Veja destaca a importância da prorrogação do auxílio social para a econômia

Dose prolongada do benefício gerou uma fatura recorde a ser paga a milhões de brasileiros.

Da redação,

VEJAVeja

A dose certa

O pagamento do auxílio emergencial representou um remédio importante para evitar o colapso econômico e social no país. A excepcionalidade do enfrentamento de uma pandemia justificava plenamente o esforço desse investimento em nome do socorro às parcelas mais pobres da população, como o exército de trabalhadores informais impedido de sair às ruas para defender o seu ganha-pão durante a quarentena. O acerto da medida do governo fica evidente quando se olha de perto o que ocorreu em municípios como Santarém Novo. Para a cidade de pouco mais de 6 000 moradores no nordeste do Pará, a ajuda não apenas se revelou fundamental para garantir a sobrevivência durante o período mais agudo da crise sanitária, como gerou um período inédito de prosperidade nos últimos meses. É difícil encontrar por ali uma casa que não tenha em frente tijolos, telhas e areia reservados para reformas e ampliações. Famílias que mal tinham com o que se alimentar hoje gastam 300 reais nas pequenas lojas de vestuário locais. Foi uma injeção de renda jamais vista numa localidade onde não havia muita circulação de dinheiro. A economia dependia de empregos públicos e das aposentadorias. Um terço da população vivia do Bolsa Família. “Antes, eu vendia meio boi por dia. Hoje, comercializamos dois bois e meio”, conta Renata Corrêa, de 41 anos, que administra um açougue. Com o caixa cheio, ela aproveitou a fase de bonança para abrir uma farmácia, comprar um terreno e trocar de carro.

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ISTOEISTOÉ

Quero ser Lula

O presidente Jair Bolsonaro pode até declarar seu desprezo e aversão ao antecessor Lula, mas o fato é que o petista o inspira e ilumina. Apesar de ocuparem campos ideológicos opostos, o que se vê, na prática, é um Bolsonaro cada vez mais parecido com o desafeto, tanto na definição de suas políticas públicas como na estratégia populista para atrair eleitores. Seu objetivo é um só: como fez Lula, ele quer conquistar o apoio do cidadão pobre de um modo geral, em especial, o do Norte e do Nordeste, região em que perdeu as eleições. Bolsonaro está maquiando os programas sociais de Lula descaradamente e seguindo o cronograma de obras do adversário com o objetivo de se reeleger daqui a dois anos.


EPOCAÉpoca

Tragédia acidental

Duas adolescentes de 14 anos, uma arma de fogo carregada dentro de um condomínio de luxo e um corpo caído no banheiro com um tiro certeiro no rosto. O enredo do crime que chocou a população de Cuiabá ainda é um enigma para a Polícia Civil de Mato Grosso, e novas evidências têm embaralhado as linhas de investigação de um homicídio que é tratado como acidental. No domingo 12 de julho, a estudante Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, acordou às 13 horas. Em vez de almoçar, preferiu tomar café da manhã, o que suscitou uma pequena discussão com a mãe, a empresária Patrícia Hellen Guimarães Ramos, de 44 anos. Na sequência, a adolescente recebeu uma mensagem da melhor amiga, Júlia*, de 14 anos. Ambas eram vizinhas no residencial Alphaville I, em Cuiabá, o mesmo endereço do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (DEM). Na mensagem, Júlia chamava a amiga para ir até sua casa fazer uma torta de limão para servir à família como sobremesa no jantar. O doce era a especialidade de Isabele.

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CARTA1Carta Capital

Retrato do Brasil

Esta é nossa capa da semana, que traz o Neymar como retrato do Brasil: iludido e à deriva. Tem, também, uma conversa entre o diretor de redação de CartaCapital, Mino Carta, e o ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra. Além do salvamento de Dallagnol no CNMP na última semana.

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