “Muitas nos chamam de anjos da guarda. Nos recebem sempre com um ar de alívio sabendo que estão seguras ao nosso lado. É um trabalho em que vemos no dia a dia como podemos transformar vidas que estão muitas vezes destruídas. A Patrulha é um diferencial extremo nessas vidas que passam a ter sonhos e garantia de paz com a realização do nosso trabalho”, comentou.

Um ponto levantado pela coordenadora da Patrulha é que o trabalho atende mulheres de todas as classes sociais, tendo entre elas desde donas de casa até profissionais dos diversos ramos de graduação superior. “A violência doméstica não escolhe classe social. É um problema que deve ser combatido pela sociedade como um todo e é preciso sempre que as vítimas não tenham medo e denunciem as violências sofridas”, ressaltou

Para contar com a proteção da Patrulha Maria da Penha a vítima deve, no primeiro momento, recorrer a Delegacia de Polícia para prestar queixa da violência sofrida e requerer esse amparo da Patrulha. A solicitação é encaminhada ao Poder Judiciário que analisa e, sendo o caso, determina as medidas protetivas acionando a Coordenação da Patrulha para iniciar os procedimentos. Assim que possível, a intenção da Semdes é de ampliar a capacidade de atendimento da Patrulha no sentido de poder atender mais vítimas.

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