Governadora afirma que atuação do Obvio contribui para redução da violência

Segundo Fátima Bezerra, redução de homicídios é tarefa árdua diante de uma tendência de aumento em todo o País.

Da redação, Governo do Estado,
Sandro Menezes/Governo do Estado
Fátima disse que o RN enfrentou crises econômica e sanitária sem precedente, mas fez investimentos: contratou 1.022 novos PMs.

Ao participar da mesa de abertura do webseminário "Desafios no enfrentamento à violência no RN", nesta segunda-feira (21), a governadora Fátima Bezerra disse que "o Governo do Estado está atento à segurança pública cidadã e eficiente, imprescindível para o bem estar e a paz da população".

O evento marca os dois anos de atuação do Instituto Obvio (Observatório da Violência Letal Intencional) junto à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). "Parabenizo todos que fazem o Obvio, que hoje integra uma rede com mais de 30 pesquisadores em todo o país. Vocês têm o nosso respeito. Contem conosco e incentivem outros pesquisadores para um mundo com menos violência e mais humanidade; para uma segurança pública como política essencial para a paz".

Fátima registrou que o RN não ostenta mais o título de estado mais violento do país, como em 2018. "Entre 2019 e 2020 conseguimos poupar 698 vidas, com redução de 25,7% dos homicídios dolosos, 18,9% nas lesões corporais seguidas de morte e tivemos acréscimo de 108,9% de intervenção policial no combate a essas condutas violentas. Mas isso não aconteceu espontaneamente.

Com o apoio do vice-governador Antenor Roberto o nosso governo acertou já na escolha da equipe de secretários para o sistema de segurança. Enfrentamos crises econômica e sanitária sem precedente, mas fizemos investimentos, contratamos 1.022 novos policiais militares.

O Estado estava há 15 anos sem contratar policiais militares. Que política era essa? Como fazer segurança sem um corpo de segurança suficiente? Estamos mudando esta realidade. Iniciaremos novo curso de formação com 364 policiais, sendo 64 mulheres. Até final de dezembro convocaremos mais 362 bombeiros militares. E vamos fazer concurso para delegado, escrivães e agentes da Polícia Civil. Fizemos a valorização com aumento salarial e atualização das promoções", explicou.

Outra ação de governo destacada por Fátima Bezerra foi a criação da secretária específica para a gestão penitenciária, a Seap. "Instalamos a Secretaria de Estado da Gestão Penitenciária dando mais humanização aos apenados e familiares. Mais de 500 policiais penais foram contratados em nosso Governo. Investimos em equipamentos mais de R$ 100 milhões conveniados. Temos que avançar cada vez mais. E com o trabalho do Obvio, que é um trabalho de inteligência, vamos continuar tendo resultados positivos".

O vice-governador Antenor Roberto registrou o fato de que o seminário acontece no dia em que o Governo do RN lança a Política Estadual de Segurança Pública, que é resultado de ampla consulta à sociedade. "Realizamos um amplo processo de consultas, e até uma conferência, envolvendo a sociedade civil.

O Obvio contribui com dados e estatísticas. O nosso governo tem uma nova concepção de segurança pública que é consolidada na Política Estadual. Queremos que o Obvio se aproxime ainda mais para contribuir com o Governo do RN". Secretário adjunto de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) do estado, o delegado Osmir Monte, disse que "a Sesed soma aos esforços do Obvio para a redução da violência. A partir das informações podemos subsidiar as ações do trabalho da segurança pública no RN".

O webseminário acontece durante todo o dia de hoje e, segundo o coordenador geral do Obvio, professor Osvaldo Negrão, vai discutir as atividades desenvolvidas, perspectivas e articulações interinstitucionais. "A partir de bons diagnósticos podemos contribuir com a discussão e resolução da violência", afirmou. A professora Jeanete Alves Moreira, diretora do Centro de Ciências Exatas e da Terra da UFRN, destacou a pertinência do tema para o momento atual do país e que os debates "buscam diminuir a violência no estado e no país".

Para a diretora adjunta do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da UFRN, professora Maria Ângela Fernandes Ferreira, "o Obvio contribui com a pesquisa na UFRN e de forma aplicada pode contribuir para reduzir as desigualdades sociais em todo o país. Entendo que programas de saúde coletiva e demografia devem se voltar para pesquisas aplicadas visando intervenções concretas na realidade em que a gente vive. Precisamos de intervenções, mesmo que localizadas, para reduzir o quadro de violência".

Co-fundador do Obvio em 2012, o professor Ivênio Hermes, também coordenador de Análises Criminais da Sesed, lembrou a origem do observatório que surgiu a partir do Conselho Estadual de Direitos Humanos. "Trabalhamos estudos para transparência à sociedade com relação a crimes violentos intencionais (homicídios). A vinda do Obvio para a UFRN é um marco. O Governo da professora Fátima Bezerra apoia o nosso trabalho e com 721 dias de gestão temos a diferença de 698 vidas poupadas.

A redução de homicídios é tarefa árdua diante de uma tendência de aumento em todo o país. O Obvio se aproxima do sistema de segurança pública para contribuir para a redução da violência e por uma sociedade com mais paz", declarou. Já o professor e presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, considerou que "o Obvio também representa grupo de trabalho em direitos humanos na UFRN. A parceria da UFRN com o Obvio se alinha ao debate sobre os problemas da sociedade. Como sindicato e universidade devemos devolver à sociedade tudo que aprendemos aqui", pontuou Wellington.

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