Veja destaca Lula como principal nome da esquerda contra Bolsonaro em 2022

Preso e inelegível, mas apostando numa virada no STF, petista ainda é o principal nome da esquerda no país.

Da redação,

Veja1Veja

O fator Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está inelegível desde janeiro de 2018, quando foi condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá. Apesar das várias entrevistas concedidas dentro da cadeia, ele não fala diretamente ao eleitorado e à militância desde abril daquele ano, quando foi encarcerado na Polícia Federal em Curitiba para cumprir uma pena de oito anos e dez meses de prisão. É réu ainda em mais nove processos e investigado em outros inquéritos sob a suspeita de ser corrupto ou ter praticado crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de influência e formação de organização criminosa. Além disso, é o principal líder de um partido que foi varrido do poder em meio a uma grave crise econômica e política no país e a denúncias de diversos malfeitos envolvendo sua gestão e a de Dilma Rousseff. Em resumo, uma biografia para enterrar de vez a carreira de qualquer homem público no mundo.

Mas o Brasil, como dizia Tom Jobim, não é coisa para principiantes, e, a despeito dessa ficha da pesada, Lula resiste na forma de um espectro político. Sua capacidade de recuperar o prestígio perdido entre a maior parte da população após a farta relação de malfeitos é discutível. Na esquerda, porém, ele continua sendo o maior nome por aqui (o que também diz bastante sobre a qualidade da esquerda no país). De quebra, pode ainda pregar uns bons sustos nos adversários de fora do universo petista, conforme mostra uma pesquisa exclusiva VEJA/FSB sobre as eleições presidenciais de 2022.

Entrevista com Fernando Henrique Cardoso
FHC sobre Bolsonaro: ‘É uma pessoa tosca’. Tucano critica o atual presidente da República, acha que Lula perdeu o encanto e diz que Luciano Huck precisa decidir se vai deixar de ser celebridade para entrar na política.

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EPOCA1Época

Entre Bíblias e fuzis: os traficantes evangélicos que espalham o terror em nome de Deus nas favelas do Rio.
O crescimento de “narcopentecostais” acrescentou uma chaga a mais nas favelas dominadas por uma facção comandada por traficantes evangélicos. Além do tráfico de drogas e da violência cotidiana, a devoção torta aos Evangelhos se reflete na intolerância em relação às religiões de matriz africana — o que, vale sempre ressaltar, não encontra respaldo entre os verdadeiros evangélicos, que pregam a convivência pacífica e a tolerância.

Embora sempre tenha havido episódios pontuais não só nas comunidades, mas também no asfalto, de agressões a seguidores de religiões de matriz africana, elas se tornaram a regra nessas áreas. Impulsionados por uma visão deturpada dos Evangelhos, esses criminosos perseguem e oprimem umbandistas e candomblecistas, entre outros — muito presentes na Baixada, aonde a facção chegou com força nos últimos tempos.

Os milagres e a perspicácia de Irmã Dulce
A futura santa deu a vida pelos pobres, mas soube muito bem transitar entre os poderosos.

Muito antes da profusão de relatos de obras inexplicáveis atribuídas a Irmã Dulce (1914-1992), a freira já carregava a fama de santa viva por perambular por regiões paupérrimas de Salvador, onde nasceu, para oferecer mantimentos, remédios e todo tipo de assistência a uma população carente de tudo. Ela abandonou o cotidiano privilegiado em uma família de classe média alta — era filha de um dentista e neta de um deputado — para abraçar a vida religiosa quando tinha 18 anos.

Dizendo-se apolítica, Irmã Dulce sempre interpretou com competência a direção dos ventos políticos e, assim, cativou poderosos. Ela sempre extraiu tudo que pediu de Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), mas nunca passou recibo de carlista. Relacionava-se bem com generais, especialmente com João Figueiredo (1979-1985), mas ao mesmo tempo tinha como principal auxiliar no hospital um médico historicamente ligado ao Partido Comunista.

Revista Época conta ainda como a freira solidificou uma forte amizade com Norberto Odebrecht (1920-2014), fundador de um dos mais poderosos conglomerados do capitalismo brasileiro até o advento da Lava Jato, que deslocou engenheiros e peões para tocar a obra do hospital, que surgiu a partir de um galpão, e todas as suas ampliações nas décadas seguintes.

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istoe2Istoé

Vitória contra o câncer
Reportagem de capa da revista Istoé mostra as novas armas contra o câncer. Com diagnósticos precisos, engenharia genética, terapias celulares e a descoberta de novas drogas, ganha força a chamada oncologia de precisão, que preconiza tratamentos personalizados e sob medida. As esperanças contra a doença se renovam.

“A impunidade dos poderosos vai se intensificar”, diz Dallagnol
Em entrevista exclusiva à Istoé, o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol diz que, se o STF acabar com a prisão a partir da condenação em segunda instância, o Brasil voltará a ser o paraíso dos corruptos

Na avenida, contra Messias
Pelo menos oito das treze escolas de samba do Rio de Janeiro trarão um samba enredo crítico com alvo definido: o presidente Bolsonaro e o seu governo.

Para quem acredita piamente que carnaval nada tem a ver com política, aqui vai o recado: tudo sempre se torna político quando se é brasileiro, e isso é sinal de que a festança de Momo vai bem, mal quem vai é a política mesmo — mais ainda quando se tem um presidente que atravessa sem cerimônia o ritmo da democracia e do Estado de Direito. É aí que o carnaval dá o troco. As escolas de samba e seus compositores seguem a marcha e farão dos desfiles do ano que vem uma passarela de críticas ao governo e ao bolsonarismo.

Do jeito que a coisa anda, não há Pierrot, Arlequim ou Colombina que aguente e, então, não poderia ser diferente. Afinal, desde que o samba é samba, com a licença de Caetano Veloso, é assim. Falar mal de Bolsonaro, o que significa cantar a verdade, foi a narrativa escolhida por pelo menos oito das treze escolas de samba do Rio de Janeiro.

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CARTA1CartaCapital

Arranca-rabo no Laranjal
Para resistir à ambição de Bolsonaro, o PSL volta-se contra o ex-capitão e ameaça o futuro do governo.

Vazamento: maré de negligência
A mancha de petróleo alastra-se pela costa nordestina, mas a inoperante equipe de Bolsonaro está mais empenhada em fazer provocações.

Soberania
O governo esbanja incompetência diante da OCDE e da Huawei, enquanto destrói a economia do país para beneficiar estrangeiros.

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