Melhores escolas preparam a volta às aulas

Veja relata que protocolos sanitários minimizam risco de contágio, mas preocupação dos pais continua.

Da redação,

veja1Veja

A vez das escolas
Como 120 das melhores escolas do Brasil se preparam para a volta às aulas
Com os cuidados sanitários necessários garantidos, já está na hora de as instituições de ensino brasileiras tocarem a campainha e começarem a lição.

A pandemia não acabou, e seria irresponsabilidade acreditar que ela esteja chegando ao fim. Mas, passados nove meses deste ano diferente de todos os outros, o mundo começa a se abrir para uma vida relativamente normal, cumprindo um protocolo de segurança — máscaras, luvas, mãos lavadas, testes, distanciamento — fincado nos conhecimentos adquiridos ao longo da inédita convivência com o inimigo invisível e insidioso.

À medida que contágio e mortes registram recuo constante, o comércio volta a funcionar, bares e restaurantes reabrem, serviços são reativados e, nos fins de semana deste inverno ensolarado, as praias se enchem de gente. Em meio à movimentação, uma atividade crucial permanece suspensa em quase todo o Brasil: o ensino presencial nas escolas.

É compreensível que pais e mães se angustiem com os riscos da saída dos filhos do restrito círculo familiar. Mas cada dia que um aluno passa sem aprender estica sua defasagem de conhecimentos lá na frente, quando estiver construindo o futuro dele e do país. Sob esse ponto de vista, com os cuidados sanitários necessários garantidos, já está na hora de as escolas brasileiras tocarem a campainha e começarem a aula.

Pantanal
Os vergonhosos incêndios ameaçam a flora e a fauna
Se fosse preciso fazer um catálogo das evidências que ajudam a piorar ainda mais a imagem do Brasil no exterior em relação aos cuidados ambientais, os últimos dias trariam os registros mais contundentes e avassaladores. As cenas de fogo no Pantanal se espalharam pelo mundo todo, sublinhando, uma vez mais, o pouco-caso das autoridades na lida com a natureza. Depois de os estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul declararem estado de emergência, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi obrigado a reconhecer: “o incêndio no Pantanal tomou proporção gigantesca”. Cerca de 15% da região foi devastada pelas labaredas, há 15 000 focos de incêndio, ante 5 000 anotados no ano passado. Em nove meses, de janeiro a setembro de 2020 na comparação com 2019, o salto foi de tristes 210% de áreas incendiadas — e, no entanto, as multas relacionadas a maus-tratos com o campo, por fogo ateado onde deveria haver proteção, caíram mais de 20% no período.

Investigação do STF definirá processo que pede a cassação de Bolsonaro
Há quase dois anos hiberna no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um processo que, em tese, pode levar à cassação do mandato de Jair Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão. Segundo os autores da ação, três partidos de oposição, o resultado da eleição de 2018 teria sido influenciado a favor do presidente por disparos de mensagens contendo ataques a adversários e notícias falsas. O uso em si de propaganda mais agressiva contra concorrentes não é relevante o suficiente para levar à perda de mandato, mas no caso de Bolsonaro as suspeitas são de que teria havido financiamento ilegal da campanha por meio do uso maciço do aplicativo Whats­App — o que seria uma forma moderna de lançar mão do velho e conhecido caixa dois eleitoral. O processo tem tudo para não dar em nada, mas preocupa o Palácio do Planalto.

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istoe1Istoé

Tragédia brasileira
O Pantanal, a maior planície alagável da Terra, entrou em colapso ambiental. Os efeitos do incêndio que já devastou 20% de sua área são considerados irreversíveis por alguns cientistas, comprometendo de maneira severa os recursos hídricos, a fauna e a flora do bioma numa escala nunca vista nas últimas décadas. Perto de 2,5 milhões de hectares de mata foram queimados nos últimos 30 dias, matando milhares de animais e transformando num inferno uma das regiões mais lindas do planeta. O número de pontos de fogo detectado neste ano, mais de 10 mil, ultrapassa a destruição somada dos últimos quatro anos.

Rios irão secar e onças-pintadas ficarão mais perto da extinção. Araras-azuis e outras espécies maravilhosas idem. É uma catástrofe de proporções inéditas que terá repercussões em outros ecossistemas e nas respectivas cadeias alimentares. Seus efeitos atmosféricos começam a se fazer visíveis com a fuligem que alcança cidades do Sudeste e do Sul do País, a mais de dois mil quilômetros de distância. O maior problema é que a estiagem continua e só um milagre poderá trazer chuvas a curtíssimo prazo (elas são esperadas só a partir de outubro), o que significa que a tragédia do Pantanal, se depender do clima, deve se acentuar: principalmente porque não há gestão da crise por parte do governo e nem articulação de forças para conter as chamas.

A nova tungada do governo
Por orientação do governo Bolsonaro, serão retiradas verbas da Educação, Agricultura e Cidadania para a conclusão de obras. O que importa é a reeleição.
Jair Bolsonaro já está em campanha reeleitoral. Percorre o País para inaugurar obras, ainda que várias já tivessem sido entregues. Para garantir a agenda desenvolvimentista, aprofunda cortes nas áreas sociais, beneficiando o projeto do Pró-Brasil, o plano de investimentos públicos em infraestrutura. É o que acaba de fazer a Junta de Execução Orçamentária, integrada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, participou dos entendimentos. Foi determinado um corte de R$ 1,57 bilhão no Ministério da Educação. Nada menos que 29 institutos federais e 175 mil alunos podem ser obrigados a interromper suas aulas. A educação básica pode perder 80% dos recursos.

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epoca1Época

O que já se sabe que funciona e o que deve ser evitado no retorno dos alunos à escola
Mesmo com o comércio reabrindo, unidades de ensino seguem fechadas em quase todo o país. O que a experiência internacional e a de Manaus ensinam sobre a retomada das aulas presenciais.

Passados seis meses desde a suspensão das aulas em todo o Brasil por causa da pandemia do novo coronavírus, pais, alunos, professores, governos estaduais e municipais, especialistas em educação, médicos e, em alguns casos, até juízes se perguntam se é hora de voltar às escolas e como esse processo deve se dar. Uma boa medida do interesse por essa discussão é o gráfico que registra a procura no Google usando as palavras “retorno aulas presenciais”. Desde o final de agosto, o número de buscas por esses termos só faz crescer. Com bares e shopping centers abertos em várias cidades, a pergunta em quase todo o país é: quando as escolas voltarão a funcionar presencialmente?

Na discussão que tomou conta do país, há geralmente dois lados digladiando. Os que defendem o adiamento por acreditarem que retomada é obrigatoriamente sinônimo de aumento do contágio e os que querem uma volta total para estancar os enormes prejuízos educacionais.

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carta1CartaCapital


Enquanto a vacina não vem… Um coquetel de drogas contra a covid-19

Inspirado no êxito do combate à Aids, o doutor Drauzio Varella aposta na pesquisa com retrovirais.

Pantanal

As queimadas criminosas devastam 15% do bioma e exterminam centenas de animais, o Governo Bolsonaro dedica-se, porém, a cortar os poucos recursos da fiscalização e a bater boca com o ator Leonardo Dicaprio.

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