Profissionais de saúde participam de capacitação sobre febre maculosa

São esperados 30 técnicos oriundos da Sesap, das oito Regiões de Saúde e de alguns municípios.

Da redação, Sesap,

Com o objetivo de ampliar e fortalecer o controle da febre maculosa (doença causada pelo carrapato) no Rio Grande do Norte, profissionais de saúde que atuam nas vigilâncias epidemiológica e ambiental participam, no período de 15 a 19 deste mês, das 8h às 17h., de uma capacitação promovida pelo Ministério da Saúde e a Fiocruz, com parceria da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). São esperados 30 técnicos oriundos da Sesap, das oito Regiões de Saúde e de alguns municípios.

Segundo Iraci Nestor, subcoordenadora da Vigilância Ambiental da Sesap a programação contempla momentos teóricos no Praiamar Hotel, em Ponta Negra, em Natal, na segunda e terça-feira, e no restante dos dias, acontece a parte prática no laboratório do Centro de Biociências da Universidade Federal do RN.

“É uma doença antiga no país, o primeiro caso foi identificado há mais de 85 anos, mesmo assim a falta de informação ainda é um dos maiores entraves no enfrentamento da febre maculosa. Por ser um agravo que compartilha os mesmos sintomas com diversas doenças, gera dúvidas entre os profissionais. Não temos registros no RN dessa doença, por isso esperamos com essa capacitação ampliar a vigilância e o controle, e assim melhorarmos nossa notificação”, explica Iraci Nestor.

Febre maculosa
De acordo com informações do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Serviço de Referência junto ao Ministério da Saúde (MS) para rickettsioses, a febre maculosa é uma doença causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida ao homem pelo carrapato da espécie Amblyomma cajennense, popularmente conhecido como carrapato-estrela, não havendo risco de transmissão pessoa a pessoa. Para que a infecção ocorra, o carrapato precisa ficar aderido à pele, em média, por quatro horas. Se houver lesões na pele, o contágio pode ocorrer no momento do esmagamento do inseto.

Com quadro clínico marcado por febre alta, dores de cabeça, náuseas e vômitos, os sintomas podem ser agravados com dores musculares intensas e prostração. As manifestações clínicas surgem após um período de incubação que leva em média 7 dias, podendo variar de 2 a 15 dias. O diagnóstico correto depende do conhecimento dos profissionais de saúde sobre este agravo.

Por ser causado por uma bactéria, o tratamento tem como base o uso de antimicrobiano específico e de baixo custo, ministrado por via oral quando o paciente tem condições de ingerir a medicação. Em pacientes graves, com edema (inchaço) e vômitos, por exemplo, o antibiótico deve ser ministrado por via endovenosa, além do tratamento de suporte, dependendo da gravidade do caso. Como a bactéria destrói a parede do vaso sanguíneo, o tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível. A partir do 7º dia de doença, a lesão torna-se, geralmente, irreversível e o óbito, inevitável.

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