Servidores cobram ações de segurança nas unidades de saúde

Até o início de maio já haviam ocorrido ao menos cinco casos graves, de invasão a mão armada nas unidades de saúde.

Da Redação,

A insegurança nas unidades de saúde foi debatida pelos servidores nesta sexta-feira (16), na sede do Sindsaúde. Os servidores exigem segurança nas unidades de saúde. De acordo com eles, até o início de maio, já haviam ocorrido ao menos cinco casos graves, de invasão a mão armada, um média de um caso por mês.

Veja os casos de violência a mão armada neste ano
Janeiro (24) - Enfermeira é assaltada à mão armada dentro de uma sala da unidade de Aparecida, em Mãe Luíza.
Março - Bandido armado invade novamente a unidade de Aparecida e ameaça pacientes e servidores, sem roubar nada.
Abril (8) - Diretora da unidade Vale Dourado é assaltada com arma na cabeça
Maio - Bandidos tentam roubar arma do vigilante da unidade de Aparecida.
Maio (6) - Bandido armado entra no estacionamento da unidade Vale Dourado, rende pacientes e leva carro, relógio, celular e dinheiro.

Além dos servidores, em greve há 31 dias, a manifestação deve reunir também moradores e líderes comunitários de bairros atendidos pelas unidades de Vale Dourado e de Aparecida, em Mãe Luíza. As duas unidades concentram os cinco casos graves deste ano e permanecem fechadas, por falta de segurança.

Em dezembro, o Ministério Público divulgou relatório com visitas a unidades de saúde de Natal, que revelava que 12,24% das unidades visitas haviam sofrido arrombamento ou furto. "É díficil achar uma unidade que já não tenha sido vítima de furto, principalmente durante à noite. Mas agora piorou. Os assaltos acontecem dentro da unidade, com arma na mão", afirma Célia Dantas, do Sindsaúde.

Em audiência nesta quinta-feira (15), o Sindsaúde cobrou do governo uma solução para o problema, uma das reivindicações da greve. Novamente, o secretário de Saúde, Cipriano Maia, afirmou que o tema da segurança não é responsabilidade da Prefeitura.

Tags: saude servidores sindsaude
A+ A-