Veja destaca a amarga realidade brasileira provocada pela crise da covid-19

Segundo a revista, luta contra o vírus satura o sistema de saúde e provoca cenas de terror.

Da redação,

VEJA1Veja

Amarga realidade

A cena, de uma dramaticidade cortante, quase passa despercebida em meio à confusão de médicos e doentes no apinhado hospital municipal Salgado Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro: em um local destinado ao lixo do necrotério e à roupa suja, conforme sinalizado, via-se, na manhã de 1º de maio, um corpo embrulhado em plástico pousado sobre uma maca abandonada. Alguns passos adiante, mais dois mortos. No dia 6, o Hospital Platão Araújo, em Manaus, também dava mostras do esgarçado sistema público de saúde em uma de suas unidades semi-intensivas, onde pessoas mantidas no oxigênio dividiam o ambiente de paredes e piso sujos com um cadáver à espera de remoção. Situações como essas — flagradas pela reportagem de VEJA nas duas grandes capitais com maior letalidade pela Covid-19 — se banalizam à medida que o avanço da pandemia exibe sua face destruidora no Brasil, onde os mortos estão batendo na casa dos 15 000 e os vivos precisam brigar com o vírus e com as evidentes fragilidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

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EPOCA1Época

No buraco

As previsões da enormidade da recessão econômica se aprofundam em proporção e velocidade inversas às do espraiamento do coronavírus pelo mundo e da contabilidade de infectados e mortos. As ilusões de uma rápida recuperação em V, como os economistas definem um mergulho íngreme e uma retomada igualmente vertiginosa, deram lugar a estimativas antes inimagináveis. Bancos, consultorias e especialistas falam de quedas de dois dígitos, ou seja, de mais de 10%, em um único ano. Para ter uma ideia do tamanho da tragédia, a maior recessão no Brasil nas últimas décadas, detonada no governo Dilma Rousseff, resultou em um recuo acumulado, em quase três anos, de 8%. Estamos, portanto, em território jamais mapeado.

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ISTOE1Istoé

Saia!

O Brasil se torna um vetor mundial de expansão da pandemia, e o principal responsável é Jair Bolsonaro. A curva de crescimento dos infectados projeta uma das situações mais graves do mundo, mas o presidente debocha da crise. No sábado, 9, enquanto o País ultrapassava a marca de 10 mil óbitos, Bolsonaro passeava de jet ski — nos cinco dias seguintes, mais 3.149 brasileiros perderam a vida. No mesmo dia, mostrando sintonia com a sociedade, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) decretaram luto oficial. Mas não Bolsonaro. Alheio ao drama humanitário, ele continuou a enfraquecer a economia promovendo instabilidade e negligenciando a necessidade de um plano para a retomada. Tudo isso em uma semana crucial para o seu mandato. Inquéritos no STF podem esclarecer a tentativa de interferir na Polícia Federal (PF) e outros crimes. A intromissão na PF, denunciada pelo ex-ministro Sergio Moro, está sob investigação na corte. Uma peça decisiva é o vídeo de uma reunião de ministros no Planalto. São processos que podem desembocar na sua saída.

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CARTA1Carta Capital


E lá vêm eles

Amarrados a Bolsonaro, os militares tiram proveito do governismo e inibem quem tenta enfrentar o ex-capitão. Em sua reportagem de capa, revista Carta Capital fala sobre o apoio dos militares ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

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