Investigação contra pessoas ligadas a Lula é destaque nas revistas semanais

Envolvimento de familiares arrasta ainda mais o ex-presidente para o epicentro dos escândalos.

Da redação,
VEJAVeja

Os “chaves de cadeia” que cercam Lula

As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público sobre casos de corrupção atingem filhos, parentes, amigos, amigos íntimos, amigas íntimas e ex-assessores do ex-presidente.

Ameaçado, o petista tenta se defender e aumenta o grau de desconfiança e relacionamento com os aliados, suspeitando de armadilhas preparadas até mesmo de dentro do Palácio do Planalto. A aparente blindagem que o fez sair ileso de escândalos como o “Mensalão” dá sinais de ruptura com os novos fatos que vem sendo apurados pelos investigadores e se aproxima cada vez mais de Lula

A incômoda situação parece chegar perto do ápice, com o envolvimento de alguém que está ligado diretamente ao ex-presidente, o seu filho Luís Cláudio da Silva.

Rio 2016: um atraso de risco

O plano de segurança para a realização das Olimpíadas ainda não foi elaborado, apesar do longo tempo de preparação destinado para este fim. Apesar dos eventos de grande porte já realizado no Brasil terem transcorridos sem maiores problemas, preocupa a lentidão, aparentemente proposital, das autoridades em dar início a um projeto que já deveria estar perto da conclusão.

A suspeita, como já ocorreu em outros casos, é que com o atraso as contratações ocorram em caráter emergencial, com dispensa de licitações, deixando o custo dos serviços muito mais caros e ainda com a possibilidade de existir superfaturamento entre os responsáveis. Inclusive, o chefe de segurança da Rio 2016 (entidade que organiza os Jogos Olímpicos), Luiz Fernando Corrêa, é investigado pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa, que constatou um superfaturamento de R$ 18 milhões de reais durante a organização dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007.


ISTOE-Istoé

A resposta de Cardozo

Na semana em que viu o bombardeio contra ele se intensificar, o ministro da Justiça diz em entrevista que não aceita as pressões dos aliados, não irá favorecer amigos e que não abre mão dos valores democráticos e republicanos.

Desde que a Lava Jato passou a condenar e levar para a cadeia políticos do PT e empresários graúdos, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não teve mais sossego. Chefe funcional da Polícia Federal, principal braço da Operação que já entrou para a história do País por prender corruptos e corruptores considerados até então inatingíveis, o ministro virou alvo de uma saraivada de críticas – a maior parte delas oriunda do Partido dos Trabalhadores.

Nos últimos meses, Cardozo tem sido atacado de maneira inclemente por algo que deveria ser encarado como uma grande virtude sua: não interferir no trabalho dos agentes federais. Num país onde sempre prevaleceu a máxima “aos amigos, tudo; aos inimigos, os rigores da lei”, o zelo do ministro pelo artigo 5º da Constituição brasileira, segundo o qual todos deve ser iguais perante a legislação, nunca deveria ser considerado um demérito.

Negócios em família

Como empresários e lobistas montaram uma rede de proteção em torno dos filhos de Lula e passaram a bancá-los, em troca de benesses no governo. O envolvimento dos familiares arrasta ainda mais o ex-presidente petista para o epicentro dos escândalos.

Na política, se não forem estabelecidos limites, necessários à liturgia do cargo, a família tem grande potencial para gerar constrangimentos. Eventuais privilégios desfrutados por filhos dizem mais sobre os pais do que os próprios herdeiros. No Brasil, um país de oportunidades desiguais, regalias a parentes de políticos chamam muita atenção e, em geral, são consideradas inaceitáveis e despertam indignação e sensação de injustiça na população.

Com Lula tudo isso ganha uma dimensão maior. Como explicar, a não ser pelo raciocínio óbvio de que o caminho para uma vida de luxos, apartamentos caros e jatinhos foi pavimentado pelo pai poderoso, que filhos do ex-metalúrgico dono de um indefectível discurso ético acumularam dinheiro e posses, depois dele ascender à Presidência? Como sustentar o discurso de vítima de perseguição das elites se parte dessa mesma elite passou a bancar despesas pessoais de sua família? Por isso, o envolvimento de Luís Claudio da Silva arrasta ainda mais o ex-presidente para o epicentro dos escândalos investigados pela PF. E ele tem conhecimento disso. Não foi por outro motivo que o petista intensificou os petardos contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.


EPOCAÉpoca

O dinheiro suspeito

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), subordinado oficialmente ao Ministério da Fazenda, é a agência do governo responsável por combater a lavagem de dinheiro no Brasil. O relatório 18.340 da agência revela que o ex-presidente Lula, o ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff, Antonio Palocci, a ministra da Casa Civil no segundo mandato de Lula, Erenice Guerra, e o atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, entre outros petistas, movimentaram quase meio bilhão de reais em transações com indício de irregularidades.

Em uma matéria exclusiva, a revista Época esmiúça o relatório, explicando as movimentações financeiras do grupo e, em diversos casos, a incompatibilidade das transações com o patrimônio econômico dos envolvidos.


CARTACartaCapital

Discussão errada, obras certas

Do Porto de Mariel à barragem em Moçambique, o Brasil só tem a ganhar com a presença das empreiteiras no exterior.

Lula assombra a oposição

Ocorre o inevitável: descrença na política e desmanche dos partidos favorecem o líder petista.

Há mais de 12 anos a oposição tucana, após ser expulsa de um ciclo de poder de oito, procura com o apoio solidário da mídia um remédio para voltar a ocupar o Palácio do Planalto e os demais vetustos conservadores.

Para isso é preciso vencer Lula. A qualquer preço. Como não pode fazer o ex-presidente beber cicuta e, ainda mais, sem um programa alternativo de governo convincente, a dita oposição sentou-se ao piano para tocar o samba de uma nota só: corrupção.

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