Prisão de deputado é forte sinal de reação das instituições ao extremismo

Revista Veja destaca ação do ministro do STF, Alexandre de Moraes, contra Daniel Silveira.

Da redação,

Veja21022021Veja

Prisão de deputado bolsonarista é sinal de reação das instituições ao extremismo
A detenção de Daniel Silveira após ataques feitos ao STF foi medida extrema, mas necessária. A batalha no país contra esse movimento antidemocrático, no entanto, será longa e precisa continuar.

Na última terça-feira (16), à noite, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão de Silveira, horas após ele publicar um vídeo em que, ao longo de mais de vinte minutos, fazia apologia ao AI-5, xingava os ministros do STF e defendia o fechamento da Corte. Se o seu objetivo era visibilidade, ele conseguiu. Assim que a gravação foi ao ar, os ministros do STF iniciaram uma deliberação sobre a melhor estratégia para rebater os ataques. Definiu-se que a resposta à altura só poderia ser dada no campo do jogo judicial. Moraes expediu a ordem de prisão em flagrante (no caso, por incitação à violência, desrespeito à Constituição e ataque à democracia), uma das pouquíssimas hipóteses em que a imunidade parlamentar não protege um político.

A imediata resposta da Suprema Corte ao ataque desferido pelo parlamentar radical faz parte de uma estratégia da instituição para sufocar as pregações contra o tribunal e intimidar as muitas ameaças que os seus membros e familiares têm sofrido nos últimos dois anos.

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Curtindo a vida adoidado
Enquanto os brasileiros sofrem com a falta de vacina, com a crise na economia que aumenta o número de desempregados e de pessoas que passam fome, o presidente Jair Bolsonaro, acompanhado da família e de amigos, resolve decretar para si próprio feriado de carnaval. Eles curtiram adoidados nas praias do litoral catarinense.

Vacinas em falta
A situação nacional é preocupante e expõe a condução desastrosa da pandemia pelo governo. Há quase 245 mil óbitos no País, cerca de 1,1 mil pessoas morrem diariamente e acabaram os imunizantes em várias capitais.

Os oito encrencados
Parlamentares que fazem parte do núcleo duro de apoio ao presidente e parceiros políticos conquistados desde a eleição têm em comum o fato de serem investigados, réus ou de terem sido condenados em algum esquema criminoso.

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Epoca21022021Época

Fugir da metrópole
A fuga da classe A para o interior
Famílias mais abastadas deixam as metrópoles brasileiras em busca de uma vida mais tranquila — e aquecem a economia das cidades menores.

Após um 2020 de “test drive” no campo ou na praia, durante a quarentena, a mudança definitiva de CEP já provoca transformações no mercado imobiliário e na dinâmica das cidades menores.

As razões para a mudança são variadas. Além da qualidade de vida, há a busca por mais segurança, mais espaço e conforto diante da possibilidade de novos períodos de confinamento e até mesmo a economia de gastos em razão do menor custo de vida no interior. O movimento, mais pronunciado em São Paulo e no Rio de Janeiro, também ocorre em capitais menores, como Porto Alegre, Natal e Fortaleza. Todos os motivos da retirada, no entanto, só puderam ser viabilizados devido a uma mudança maior: a do mercado de trabalho, que agora deve adotar, na maioria dos setores, o padrão híbrido, aliando os modelos presencial e remoto.

Daniel Silveira, um agitador em apuros
O deputado que incita a violência contra o STF e rasgou a placa em homenagem a Marielle Franco pode ser sacrificado em nome da harmonia entre os Poderes.

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Provas podem incriminar membros do Exército e da Polícia Civil por assassinatos ocorridos no Complexo do Salgueiro, em 2017.

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Mamata fardada
Decisivos na eleição de Bolsonaro, os militares submetem o estado a seus interesses.

Cadeia
O Supremo Tribunal Federal manda prender o deputado Daniel Silveira, apologista da ditadura. O Congresso Nacional irá expulsá-lo?

Armas
Bolsonaro cogita da sua própria milícia quando propõe que o Brasil se arme.

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