RN não atenderá recomendação de “lockdown” feita pelo Comitê Científico do Nordeste

Governadora Fátima Bezerra disse que avaliação do comitê local está sendo mais considerada.

Fátima Elena Albuquerque,
Assecom/RN
Segundo Fátima, avaliação do comitê científico local, formado no âmbito da Sesap e da UFRN, não recomenda "lockdown".

SELO-CORONA-100Apesar da recomendação feita pelo Comitê Científico do Nordeste para que haja determinação de “lockdown” (restrições mais rígidas de isolamento social)para Natal e Mossoró, além de outras quatro cidades da região, a governadora Fátima Bezerra (PT) sinalizou, por intermédio de nota, que não pretende adotar a medida no Rio Grande do Norte. O comitê vem determinando a política a ser seguida pelos governadores do Nordeste em relação ao enfrentamento ao novo coronavírus.

“As considerações são importantes, mas a avaliação do comitê científico local, formado no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é mais considerada porque o comitê está mais próximo e atento a todas nuances da situação específica local”, afirmou Fátima na nota.

Para o Comitê Científico do Nordeste, além de Natal e Mossoró, cidades de quatro estados da região também estão em condições para adotar restrições mais rígidas, como ocorreu com São Luiz (MA), Fortaleza (CE) e na área metropolitana do Recife (PE). São elas João Pessoa e Campina Grande (Paraíba), além de Arapiraca e São Miguel dos Campos (Alagoas), cidades com curvas ascendentes de casos e mais de 80% de ocupação dos leitos de UTIs e enfermaria.

No dia 15 deste mês, o coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da UFRN, professor e pesquisador Ricardo Valentim, que integrava o Comitê Científico do Nordeste, por indicação da governadora, anunciou o seu afastamento do grupo, por discordar da maneira como os trabalhos no grupo vêm sendo conduzidos. Ele chegou a dizer que muitos dos encaminhamentos realizados no comitê estão "dentro de uma bolha científica distante da realidade social, econômica e da Saúde do Rio Grande do Norte".

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