Baixa procura pela vacina contra a influenza no RN preocupa Sesap

Até o momento, pouco mais de 22% do público-alvo foi imunizado contra a gripe.

Da redação,
Gerlane Lima
Enfremeira Katiucia Roseli, que coordena a campanha contra a influenza no RN, durante entrevista ao Jornal 96.

Já na terceira fase, a campanha de vacinação contra a influenza no Rio Grande do Norte ainda registra uma baixa adesão por parte da população. O Estado já recebeu quase 70% do imunológico, enviado pelo Ministério da Saúde e a meta é vacinar mais de 1,3 milhão de potiguares. Porém, pouco mais de 22% do público-alvo foram vacinados.

O Estado está na reta final e nessa última fase estão incluídos os integrantes das Forças Armadas, de segurança e de salvamento; pessoas com comorbidades, condições clínicas especiais ou com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário; trabalhadores portuários; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade; e adolescentes em medidas socioeducativas.

Em entrevista nesta sexta-feira (11) ao Jornal 96, a enfermeira Katiucia Roseli, da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), que está coordenando a campanha contra a influenza no RN, toda a população que não se vacinou na primeira e na segunda fase pode procurar as unidades básicas de saúde para receber a dose da vacina. “No ano passado, já tivemos dificuldade de atingir a meta, mas, conseguimos vacinar 96% do público-alvo, após prorrogações. Este ano, também estamos percebendo que as pessoas não estão se preocupando quanto a adoecer pela influenza, mas apenas pela covid-19”, destacou.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a gripe (influenza) pode ser leve, grave ou até fatal. “Estima-se que as epidemias anuais dessa doença causem de 3 a 5 milhões de casos graves e de 290 mil a 650 mil mortes no mundo”, afirma a Organização.

A enfermeira explicou que quando a vacina foi criada, apenas os idosos faziam parte do público-alvo e, ao longo dos últimos 23 anos, outros grupos foram sendo incluídos, como crianças, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e indígenas. “Este ano, a vacina é destinada a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos e mais e professores além de pessoas com comorbidades, deficientes permanentes, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação e liberdade e população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas”, elencou.

Até o fim da campanha, em 9 de julho, a expectativa do Ministério da Saúde é distribuir 80 milhões de doses da vacina influenza trivalente, produzida pelo Instituto Butantan, para imunizar um público-alvo de 79,7 milhões de pessoas.

Katiucia Roseli reforçou que as pessoas contempladas nos grupos prioritários para a vacinação contra influenza e que ainda não foram vacinadas contra a covid-19, ao buscarem uma UBS, deverão, preferencialmente, tomar a vacina contra a covid-19 e agendar a administração da vacina contra a influenza, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas.


Confira a entrevista:


Tags: baixa procura campanha de vacinação influenza RN
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