RN já tem 5 casos suspeitos do novo coronavírus, diz Sesap

Secretaria aguarda resultado de exames complementares para descartar ou confirmar doença.

Da redação,
Reprodução
Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, é a unidade de saúde de referência para os casos de coronavírus no Rio Grande do Norte.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou nesta quinta-feira (27), que já há 5 casos suspeitos do novo coronavírus no Rio Grande do Norte. Até à tarde de ontem, as ocorrências estavam sendo investigadas, mas a confirmação das suspeitas veio na manhã de hoje.

A definição ocorreu por volta das 11 horas, com trabalho realizado em conjunto com o Ministério da Saúde. Todos foram notificados na quarta-feira (26). Ainda de acordo com a Sesap, todos os casos suspeitos no Estado possui relação com histórico de viagens à Itália.

Até ontem, o Brasil tinha 20 casos suspeitos do novo vírus em sete estados (São Paulo, Minas, Rio, Santa Catarina, Paraíba, Pernambuco e Espírito Santo). Com a confirmação dos cinco casos suspeitos no Rio Grande do Norte, o número aumenta para pelo menos 25 ocorrências no país. Até agora, pelo menos 59 já foram descartados.

O governo está em fase final de compra de equipamentos, como máscaras e luvas. Já a contratação de mil leitos em hospitais, anunciada em janeiro, ainda está em análise. O governo corre para comprar imunoglobulina, usada para amenizar efeitos de infecções.

Segundo o presidente do conselho dos secretários de Saúde, Alberto Beltrame, nos planos apresentados pelos Estados, foram consideradas como fatores de maior preocupação a fronteira com a Venezuela, em Roraima, e a grande circulação de estrangeiros no Aeroporto de Guarulhos (SP).

Plano do Brasil segue protocolos internacionais

Especialistas ouvidos pelo Estado apontam que o planejamento feito pelo Brasil para vigilância e controle segue o regulamento sanitário internacional e que epidemias anteriores, como a de influenza H1N1, em 2009, trouxe experiência para lidar com a situação. Mas lembram que há problemas estruturais em alguns sistemas de saúde no País e que uma possível epidemia de coronavírus vai concorrer com outras moléstias que já temos, como dengue.

Eles alertam também que será necessário ter uma comunicação firme e franca com a população para evitar uma sobrecarga no sistema com casos leves, o que pode fazer com que falte atendimento para casos graves.

Tags: Saúde
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