'Está chegando a 100 mil (óbitos), vamos tocar a vida', diz Bolsonaro

Nos últimos sete dias, a média móvel de novos óbitos foi de 1.038 a cada 24 horas pelo novo coronavírus.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Reprodução/Facebook
Bolsonaro disse em transmissão ao vivo que as pessoas devem tocar a vida e buscar uma maneira de se safar da covid-19.

SELO-CORONA-100Após lamentar as quase 100 mil mortes por coronavírus no País, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que é preciso “tocar a vida”. “A gente lamenta todas as mortes, está chegando a 100 mil, vamos tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema”, afirmou o mandatário em transmissão ao vivo no Facebook.

“A gente lamenta todas as mortes, está chegando a 100 mil, vamos tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema”, afirmou o mandatário em transmissão ao vivo no Facebook.

Nos últimos sete dias, a média móvel de novos óbitos foi de 1.038 a cada 24 horas pelo novo coronavírus. O País registrou nesta quinta-feira (6) 1.226 mortes e 54.801 novas infecções de coronavírus, segundo dados do levantamento realizado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL com as secretarias estaduais de Saúde. O balanço mais recente do Ministério da Saúde mostra ainda que 2.047.660 pessoas já se recuperaram do coronavírus em todo o País.

Na transmissão, que ocorre semanalmente em sua página na rede social, Bolsonaro voltou a fazer propaganda do uso da hidroxicloroquina e questionar os números de mortes registradas. “A pessoa está em situação complicada, vem a falecer e o pessoal ‘mete’ covid. Não é uma regra isso, mas é em alguns casos, o médico poupa uma autópsia. Alguns casos tem chegado ao conhecimento da gente. Não vou dizer que são fontes confiáveis, mas vou dizer que chega ao conhecimento”, disse Bolsonaro. “Alguns governadores, não sei com qual interesse, encaminham nesse sentido.”

Mais cedo, Bolsonaro assinou medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 2 bilhões para viabilizar compra, processamento e distribuição de 100 milhões de doses de vacina contra a covid-19. O recurso será destinado à Fundação Oswaldo Cruz, que negocia acordo para incorporar a tecnologia e produzir a vacina do laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, que participou da live ao lado do presidente Jair Bolsonaro, afirmou que os estados estão mais preparados para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. "A gente não tem uma solução imediata para o aumento [de casos], mas para o tratamento dos doentes, sim. Eu posso afiançar que o Sul do país está seguindo claramente essas posições que eu coloquei aqui quanto ao tratamento", disse, em referência à mudança na diretriz do Ministério da Saúde, anunciadas no início de julho. 

Na ocasião, a pasta alterou o protocolo médico para pessoas que sentirem sintomas leves da doença, passando a solicitar que tais pacientes passem a procurar um médico. Antes, a diretriz indicava a busca por ajuda profissional apenas em caso de sintomas mais graves. 

"O que pode mudar a curva de óbito é você aplicar o aprendizado o mais rápido possível. E o aprendizado que nós mudamos foi: procure um médico imediatamente. O médico, de forma soberana, fará seu diagnóstico e vai prescrever os seus medicamentos. Se você piorar, deverá ir para uma estrutura de suporte ambulatório, não necessariamente será intubado. Para que você cumpra o ciclo viral sem a necessidade de respiradores", disse o ministro.

O ministro disse, durante a live, que o país enfrenta uma segunda fase da pandemia do novo coronavírus, que agora atinge com mais força os estados do centro-sul do país.

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