Veja aponta os efeitos para o Brasil de uma eventual guerra entre EUA e Irã

Revista mostra que a economia e a diplomacia do país não têm nada a ganhar com um conflito.

Da redação,

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O risco da guerra infinita
Mesmo a distância, a probabilidade de um país escapar ileso de um conflito que envolve a maior potência militar do planeta e um poderoso líder regional localizado no Oriente Médio é nula. A situação se torna ainda mais delicada no caso de uma nação cuja economia, depois de patinar em anos de estagnação, se prepara para um processo de recuperação que promete ser árduo e cheio de obstáculos. É exatamente isso que acontece com o Brasil diante da escalada de hostilidades entre Irã e Estados Unidos desde o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, em Bagdá, no dia 3 de janeiro.

Num cenário em que contendores como os Estados Unidos e o Irã trocam ameaças abertamente, o Brasil fica numa posição bastante desconfortável.

Bolsonaro terá que enfrentar um Congresso mais forte em 2020
No jogo político de Brasília, membros dos mais diferentes partidos vêm apostando suas fichas de como será a relação de Bolsonaro com o Poder Legislativo após a conturbada experiência do primeiro ano de mandato, que o transformou no presidente em primeiro ano de mandato com o pior desempenho para aprovar medidas provisórias no Congresso. Mesmo a vitória na reforma da Previdência, o feito mais importante de 2019, só foi possível graças ao engajamento de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, os presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, que compraram a pauta e usaram sua influência para aprová-la. Há quem diga que Bolsonaro, um ex-capitão do Exército de 64 anos, não abandonará a disposição para o combate quando se sentir contrariado. Se fizer isso, vai errar feio. A hora é de compor e aproveitar que boa parte das lideranças parlamentares está disposta a bancar a agenda liberal do governo.

Comportamento
A busca pelo sentido da vida em meio às transformações do mundo digital
A busca por um sentido para estar vivo se confunde com o humano — ou, melhor ainda, com “ser” humano. Há cerca de 50 000 anos, quando, segundo achados recentes, o Homo sapiens começou a pintar nas paredes das cavernas, desenhávamos figuras místicas, como caçadores dotados de superpoderes, que pareciam auxiliar os homens daquela época a situar a si mesmos em meio ao desconhecido. De lá para cá, não existem indícios de que se possa chegar a uma razão única que justifique o viver — porém cada indivíduo pode descobrir a sua.

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EPOCA1Época

A vida sem álcool
Quem são os adeptos do modismo batizado de 'sober curious', que consiste em uma busca pela sobriedade - mesmo entre os que não estão associados a vício.

Um dos desafios de quem deixa de beber, temporariamente ou para sempre, é lidar com a pressão social. “As pessoas o criticam e olham esquisito quando você diz que não está bebendo”, diz o britânico Andy Ramage, criador do movimento One Year No Beer (um ano sem cerveja). Ele parou de beber há seis anos e hoje, aos 45, está na melhor forma: perdeu 15 quilos e reduziu o percentual de gordura de 35% para 10% desde que abandonou o álcool.

Há evidências científicas de que passar da conta regularmente está associado também a riscos mais altos de hipertensão, doenças cardiovasculares e hepáticas, doenças mentais e certos tipos de câncer, incluindo do aparelho digestivo e de mama. Além, é claro, da dependência. Talvez por tudo isso, o consumo de bebidas alcoólicas no mundo venha caindo nos últimos três anos. A resposta da indústria? Bebidas sem álcool, especialmente cervejas.

A questão é como evitar o álcool sem comprometer a vida social — ou seja, sem passar a noite de sexta-feira tomando chá em casa enquanto os amigos estão curtindo um chope gelado no bar. E, não há dúvida, o convívio em torno do álcool é importante do ponto de vista evolutivo.

STJ renova contrato e pode gastar mais de R$ 1 mi em área VIP no aeroporto de Brasília
Acordo com concessionária Inframerica, que prevê uso de espaço exclusivo, foi renovado por um ano e é prorrogável por mais quatro; de 2014 a 2019, tribunal gastou mais de R$ 1,3 milhão com o aluguel.

Harry e Meghan, à distância dos afazeres reais
Sem consultar a Rainha ou o Príncipe Charles, casal toma decisão inédita de se afastar das obrigações do Palácio de Buckingham.

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istoeIstoé

A ameaça da terceira guerra mundial
Um ataque ordenado por Donald Trump mata o general Qassim Suleimani, o segundo nome mais poderoso do Irã. Isso inicia uma nova onda de instabilidade no Oriente Médio, o que coloca o mundo em alerta e desperta o risco de um conflito em larga escala.

Herói nacional e figura conhecida da comunidade internacional, o general iraniano Qassim Suleimani aterrissou na capital do Iraque na quinta-feira 2 dando sequência a um giro por países do Oriente Médio. Sua presença no país era usual e às claras. Entrou em um carro blindado, e os automóveis de sua pequena comitiva deixaram o aeroporto. Nada indicava o que viria a seguir. Em menos de dois segundos, mísseis surgidos do céu eliminaram o militar em uma grande explosão, incendiando o Oriente Médio e levando a uma escalada de violência capaz de engolfar todo o planeta. Representa o confronto internacional mais grave das últimas décadas e coloca o mundo em alerta com o risco de expansão do conflito em larga escala. A “Terceira Guerra Mundial” tornou-se assunto que mobilizou especialistas e foi o tópico mais comentado das redes sociais.

De volta ao mundo gelado
Reabertura da base na Antártida tenta recolocar o Brasil como um protagonista nas pesquisas no lugar mais inóspito e desconhecido do planeta.

Após sete anos, o Brasil vai retomar para valer as pesquisas na Antártida, com a entrada em operação da nova Base Comandante Ferraz, instalada nas águas abrigadas da Baía do Almirantado, na Ilha Rei George, a cerca de 130 quilômetros da península onde começa propriamente o continente gelado. Com o dobro do tamanho das instalações anteriores, a base vai funcionar como um centro de pesquisas voltado para as áreas de microbiologia, medicina, climatologia, química atmosférica, oceanologia, glaciologia e ecologia. Em um momento em que a pesquisa científica sofre com cortes de verbas, a modernidade de seus 17 laboratórios são um sopro de esperança para cientistas brasileiros — e de outros países. A Agência Internacional de Energia Atômica, um órgão das Nações Unidas, vai desenvolver projetos no local. Ao lado deles estarão cientistas da Fiocruz, UnB, UFMG e USP. A base é uma das três mais modernas e seguras do continente gelado, que, sem exagero algum, pode ser considerado o lugar mais inóspito do planeta, com temperaturas de até -40ºC, ventos que atingem facilmente 160 km/h e um mar repleto de icebergs e placas de gelo que ameaçam os navios polares que por ali navegam.

O combate ao PCC
Depois que o governo paulista isolou 22 líderes do PCC em presídios federais, a facção perdeu força em São Paulo: as apreensões de cocaína dobraram em 2019, período em que a polícia confiscou R$ 481 milhões em bens do grupo criminoso.

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CARTA1CartaCapital

Imperador afoito
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, coloca o mundo em perigo para cuidar dos próprios interesses.

Paulo Guedes
As suspeitas de negócios ocultos do ministro da Economia e de seus apadrinhados aboletados em cargos públicos.

Livros didáticos
A cruzada do presidente Jair Bolsonaro contra o conhecimento provoca temores e autocensura nas editoras.

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