Brasil registra 770 mortos e 21.783 infectados pelo coronavírus em 24 horas

Com isso, o total de vidas perdidas é de 72.921 e o de contaminados, 1.887.959.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Michael Dantas/AFP
Vista aérea mostra um homem passando por túmulos no cemitério de Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, em 21 de junho.

SELO-CORONA-100Há 58 dias sem Ministro da Saúde, o Brasil registrou 770 mortes e 21.783 novas infecções de coronavírus nas últimas 24 horas, segundo dados do levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, o total de óbitos é de 72.921 e o de contaminações, de 1.887.959. Apenas o Mato Grosso não enviou os dados a tempo de entrar no balanço.

Nos últimos sete dias, o Brasil registrou uma média diária de 1.052 mortes por covid-19. É a quarta semana seguida em que o número de óbitos anunciados pelas secretarias estaduais de Saúde fica acima de mil.

Ao divulgar os dados da pandemia, o Estadão calcula uma média móvel de ocorrências, levando em conta sempre os dados dos sete dias anteriores. A média resulta da soma de mortes dos últimos sete dias e da divisão do resultado por sete. Assim, os dados divulgados diariamente sempre incluem todos os dias da semana (de domingo a sábado, de segunda a domingo e assim por diante).

Essa forma de acompanhar a evolução da pandemia dilui as oscilações bruscas provocadas pelo represamento dos dados em feriados e fins de semana, por exemplo. Aos domingos, os números absolutos de casos e mortes costumam ser menores, por atrasos nos registros das informações. Nos dias seguintes, esse atraso é compensado, o que acaba inflando os dados em dias úteis. A média móvel compensa essas variações.

Liderando o ranking brasileiro de mortes e casos, São Paulo confirmou 2.610 novos casos e 57 mortos por coronavírus nas últimas 24 horas nesta segunda-feira. O governo João Dória (PSDB), no entanto, aponta queda pela terceira semana consecutiva no número de óbitos e afirma que o Estado atingiu taxa de letalidade de 4,8%, a menor desde o início da pandemia.

Segundo dados do governo, São Paulo registrou, ao todo, 374.607 diagnósticos e 17.907 mortes por coronavírus. Nas últimas 24 horas, no entanto, o crescimento foi de 0,7% e 0,3%, respectivamente.

Além de São Paulo, outros 12 estados já ultrapassaram a marca de mil mortes pela covid-19. O estado do Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos, com 11.474 vítimas da doença. Se fosse um país, o Estado do Rio seria o 20º do mundo com mais infectados. Em seguida estão: Ceará (6.975), Pernambuco (5.652), Pará (5.318), Amazonas (3.048), Maranhão (2.501), Bahia (2.535), Espírito Santo (2.040), Rio Grande do Norte (1.404), Alagoas (1.297) e Paraíba (1.302).

América Latina se torna a segunda região com mais mortes por covid-19 no mundo

A América Latina e o Caribe se tornaram nesta segunda-feira, 13, a segunda região do mundo com o maior número de mortos na pandemia do novo coronavírus depois da Europa, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliou que a velha normalidade não voltará "em um futuro previsível".

O Brasil é o país mais afetado da região, com 72.921 mortes e mais de 1,8 milhão de casos de infecção, incluindo o presidente Jair Bolsonaro.

Pandemia do coronavírus pode 'piorar', alerta diretor-geral da OMS


O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira, 13, que alguns países não têm aplicado as recomendações básicas de saúde para controle do novo coronavírus e que, caso essa situação continue, o quadro geral da pandemia vai piorar.

"Deixe-me ser direto: muitos países estão na direção errada. O vírus permanece como inimigo público número 1, mas a ação de muitas pessoas e governos não reflete isso", disse Tedros. "Se as medidas básicas não forem seguidas, a única direção que essa pandemia pode seguir é piorar, piorar e piorar."

Consórcio de veículos de imprensa


O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação, que uniram forças para coletar junto às secretarias estaduais de Saúde e divulgar os números totais de mortos e contaminados. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia.

O órgão informou, no início da noite desta segunda-feira, que o Brasil contabilizou 733 óbitos e mais 20.286 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Com isso, segundo o Ministério da Saúde, no total são 1.884.967 mortes e 72.833 casos confirmados pelo coronavírus. O número é diferente do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

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