Sindipostos nega cartel na revenda de combustíveis no RN

Antônio Sales afirma que aos postos o que mais interessa é que os preços ao consumidor sejam os mais baixos possíveis.

Fátima Elena Albuquerque,
Reprodução/TV
Segundo Antônio Sales, o que mais interessa às revendas é que os preços ao consumidor sejam os mais baixos possíveis.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos) emitiu uma nota na sexta-feira (13), esclarecendo sua posição acerca dos preços dos combustíveis no Rio Grande do Norte e negando qualquer prática de cartel na revenda do produto no Estado.

Segundo o presidente do Sindipostos, Antônio Sales, os postos compram os combustíveis que vendem das distribuidoras de petróleo, que por sua vez, compram a gasolina e o etanol às refinarias. “O Sindpostos não faz o monitoramento e nem o acompanhamento dos preços que são praticados”, disse, durante entrevista nesta segunda-feira (16) ao programa RN Acontece.

Antônio Sales explicou que a revenda dos combustíveis é livre, conforme a legislação que rege o segmento no País. Cada posto, explica, compõe o preço final do produto com base em seus custos próprios, incluindo, por exemplo, os impostos e o frete.

“A Petróleo Brasileiro fornece o combustível para as distribuidoras; estas compram o etanol que é adicionado (27%) à gasolina. Lá, elas recolhem os impostos junto ao valor do produto e o combustível é disponibilizado aos postos. Da distribuidora aos postos, tem o frete. Aqui no RN, temos a base de suprimento em Guamaré. Depois da compra à distribuidora é que os postos têm a sua margem bruta de 12% a 15%”, explicou.

RN-H24

Questionado sobre o por quê de o preço da gasolina ser mais caro em Natal do que, por exemplo, em João Pessoa, na Paraíba, uma vez que o Rio Grande do Norte possui uma refinaria, o presidente do Sindipostos afirmou que a existência de uma refinaria não altera em nada a condição comercial. “Todo produto produzido em Guamaré não está pronto para uso, especialmente a gasolina e o diesel, que é o que os postos comercializam. A nafta craqueada, por exemplo, que é misturada à gasolina, vem pelo modal marítimo. E o diesel, da mesma forma”, disse.

Ele também destacou que a Paraíba possui algumas diferenças em relação ao mercado do RN, especialmente em razão do porto de Cabedelo. “Quando se tem uma base de suprimento muito próxima, tem-se vários custos diminuídos”. E acrescentou: “Em função dessas diferenças, termina o preço, na ponta, ficando mais arrefecido, e o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), que é onde são cobrados os impostos estaduais na comercialização dos combustíveis e, normalmente, essa diferença gira em torno de R$ 0,10 a R$ 0,15 para os postos de lá”.

Antônio Sales lembrou que os preços pelos quais os postos de Natal recebem cada litro de combustível das distribuidoras que os abastecem podem ser acompanhados por toda a população em levantamentos semanais feitos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Ele disse também que o que mais interessa às revendas é que os preços ao consumidor sejam os mais baixos possíveis já que estes preços têm ligação direta com o volume de vendas de cada posto.


Confira a entrevista:


AMS

Tags: Antônio Sales RN Acontece
A+ A-