Ministro diz que brasileiros não devem temer vírus ebola

Brasil recebe atualizações diárias da OMS sobre situação do surto, como de qualquer outra situação emergencial de saúde pública.

Ministério da Saúde,
Agência Brasil
Presidente da Anvisa, Dirceu Barbano; ministro da Saúde, Arthur Chioro; e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, concederam entrevista coletiva nesta sexta-feira (8) para falar sobre as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação ao vírus ebola. É considerada improvável uma disseminação do vírus para outros continentes.

Chioro foi taxativo em sua declaração, tranquilizando os brasileiros. "Reforçando: não há risco, neste momento, de transmissão do ebola no Brasil. Não há restrição de viagem ou comércio do País, segundo a OMS", disse Chioro.

Não há no Brasil casos confirmados ou suspeitos de febre hemorrágica ebola. O Ministério da Saúde do Brasil recebe atualizações diárias da OMS sobre a situação do surto de ebola, bem como de qualquer outra situação de potencial emergência de saúde pública, que são analisadas quanto ao potencial risco ao País e embasam as medidas para confirmação do diagnóstico e de proteção a serem adotadas. O Ministério dispõe também de laboratório com capacidade para o diagnóstico da doença e identificação do vírus ebola.

"O Brasil está trabalhando integralmente por meio de todas as recomendações da OMS. Estamos preparados para fazer qualquer identificação epidemiológica sobre qualquer caso que possa vir a aparecer", ressalta o ministro.

A OMS aceitou as conclusões da Comissão de Emergência Sanitária, que esteve reunida quarta (6) e quinta-feira (7) desta semana em Genebra, informou a diretora-geral da organização, Margaret Chan. Segundo ela, a comissão foi unânime em considerar que se verificam as condições de uma emergência de saúde pública de alcance mundial. Diante de uma situação que continua a agravar-se, é necessária uma resposta internacional coordenada para "travar e fazer recuar a propagação internacional do ebola", acrescentou.

"Estamos com a equipe de resposta preparada, com infectologista, controle de infecção, embalagem do sangue, para apoiar qualquer caso, se acontecer, mas não acredito que seja preciso", disse o secretário Jarbas Barbosa.

O vírus já causou pelo menos 932 mortos e infectou mais de 1.700 pessoas desde que surgiu, no início do ano, na Guiné-Conacri, de acordo com a OMS. A Libéria, a Guiné-Conacri e Serra Leoa decretaram estado de emergência. O vírus do ebola é transmitido por contato direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

A febre manifesta-se por meio de hemorragias, vômitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre 25% e 90% e não é conhecida uma vacina contra a doença. O vírus foi detectado pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Congo.

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