Servidores da saúde em greve realizam mobilização na Assembleia

"É uma posturas altamente desrespeitosa com os servidores, nós temos um plano de cargos que não é respeitado", diz a coordenadora do Sindsaúde, Simone Dutra.

Antonio Gleivérson,
"É uma posturas altamente desrespeitosa com os servidores, nós temos um plano de cargos que não é respeitado", diz a coordenadora do Sindsaúde, Simone Dutra

Os servidores municipais de saúde, juntamente com estudantes de enfermagem  realizaram na manhã desta quinta-feira (8) em frente á Assembleia Legislativa uma reivindicação para a aprovação do projeto de lei que define 30 horas semanais como nova jornada para a categoria.

No ato unificado, os servidores e estudantes da enfermagem reivindicam a PL 2295/2000 pelo estabelecimento das 30h que tramita no Congresso  desde 2005. O projeto garante congelamento de salário e melhorias na qualidade dos serviços.

De acordo com a coordenadora geral do Sindsaúde, Simone Dutra, em Natal a greve dos servidores tem com uma das principais pautas a efetivação das 30h determinada em lei, com redução de 5% do salário. “Na verdade é uma punição e não um direito que foi adquirido pelos servidores da enfermagem”, ressaltou.

greve_saude_mAinda de acordo com a coordenadora, a manifestação de hoje foi um movimento em conjunto com estudantes e trabalhadores da enfermagem que foi incorporado dentro da greve dos servidores e, logo mais, à tarde ás categorias irão se dirigir até a Câmara dos Vereadores, juntamente com os outros sindicatos que estão fazendo um acampamento.

O sindicato denuncia que a Prefeitura não recuperou a situação de calamidade na saúde da capital e ainda reduziu 5% do orçamento para o setor. "Enquanto a câmara aprova um projeto de lei do prefeito dando um reajuste para os cargos comissionados, o parlamentar oferece apenas 2% de aumento para os servidores do efetivo. É uma postura altamente desrespeitosa com os servidores, nós temos um plano de cargo que não é respeitado, existem pessoas capacitadas que realizaram pós-graduação e isso acaba que não tendo reflexo sobre o salário dos servidores, então a postura do prefeito é de indiferença com servidores da saúde que estão em greve e consequentemente é indiferença com a população que depende desses serviços”, ressaltou ela.

Projeto de Lei

O PL 2.295/2000 tem enfrentado dificuldades na tramitação no Congresso Nacional, inclusive tendo em vista que foi arquivado em 2005. Mas, em 2007, após várias reivindicações o projeto foi desarquivado, tendo sido designado ao Deputado Arnaldo Farias de Sá (PTB/SP), relator, emitido um parecer favorável. Em Maio do mesmo ano, o Deputado Beto Albuquerque (PSB/RS), solicitou regime de urgência a apreciação do projeto e, em Setembro, o Deputado Mauro Nazif (PSB/RO) pediu o regime de prioridade para a sua tramitação.

Atualmente, o PL aguarda apenas a sua votação final na Câmara dos Deputados em Brasília, dependendo do presidente o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), coloca-lo na pauta para votação, sob pena de ser novamente arquivado, postergando a conquista dos 30h, por mais alguns anos.

Tags: Paralisação PL 2295/2000 Sinsaúde
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