Hospital Deoclécio Marques reorganiza atendimento com classificação de risco

Objetivo é determinar a prioridade clínica do paciente e permitir um atendimento em tempo hábil.

Da redação, Sesap,

O Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim, vem promovendo uma reorganização no setor de classificação de risco para garantir a qualidade e eficiência no atendimento. O objetivo é determinar a prioridade clínica do paciente e permitir que o mesmo seja atendido em tempo hábil e de acordo com sua classificação de risco.

No final do mês de agosto, em reunião do Núcleo de Acesso e Qualidade (NAQ), um fluxograma da classificação de risco foi apresentado. Após observação do fluxo de pacientes que chegam por SAMU ou ambulância dos municípios do interior, foi feita a proposta de uma readaptação da planilha de controle de entrada e classificação dos pacientes, a fim de que constasse a classificação dos pacientes do trauma e os pacientes que são orientados e referenciados para outras unidades de menor complexidade.  Anteriormente o processo de classificação de risco se dava apenas para pacientes clínicos.

No período de 27 a 31 de agosto foi feito um levantamento estatístico dos pacientes classificados e dos referenciados para unidades de menor complexidade. Dos 653 pacientes que passaram pelo acolhimento, 463 (70,9%) foram classificados e atendidos no Hospital Deoclécio Marques e 190 (29,1%) foram referenciados para outras unidades, como UPA e unidades básicas por não se agruparem no perfil do hospital (Urgência e Emergência).

“O importante em se destacar nesses percentuais refere-se ao fato de que a maioria dos pacientes que procuram o Deoclécio atende ao perfil do mesmo (urgência/emergência), porém ainda torna-se importante que exista orientação aos usuários quanto aos níveis de atenção à saúde evitando a peregrinação dos mesmos pelos serviços de saúde”, explica enfermeira da unidade, Camila Marques.

Entre as mudanças implementadas, através da equipe do NAQ, está o registro dos pacientes referenciados, o que permitiu a criação de um percentual estatístico dos pacientes atendidos no hospital. De acordo com Camila Marques, também existe a proposta de registro da hora de entrada do paciente no consultório médico, a fim de identificar se o tempo compreendido entre a classificação de risco e o atendimento médico está de acordo com o preconizado pelo Protocolo Manchester.

Protocolo de Manchester
O Protocolo Manchester é um tipo de classificação de risco que determina a prioridade clínica do paciente pelo grau de urgência, garantindo que o mesmo seja atendido em tempo hábil. A classificação de risco é feita mediante um equipamento chamado TRIUS, por profissional de nível superior (enfermeiro), sendo impresso um resumo da classificação com a determinada cor (vermelho/laranja/amarelo/verde/azul) que corresponde ao tempo máximo de atendimento.

Esse tipo de classificação foi implementada há cerca de um ano no Hospital Deoclécio Marques, e os profissionais vem passando por capacitações constantes para garantir uma adequada classificação de risco.

Tags: Hospital Deoclécio Marques Saúde
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