Pandemia pode afetar comportamento das crianças e adolescentes

Veja mostra que, apesar dos jovens serem pouco atingidos pela covid-19, geração pode sofrer impactos em sua formação.

Da redação,

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Como a pandemia pode afetar o comportamento das crianças e adolescentes

Apesar de alguns casos preocupantes, os pequenos são pouco atingidos pela Covid-19. Mas a clausura pode deixar marcas para toda uma geração.

Apesar de alguns casos preocupantes, as crianças são pouco atingidas pela covid-19. Contudo, a avassaladora mudança comportamental a que todos foram submetidos, com o isolamento social e a quarentena (tradução para estar longe da escola, dos amigos, da hora do recreio, do olho no olho, do sorriso largo e do choro sincero), começa a chamar a atenção de profissionais de saúde, especialmente de psicólogos e psiquiatras. Desenha-se o que poderia ser apelidado, ainda que precocemente, de “geração pandemia”. Abre-se uma pergunta válida: o que pode vir a ocorrer com crianças afastadas não dos pais — dos avós, sim, insista-se —, mas dos professores, dos colegas e de tudo o mais? É a novíssima condição da geração pandemia.

Queda de dois ministros em apenas um mês deixa Saúde à deriva

Passados dois meses do reconhecimento pelo governo federal do estado de pandemia provocado pelo novo coronavírus, o Brasil ainda não tem uma coordenação centralizada nem uma estratégia clara — menos ainda, um discurso unificado para enfrentar a doença. Não tem sequer um ministro da Saúde, depois que dois deles caíram em um mês por desavenças com Jair Bolsonaro. O presidente deveria ser o líder da operação, mas se notabilizou por ser ele próprio um empecilho à mitigação do problema. Primeiro, combateu o isolamento social, a única forma efetiva de achatar a curva de novos casos de infectados, o que levou à queda de Luiz Henrique Mandetta. Depois, fez questão de impor o uso da cloroquina, medicamento que vende como uma solução mágica para o tratamento da Covid-19, coisa que a ciência está longe de ratificar. Isso precipitou a saída do substituto de Mandetta, Nelson Teich, que durou apenas 29 dias no cargo. Com as sucessivas trombadas e trocas no comando, os problemas na pasta se acumulam de maneira preocupante.

Regina Duarte: os bastidores dos últimos capítulos da novela no governo

Trocas ministeriais são comuns em todos os governos e, em geral, ocorrem por necessidade de mudanças administrativas ou ajustes políticos. No caso de Jair Bolsonaro, elas têm sido feitas de forma precoce e em ritmo mais frenético que o normal. Simbolizam o desastre em termos de gestão de um presidente que fez uma carreira política alicerçada na criação de factoides e ganhou visibilidade devido a propostas absurdas, opiniões chocantes e ideias radicais. Na chegada ao Palácio do Planalto, ele manteve a coerência e vem se guiando na escolha de alguns dos integrantes de seu gabinete mais pela intuição marqueteira do que por critérios técnicos. Ao brigar com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, por exemplo, o capitão precisava de um médico de renome para reduzir o mal-estar provocado pela saída de um profissional popular e respeitado. Tirou rapidamente da cartola o nome do oncologista Nelson Teich, mas a “solução” não durou nem um mês. Na Secretaria da Cultura, Bolsonaro tinha urgência em apagar o incêndio gerado pelo vídeo de inspiração nazista divulgado pelo dramaturgo Roberto Alvim, que comandava a área. A substituta, Regina Duarte, era um nome de impacto por sua trajetória no meio artístico. Pouco parecia importar o fato de a atriz ter zero experiência em assuntos de Brasília. Tinha tudo para dar errado. E deu mesmo.

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Que país é esse?

Brasil, mostra a tua cara

Jair Bolsonaro ataca a quarentena e defende medicamentos sem eficácia comprovada, estimulando a desobediência ao isolamento social, único meio capaz de frear a doença. Com isso, convence parte da população e desmobiliza esforços de governadores e prefeitos. O País caminha para se tornar o epicentro da pandemia no mundo.

Subdesenvolvimento não se improvisa. É obra de séculos, dizia Nelson Rodrigues. A piada continua válida, mas o presidente resolveu acelerar o processo. A sua ação política e pessoal, que nega a luta pela vida e ignora medidas como o isolamento social, aumenta o drama vivido pelo País. O índice de adesão à quarentena no País vem caindo desde março, e atingiu seu número mais baixo na última quarta-feira, segundo a plataforma In Loco — 41,7%, enquanto os especialistas recomendam 70%. O desgoverno de Bolsonaro tornou o País um pária na comunidade internacional, na rabeira do combate global à pandemia. Na última semana, o Brasil ultrapassou a barreira de mil mortes diárias. Mais de 20 mil brasileiros já perderam a vida.

Um crime tipificado

Denúncia do empresário Paulo Marinho expõe o principal motivo do esforço do presidente Jair Bolsonaro para controlar investigações na superintendência da Polícia Federal no Rio: proteger o filho Flávio no escândalo das rachadinhas.

O senador Flávio Bolsonaro está completamente enrolado. E sua história se complica mais a cada semana, conforme novos episódios, denúncias e depoimentos são revelados. Ficou claro que o presidente Jair Bolsonaro, com suas tentativas de controlar a Polícia Federal, conforme atesta a parte vazada do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, tenta de forma desesperada proteger o filho.

Operação Cloroquina

O presidente Jair Bolsonaro tem de ser preso pelo exercício ilegal da medicina: charlatanismo. Ele insiste em induzir a população à eficácia do medicamento cloroquina no combate à Covid-19. Antes essa substância fosse completamente inócua. Mas não é. Desenvolvida para o tratamento da malária, artrite reumatoide e lúpus, no caso do novo coronavírus o remédio pode causar danos irreversíveis – entre eles, a morte. É, assim, inadmissível a sua prescrição, como atestam estudos e conclusões dos principais pesquisadores da comunidade científica mundial.

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Desgoverno na Saúde

Como a instabilidade no Ministério da Saúde impacta o combate ao novo coronavírus.

O Palácio do Planalto tem se mostrado em desalinho com as orientações mundiais de combate ao vírus, e que foram adotadas pela pasta desde o início. A falta de unidade no discurso e as interferências do presidente Jair Bolsonaro resultaram em duas trocas de comando do ministério em menos de 30 dias e num completo desalento na gestão. Como consequência, funcionalidades e obrigações da pasta foram alteradas. Por último, uma nova determinação de uso da cloroquina em pacientes com covid-19 foi decretada por Bolsonaro num momento em que não há titular no ministério, apenas um interino, o general Eduardo Pazuello, especializado em logística.

Os retirantes do coronavírus
Desemprego causado por coronavírus provoca êxodo para Nordeste.

Com crise econômica causada por pandemia, parcela de população sem trabalho sai do Sudeste e volta para suas cidades de origem no Semiárido. Desempregados e desalentados, os nordestinos estão saindo de grandes centros, como São Paulo, e também de cidades médias do Sudeste em direção a seus locais de origem.

A vingança da vitrola em tempos digitais na forma de vinis caríssimos

A venda de alguns itens da coleção de Ed Motta por até R$ 45 mil expõe mais uma vez a força imorredoura dos LPs.

Na faixa-título de um de seus mais conhecidos LPs, O dia em que a Terra parou, de 1977, o cantor baiano Raul Seixas fez um exercício de futurologia, tentando a imaginação de seus ouvintes ao propor a possibilidade de que, numa data qualquer, “todas as pessoas, do planeta inteiro” resolvessem “que ninguém ia sair de casa”. Mais de 30 anos após a morte de Raul — e quase 43 depois do lançamento da canção —, a pandemia de Covid-19 tornou real a profecia do artista. E as pessoas, confinadas em suas residências, num clima de desolação e incerteza, se agarraram ao que tinham ao alcance das mãos — muitas vezes, seus velhos e novos LPs, que se alternam nas funções de objetos do desejo, depósitos de memórias e narrativas sonoras úteis em tempos difíceis.

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carta1CartaCapital

Impeachment

Políticos e personalidades explicam seu apoio à destituição do presidente Jair Bolsonaro.

Cloroquina

Os fanáticos bolsonaristas ignoram as mortes diárias no Brasil e endeusam um remédio sem eficácia comprovada.

Regina Duarte
A secretária que foi sem nunca ter sido deixa o cargo de forma humilhante e será chefiada por um ex-galã de Malhação.

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