Fiern e Marinha assinam acordo para fortalecer offshore no Nordeste

Criação do grupo ocorre em um momento chave para o estado, em que os primeiros projetos de energia eólica offshore estão à espera de licenciamentos.

Da redação,
Ascom/Fiern
Proposta de criação do Cluster Tecnológico Naval do Rio Grande do Norte será apresentada pelo diretor presidente da Emgepron.

O Sistema Fiern e a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), da Marinha – principal referência em engenharia estratégica no Brasil – lançam, hoje (24), o “Cluster Tecnológico Naval” do Rio Grande do Norte, o primeiro a ser criado na região Nordeste do país.

“O Cluster será uma associação de instituições, com o objetivo de discutir desafios, estratégias e soluções que ajudem a fortalecer a nossa pujante economia do mar”, diz o presidente do Sistema Fiern, que engloba a Federação das Indústrias, o Senai, o Sesi e o IEL no estado, Amaro Sales de Araújo.

A criação do grupo, segundo ele, ocorre em um momento chave para o estado, em que os primeiros projetos de energia eólica offshore – a energia que será gerada por parques eólicos no mar – estão à espera de licenciamentos e da regulamentação da atividade no Brasil.

Representantes do setor, que tem o RN como uma das zonas mais promissoras para investimentos, e de outros já tradicionais na economia, como o turismo, as indústrias metal mecânicas, de petróleo e gás, além da pesca oceânica – que lidera a produção e as exportações nacionais de pescados – estão entre os participantes convidados.

Governos, portos e outras instituições que contribuem para a competitividade dos negócios, como a própria Federação, o Senai, o Sebrae e a academia também são esperados.

A proposta de criação do Cluster Tecnológico Naval do Rio Grande do Norte será apresentada pelo diretor presidente da Emgepron, vice-almirante Edesio Teixeira Lima Junior, na palestra “Oportunidades para a Economia do Mar”, com início previsto às 16h na Casa da Indústria. 

Clusters semelhantes já estão em operação no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. 

Articulação

A ideia de uma associação também no Rio Grande do Norte começou a ser gestada em março deste ano, durante reunião na sede da Emgepron, no Rio de Janeiro, entre o diretor presidente da empresa, o diretor técnico-comercial, almirante Flávio Macedo Brasil, o diretor do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER) e, a partir deste mês, diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello, o presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Moura, e o coordenador de Pesquisa & Desenvolvimento do ISI-ER, Antonio Medeiros. Na ocasião, foram discutidas futuras parcerias para viabilizar a exploração de energias no mar.

“O Cluster Tecnológico Naval é uma ferramenta de desenvolvimento regional. Ele está sendo criado no Rio Grande do Norte para sistematizar o debate e construir uma soma de esforços que ajude a potencializar atividades que são grandes geradoras de investimentos e empregos, e que também sinalizam novas oportunidades para o estado”, observa o diretor do Senai, Rodrigo Mello.

Cooperação

Uma dessas atividades, a de energias renováveis, está no centro de um Acordo de Cooperação Técnica que o Senai e a Emgepron também assinam em Natal nesta terça-feira.

Projetos de pesquisa e desenvolvimento relacionados à economia do mar, que envolvam a formação simultânea de mestres e/ou doutores/as; consultorias técnicas; programas de estágios para pesquisadores/as e alunos/as; apresentação de seminários, ciclos de palestras e/ou realização de cursos; além de serviços técnicos de apoio à pesquisa e desenvolvimento estão entre as possibilidades que se abrem no estado a partir da iniciativa.

O prazo de vigência será de cinco anos, com possibilidade de prorrogação por períodos iguais e sucessivos.

Tags: Energia Fiern Offshore Rio Grande do Norte
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