Paz entre Poderes: Bolsonaro muda estratégia do confronto pela negociação política

Após instabilidade e ameaças de ruptura institucional, Poderes entram em conciliação.

Da redação,

veja1Veja

A construção de pontes

Depois dos gritos de guerra, o acordo de paz entre os poderes

A distensão entre o governo, o Congresso e o STF começou quando Bolsonaro entendeu os riscos da sua postura anterior.

Não bastasse a crise econômica e sanitária decorrente da pandemia de Covid-19, o Brasil enfrentou recentemente um sério risco de ruptura institucional. Contrariado com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que usurpariam competências do presidente da República e teriam o objetivo de desestabilizar o seu governo, Jair Bolsonaro radicalizou o discurso, redobrou a aposta no confronto e — com base numa interpretação capenga da Constituição — cogitou usar as Forças Armadas para intervir no Poder Judiciário. As ameaças eram feitas à luz do dia. Em abril, Bolsonaro participou de uma manifestação em frente ao Quartel-General do Exército que pedia, entre outras coisas, o fechamento do Supremo e do Congresso. Em maio, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, divulgou nota a fim de alertar sobre “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” caso a Justiça determinasse o confisco do celular do presidente, o que não ocorreu. Sob a alegação de ser vítima de uma conspirata destinada a derrubá-lo do cargo, Bolsonaro, apoiado pelos ministros militares, revidava com a insinuação de um golpe.

Para sorte do país, o momento, agora, é outro. Premido pelas circunstâncias, Bolsonaro deixou de lado o radicalismo e substituiu a estratégia do confronto pela negociação política, aquela que ele, como candidato, dizia repudiar. O resultado, por enquanto, é positivo: o cenário de instabilidade de meses atrás deu lugar à retomada do diálogo entre as autoridades dos três poderes, o que abre espaço para que elas possam finalmente concentrar energia nas demandas mais urgentes do país, da recuperação econômica ao combate da desigualdade social, passando pela modernização do Estado.

As primeiras pedras no caminho do provável novo ministro do STF
As pancadas até a sabatina no Senado vão determinar a aprovação ou não de Kassio Nunes.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado marcou para o próximo dia 21 a sabatina do desembargador Kassio Marques, escolhido por Jair Bolsonaro para ocupar a vaga que será aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. O plenário, depois, vai decidir se aprova ou não a indicação. Em tese, o Congresso deveria esmiuçar a vida pregressa do candidato, fustigar suas suas convicções e avaliar o nível de seus conhecimentos jurídicos. Mas essa não é a tradição. O Parlamento raramente cria algum embaraço aos futuros ministros — o que não quer dizer que será necessariamente tranquila a rotina do desembargador até a confirmação ou não do nome dele para um dos cargos mais importantes da República. É nesse espaço de tempo que certos episódios da biografia dos pretendentes costumam emergir.

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istoe1Istoé

A casa do Centrão – Donos do governo

Ao entregar o poder ao Centrão, Jair Bolsonaro prepara a multiplicação de ministérios, o loteamento de cargos e uma reviravolta na economia, que permitirá programas populistas e assistencialistas, ameaçando o teto de gastos e a disciplina fiscal. Desde a redemocratização, nenhum presidente deu tanto poder ao grupo fisiológico. Com o novo arranjo, o presidente quer enterrar a Lava Jato, que ameaça sua família e os políticos ficha-suja.

A ofensiva carioca do clã

Família se organiza para a disputa eleitoral e coloca todos os integrantes no jogo. O último suspiro de esperança do prefeito Marcelo Crivella é o apoio concentrado da extrema direita.

A tempestade perfeita na economia

Estagnação econômica por causa da pandemia se soma à fuga de capital estrangeiro, ao aumento dos juros da dívida pública e aos primeiros sinais de volta da inflação. Num cenário de incertezas profundas, o governo pensa em romper com o teto de gastos para financiar o novo programa de renda mínima.

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epoca1Época

A metamorfose de Bolsonaro e a fritura dos olavistas
Fascinado pela alta popularidade e pela calmaria trazida pela aliança com o centrão, presidente isola militância e inaugura uma etapa pragmática de seu governo.

À espera da segunda onda do coronavírus na Europa
Governos e empresários se preparam para enfrentar uma possível nova etapa da pandemia — e temem pelo Natal.

A pandemia do novo coronavírus roubou parte da personalidade da badalada Piazza, em frente a Covent Garden, o antigo mercado municipal transformado em centro de compras na capital britânica. Ali tinha início, em plena luz do dia, o burburinho da região conhecida como West End, reduto dos teatros e de um comércio que vai do alto luxo ao hippie, passando pelo descolado e engajado. As lojas hoje estão vazias. Já não é preciso atravessar as ruas estreitas das cercanias para desviar dos grandes grupos de turistas e locais — o que pode ser positivo em tempos de distanciamento social. Nem evitar as grandes aglomerações em torno de artistas de rua. A aparente calmaria revela a decadência de uma parcela da economia britânica que se prepara para a segunda onda de contaminações pela Covid-19. E ela já começou, com o número de novos casos subindo em progressão geométrica.

O distanciamento social (e do samba) de Monarco

Sambista baluarte da Portela fala da tristeza de estar longe de Madureira, dos amigos e da escola do coração por causa da pandemia do novo coronavírus.

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carta2CartaCapital

A demolição

Servidores públicos expõem as pressões para burlar as leis e as perseguições ideológicas do Governo Bolsonaro.

Fraternidade e denúncia
Com a encíclica “Irmãos todos”, assinada em Assis diante do túmulo do santo, o Papa Francisco confirma a sua condição de estadista reformador da Igreja e combatente das injustiças do mundo.

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