Reabertura de atividades econômicas no RN exige uma série de protocolos

Objetivo é prevenir e evitar a disseminação do novo coronavírus entre a população potiguar.

Fátima Elena Albuquerque,
Nominuto/Arquivo
Serão inicialmente liberadas as atividades que tenham maior capacidade de controle de protocolos de segurança.

SELO-CORONA-100Com a autorização pelo Governo do Estado para o início da retomada gradual das atividades econômicas no Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (1º), alguns protocolos terão que ser adotados para se possa prevenir e evitar a disseminação do novo coronavírus entre a população potiguar.

De acordo com o plano elaborado pela Fecomércio, Fiern, Faern, Fetronor, e Sebrae, com o apoio da FCDL, da CDL Natal, da Facern e da Associação Comercial do RN, serão inicialmente liberadas as atividades que tenham maior capacidade de controle de medidas, que gerem pouca aglomeração e que se encontram economicamente em situação mais crítica.

O Plano de Retomada está dividido em quatro fases, com intervalos de 14 dias entre cada uma delas. Esta primeira fase vai de 1º de julho a 14 de julho, período subdividido em três frações. Orientações como manutenção do distanciamento dentro das empresas de pelo menos 1 metro entre as pessoas; manutenção dos grupos de risco em quarentena domiciliar e teletrabalho; uso obrigatório de máscaras de proteção em todo e qualquer ambiente público ou privado; e funcionamento em horários alternativos para evitar aglomeração, com planejamento de horários alternados para colaboradores; entre outras, são comuns a todos os estabelecimentos, independente de qual fase ou fração eles estejam inseridos.

Na primeira fração, que vai de 1º a 5 de julho, ficam autorizados a funcionar alguns estabelecimento do segmento de serviços (RH e Terceirização; Atividades de Informação, Comunicação, Agências de Publicidade, Design e afins; Centros de Distribuição, Distribuidoras, Depósitos; Atividades dos Serviços Sociais Autônomos, Sistema S (excluídas as respectivas escolas) e afins; Agências de Turismo; Salão de Beleza, Barbearias e afins); e alguns tipos de lojas (Artigos de Papelarias, Materiais de Escritório e Variedades; Produtos de Climatização; Bicicletas e Acessórios; Comércio de Plantas e Flores; Vestuário, Acessórios, Calçados; Bancas de Jornais e Revistas; Souvenires, Bijuterias e Artesanatos; Armarinho; Lojas de artigos usados).

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Na fração 2, que vai de 6 de julho a 10 de julho, estão autorizadas a funcionar lojas de até 600 m² (maiores de 300 m² constantes da “Fração 1 e 2”), como Lojas de móveis, eletrodomésticos, colchões e utensílios domésticos; Lojas de departamento e magazines (que não funcionem em Shoppings e Centros Comerciais); Loja de eletrônicos/ informática; Instrumentos musicais e acessórios; Equipamentos de áudio e vídeo; Equipamentos de telefonia e comunicação; Joalherias e relojoarias e comércio de joias; Lojas de cosméticos e perfumaria.

Já na fração 3, que vai de 11 a 14 de julho, estão autorizados a reabrirem suas portas as lojas de brinquedos; lojas de artigos esportivos; lojas de artigos de caça, pesca e camping; e os estabelecimentos do segmento de alimentação (restaurantes, lanchonetes e food Parks), desde que tenham até 300m²; mantendo até quatro pessoas por mesa; distância de 2 m entre as mesas e de 1 m entre as pessoas. Também é proibido o consumo de bebida alcoólica no estabelecimento. Os food parks devem disponibilizar pias, torneiras com água e sabão e outros meios de higienização aos clientes.

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Para todos os estabelecimentos especificados na Fase 1, como também para todas as frações, existem regras gerais, que devem ser seguidas por todos. Além disso, existem regras e recomendações estabelecidas de acordo com as especificidades de cada um deles, como por exemplo, cuidados em elevadores; proibição de prova de roupas; redução do quadro de empregados e adoção de turnos de trabalho alternados; atendimento agendado para evitar aglomeração e espera; limpeza de máquinas de cartão; mudanças na apresentação de cardápios, entre outras.

No caso das agências de publicidade, marketing e design, por exemplo, caso haja atendimento a clientes, estes devem ser informados dos protocolos do escritório, para que atente a limpeza das mãos, uso da máscara a todo o momento e em todos os espaços. Elas também terão que, preferencialmente, atender a apenas um cliente por vez, agendando de forma que não coincidam vários nomes no horário, ou que algum fique esperando.

Já no caso dos salões de beleza, barbearias e afins, entre os protocolos a serem seguidos estão: a abertura em horários específicos, para que o tráfego de clientes e profissionais não coincida com o pico de movimento do transporte público; reabertura com quadro reduzido de empregados, podendo fazer uma escala de trabalho de dias alternados com a equipe; rigoroso controle da saúde dos empregados/prestadores de serviços (aferição de temperatura, uso permanente de máscara, higienização); e atendimento com intervalo de no mínimo 30 minutos para higienização dos equipamentos.

No tocante ao uso de elevadores, a lotação máxima será de 3 pessoas, com disponibilização de álcool em gel nas entradas e saídas, além de cartaz interno, orientando a limpeza das mãos. Também deverá ser disponibilizado tapete com água sanitária nas portas dos elevadores, de forma que se higienize os pés antes de entrar.

Na fase 2, a partir do dia 15 de julho, será a vez das academias sem sistema de ar condicionado, os centros comerciais também sem sistema de refrigeração, como galerias, centros de vendas, centros culturais de comércio e incluindo shoppings centers sem ar condicionado (Via Direta, Praia Shopping e Cidade Jardim). E, por fim, na 3ª fase, serão liberadas as atividades de shoppings centers com sistema de ar condicionado, bares sem vendas e consumo de bebidas alcoólicas no local, academias com ar condicionado, alimentação 2 e bares com sistema de ar condicionado.

Ações transversais

Conforme o plano de reabertura das atividades econômicas, os estabelecimentos e setores liberados para funcionamento deverão adotar ações transversais, como o distanciamento social seletivo, em que ficam isolados apenas os grupos com risco de desenvolver a covid-19 ou de apresentar quadros mais graves da doença, como idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, cardiopatias, etc.) ou em condições de risco (obesidade e gestação de risco). Essas pessoas continuam em quarentena domiciliar.

O uso obrigatório de máscaras de proteção em todo e qualquer ambiente público ou privado, incluindo estabelecimentos comerciais de bens ou serviços, instituições bancárias, financeiras ou afins, veículos de transporte de passageiros, além de espaços abertos, como praças, calçadas e feiras, também é um dos protocolos a ser seguido nesta fase de reabertura.

Os estabelecimentos funcionarão em horários alternados para diminuir a possibilidade de aglomeração e concentração de pessoas em paradas ou circulando por meio do transporte coletivo, que precisará de uma adequação da oferta da frota de ônibus para melhor atender os horários de pico e desestimular a circulação dos cidadãos nos horários de baixo volume.

Tags: atividades econômicas covid-19 novo coronavírus pandemia protocolos reabertura gradual
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