Covid-19: 263 mil potiguares estão com a segunda dose atrasada

Dados apontaram que o atraso está principalmente com quem tomou o imunizante da Pfizer. Cerca de 110 mil pessoas que tomaram a primeira dose no estado não compareceram para tomar a segunda.

Da redação,
Agência Brasil
A terceira dose pode ser tomada, hoje, por profissionais da saúde e idosos acima de 60 anos após cinco meses da aplicação da D2.

Mais de 260 mil potiguares estão com a segunda dose da vacina contra a Covid em atraso, segundo um levantamento divulgado pelo Laboratório em Inovação Tecnológica em Saúde (Lais/UFRN), que monitora os índices de imunização em todo o Rio Grande do Norte. 

O levantamento mostra que 263 mil pessoas já poderiam ter tomado a segunda dose do imunizante que tomaram como D1, mas ainda não se dirigiram aos pontos de vacinação para receber a segunda dose da CoronaVac, Pfizer ou Oxford/AstraZeneca. Os imunizantes só possuem eficácia após a aplicação das duas doses.

Os dados apontaram que o atraso está principalmente com quem tomou o imunizante da Pfizer. Cerca de 110 mil pessoas que tomaram a primeira dose no estado não compareceram para tomar a segunda.

Outras 137 mil pessoas estão com a dose de reforço em atraso no RN. A terceira dose pode ser tomada, hoje, por profissionais da saúde e idosos acima de 60 anos após cinco meses da aplicação da D2, além de pessoas imunossuprimidas depois de 28 dias. Desses, 22.838 atrasados com a dose de reforço são profissionais da saúde, sendo 10 mil só de Natal, e 115.144 são idosos.

Atualmente o Rio Grande do Norte tem 74% da população completamente vacinada, ou seja, com as duas doses no caso dos imunizantes que têm essa exigência. O número é superior à estatística do Brasil, que se aproxima de um total de 60%.

Imunização no RN

No RN podem se vacinar atualmente todos os adultos, ou seja, pessoas acima de 18 anos, e também adolescentes a partir de 12 anos de idade.

O avanço da vacinação é tido por especialistas e autoridades como o principal fator da redução do número de óbitos e internações no estado e todas elas estão autorizadas pela Anvisa, órgão regulador nacional.

O mês de outubro registrou o menor número de mortes por Covid desde abril de 2020, apesar do número de casos ter aumentado.

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