Saiba porque gestantes dos grupos de risco devem ser vacinadas contra covid-19

Sogorn defende vacinação em grávidas, lactantes e puérperas, que façam parte dos grupos determinados pelo Ministério da Saúde, para conter morbimortalidade ocasionada pelo vírus.

Da redação,
Divulgação
Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN recomenda a vacinação de mulheres grávidas contra a covid-19.

SELO-CORONA-100Em meio a uma segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus, a ameaça da covid-19 tem assombrado gestantes e lactantes de risco que ainda não estão inseridas nos grupos de vacinação. Mas afinal, elas podem tomar a vacina? Assim como outros órgãos oficiais, a Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn) recomenda a vacinação às mulheres que se encaixam nestas condições.

Um estudo do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC-EUA) - com 400 mil mulheres diagnosticadas com a covid-19, sendo 23.400 gestantes -, acendeu um alerta entre os órgãos de ginecologia e obstetrícia em todo o mundo. A pesquisa constatou que as grávidas têm mais riscos de necessitarem de UTI, ventilação mecânica ou, até mesmo risco de morte, do que as não grávidas. 

Com relação à vacinação das gestantes, de acordo com o presidente da Sogorn, Robinson Dias, a instituição segue a linha de pensamento da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). “Entendemos que a vacinação é importante para reduzir a morbimortalidade da população brasileira, ocasionada pela infecção através novo coronavírus. Com a vacina, também garantimos a continuidade dos serviços essenciais e de saúde”, explica. 

Um ponto importante a ser considerado, é que as mulheres não fazem parte do grupo de risco só por estarem grávidas. No entanto, as que apresentarem qualquer comorbidade ou riscos dos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e forem convocadas para a vacinação devem ser imunizadas. Como exemplo, as profissionais da saúde ou indígenas que encontram-se gestantes poderiam ter sido vacinadas já na primeira etapa de vacinação.

Complementando a informação, “as puérperas e lactantes também devem tomar a vacina se estiverem em grupos convocados. Com relação às gestantes, levando em consideração os riscos de contágio e exposição ao vírus, a decisão de receber a vacina ou não deve ser dividida entre o obstetra, a paciente e a família”, pontua o ginecologista e obstetra.

Em webinar realizada pela Sogorn no último dia 11, que teve como tema a vacinação contra Covid-19 na gravidez, a professora doutora Silvana Quintana expôs que “quando a lactante está imunizada contra a contra Covid-19 ou qualquer outra doença, o leite materno confere proteção ao bebê, por isso, a importância desse grupo estar em dia com a caderneta de vacinação”, pontua. 

Atualmente, as vacinas aprovadas apenas para uso emergencial que estão sendo aplicadas na população brasileira são a CoronaVac, do Instituto Butantan, e a Oxford/Astrazeneca, do laboratório Sinovac. A novidade é que esta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido de registro definitivo da vacina produzida pela Pfizer e Biontech, no entanto, o Governo Federal não realizou ainda qualquer negociação de compra com essas empresas.

Tanto a Sogorn quanto a Febrasgo recomendam que as gestantes, lactantes e puérperas continuem seguindo as medidas de prevenção contra Covid-19, como o uso de máscaras, a higiene das mãos e a manutenção do distanciamento social. Vale lembrar que as vacinas que estão sendo administradas no Brasil não são de vírus vivos, o que descarta qualquer possível contaminação pelo coronavírus.

Tags: covid-19 grávidas Sogorn vacinação
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