Servidores da saúde estadual iniciam greve na segunda

Categoria quer a suspensão das medidas de redução de custos do governo e garantia dos repasses à saúde.

Da redação, Sindsaúde,

Na próxima segunda-feira (8), os servidores estaduais da saúde entrarão em greve, pela suspensão das medidas do Governo do Estado, pelo abastecimento de medicamentos nos hospitais e a manutenção do adicional de insalubridade aos servidores municipalizados. A greve terá início com um ato público, às 9h, em frente à Secretaria de Estado da Saúde (Sesap), na Av. Deodoro da Fonseca.

A categoria reivindica a suspensão das medidas implantadas pelo governo estadual, após a redução de cerca de R$ 100 milhões das verbas da saúde neste ano. Entre elas, o corte da alimentação de servidores e acompanhantes, a redução do horário de atendimento na Unicat, mudança nas jornadas de trabalho, retirada de todos os plantões eventuais e atraso no 13º salário.

Para o Sindsaúde, os servidores e a população estão sendo penalizados. “O governo gastou a verba para a saúde e nós vamos pagar a conta, perdendo direitos, jornadas e até a alimentação. E a população, que sofre com a falta de medicamentos”, afirma Manoel Egídio Jr, coordenador-geral em exercício do Sindsaúde. Na semana passada, a Unicat contava com 44 medicamentos em falta e o Hospital Walfredo Gurgel estava sem 52 itens.

Até o momento, o governo não recuou das medidas e não acenou com  negociações. A greve afetará principalmente os hospitais da região metropolitana, como Walfredo Gurgel, Giselda Trigueiro e Santa Catarina, além de unidades, como a Unicat. Serviços de urgência e emergência não serão interrompidos.

Municipalizados participarão de ato
O ato de segunda, que dará início à greve, também contará com a presença dos servidores cedidos aos municípios. A Sesap anunciou que irá retirar o adicional de insalubridade dos 1.924 servidores municipalizados, que já não recebem reajuste há 4 anos. Em Natal, são 978 servidores municipalizados e a maioria recebe o adicional.

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