Rio Grande segue com 100% de ocupação dos leitos para covid-19

Já no Hospital da Unimed, ainda há 30% de vagas disponíveis para tratamento da doença.

Rafael Araújo,
Divulgação
Um dos principais hospitais do Estado, o Rio Grande ainda está com lotação máxima de leitos da covid-19.

SELO-CORONA-100O Hospital Rio Grande, um dos principais da rede privada de Saúde do Estado, segue com 100% dos leitos destinados à covid-19 ocupados, embora à propagação da doença e o número de casos esteja caindo no Estado. A informação foi repassada nesta segunda-feira (29), pelo diretor Luiz Roberto Leite Fonseca.

Já no Hospital da Unimed, a ocupação de leitos está em 70%, é o que informa o hospital através de sua assessoria de comunicação. Em relação à disponibilidade de medicamentos para o tratamento de doentes da covid-19, a situação parece ser oposta.

A Unimed informou que não há falta de medicamentos para o tratamento da doença, já o diretor do Hospital Rio Grande, revelou que há um problema sério na saúde pública neste momento e que todas as instituições de Saúde (públicas e privadas) estão sem algum tipo de medicamento que serve como bloqueadores musculares.

“Só no mês de maio nós utilizamos a mesma quantidade de bloqueadores musculares que usamos em todo o ano de 2009, por exemplo. É um número muito alto e que provavelmente vai se repetir neste mês de junho”, destacou Luiz Roberto.

O diretor do Hospital Rio Grande também disse que a unidade teve muitos problemas com profissionais que foram infectados pelo vírus e tiveram que ser afastados de suas funções. Além disso, ele enfatizou a perda financeira que houve por causa da pandemia.

“A gente teve muita dificuldade com adoecimento de pessoal, principalmente entre o final de maio e inicio de junho. Agora já temos profissionais voltando na mesma proporção dos que ainda estão adoecendo. Também tivemos um problema muito grande de receita, houve uma queda de faturamento muito grande por causa do cancelamento de cirurgias de alto custo”, lamentou.

Ainda em relação à disponibilidade de leitos para a covid-19, a Unimed Natal, que informou ter apenas 30% dos leitos disponíveis, informou que pretende aumentar o número de vagas em UTIs no mês de julho, caso seja necessário.

A reportagem também procurou os hospitais do Coração, Promater e São Lucas, mas não conseguiu o contato até o fechamento desta matéria.

Tags: Saúde
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