Em tempos de coronavírus, home office vira solução generalizada

Reportagem da Istoé mostra que pandemia impõe novas rotinas, comportamentos e hábitos.

Da redação,

istoe1ISTOÉ

A era do home office

Como o trabalhado em casa está impactando a vida das empresas e das pessoas, por conta da pandemia. As videoconferências se tornam a principal forma de comunicação do mundo corporativo e até da política, permitindo a superação do isolamento social.

O coronavírus é um micróbio disruptivo. Sua capacidade de romper rotinas, alterar a realidade, impor novos comportamentos e hábitos é notável. O medo de contágio, o aumento exponencial no número de doentes, o distanciamento social e o crescente isolamento das pessoas em todo o mundo estão estabelecendo, por exemplo, novas práticas de trabalho e exigindo soluções tecnológicas que antes eram opcionais e, do dia para a noite, se tornam obrigatórias para milhões de pessoas. O que era típico, até agora, de empresas de internet, virou padrão.

E pode ser que isso se perpetue, dependendo do desenvolvimento da pandemia, para muitos profissionais. Quem se adaptar bem ao trabalho remoto vai ter um trunfo em inúmeras funções da sociedade. Teleconferências de baixo custo e com dezenas de participantes são a bola da vez no mercado, na política e nas famílias.

Pela primeira vez na história do Senado, uma decisão foi tomada em uma votação à distância, feita por teleconferência. Votou-se o decreto de calamidade pública para combater a disseminação do coronavírus que foi aprovado por unanimidade e entrou imediatamente em vigor. Na terça-feira 24, cinco dias depois, o Senado usou o mesmo Sistema de Deliberação Remota (SDR), para votar a Medida Provisória 899/2019, que inclui empresas optantes do Simples em um programa de acertos de pendências com a União. A decisão de votar remotamente foi tomada depois que três parlamentares da casa contraíram o coronavírus: o presidente Davi Alcolumbre (DEM), Nelsinho Trad (PSD), que esteve na comitiva para Miami com o presidente Jair Bolsonaro, e Prisco Bezerra (PDT). O sistema de debate e votação foi desenvolvido pela Secretaria de TI do Senado, a Prodasen.

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veja1VEJA

A salvação pela ciência

A bilionária corrida dos melhores laboratórios do mundo em busca da vacina e de tratamentos adequados para combater o coronavírus

“Testes, testes, testes.” Assim, com a repetição de três pequenas palavras, como um refrão, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, resumiu a postura mais adequada para combater a pandemia de Covid-19 — de mãos dadas com o distanciamento social, impositivo e inegociável. Os testes são vitais para quebrar as cadeias de transmissão, ao separar saudáveis de enfermos, e para organizar o fluxo nos hospitais. Não por acaso, em gesto louvável, a mineradora Vale fechou a compra de 5 milhões de kits chineses, que apontam positivo ou negativo a partir da detecção de anticorpos, para doá-los ao governo brasileiro.

Uma startup de Curitiba, a Hi Technologies, desenvolveu um equipamento que oferece respostas em até quinze minutos — que em breve começará a chegar às farmácias e aos serviços de saúde. Testar, testar e testar é, enfim, o primeiro passo do mais extraordinário movimento científico e médico de toda uma geração, na luta contra uma doença respiratória que, até a quinta-feira 26, tinha acometido mais de 520 000 pessoas no mundo inteiro, com mais de 20 000 mortes, das quais 77 no Brasil.

A corrida global, para além do compulsório diagnóstico dos doentes, tem duas frentes: a busca por uma vacina e, enquanto ela não surge, o aperfeiçoamento de tratamentos já existentes e a criação de outros remédios. É uma engrenagem emocionante e bilionária (apenas na primeira semana de março, os fundos globais para pesquisa e desenvolvimento de crises arrecadaram 3,5 bilhões de euros, o equivalente a 19 bilhões de reais).

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epoca1ÉPOCA

O futuro incerto que o coronavírus reserva ao Brasil

Enquanto o presidente e o ministro sugerem o fim do isolamento, cientistas preveem proliferação mais acelerada do patógeno em São Paulo, Rio e Distrito Federal

A Covid-19 avança mais depressa no Brasil do que a maioria das previsões indicava até agora. As mais recentes análises da evolução da epidemia, apresentadas na quarta-feira e antecipadas pelo site de Época, indicam uma situação gravíssima à medida que a pandemia se estabelece nas capitais e nos municípios do interior.

Análises do especialista em modelagem computacional Domingos Alves, líder do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), que trabalha com vários pesquisadores de universidades no Brasil, indicam que nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília o vírus se propaga muito mais rapidamente do que se projetava há 20 dias. Somadas, as três poderiam chegar a 16 mil casos já na próxima semana. Porém, medidas de isolamento social podem reduzir esse número.

“Estamos vivendo uma crise sem precedentes na saúde pública mundial. As medidas restritivas adotadas em diversos países baseadas nos estudos científicos vêm dando resultados concretos. Acreditem na ciência! Ela pode nos ajudar a reduzir o sofrimento e salvar vidas. Permaneçam em casa”, diz o artigo assinado por alguns dos mais respeitados e experientes especialistas em saúde do país. O artigo é assinado por Afrânio Kritski (UFRJ), Domingos Alves (USP), Guilherme Werneck (UFRJ), Mauro Sanchez (UnB), Rafael Galilez (UFRJ), Roberto Medronho (UFRJ) e Ivan Zimmermann (UnB).

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília atuam como eixos de disseminação da infecção para outras partes do país, mostra a projeção do grupo de Alves. O momento atual sugere que estamos à frente de uma situação de gravidade sem precedentes na história recente do país, destacam os cientistas. Em cerca de três meses desde o início da epidemia da Covid-19 na China, no final de 2019, já ocorreram mais de 400 mil casos no mundo e 18 mil mortes. É certo que esse número se multiplicará nos próximos meses. No Brasil, já foram confirmados quase 3.000 casos e 77 óbitos por Covid-19 em apenas duas semanas após a confirmação da transmissão comunitária da infecção nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

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carta1CARTA CAPITAL

A Ameaça Bolsonaro

O ex-capitão perde a batalha, fica isolado em sua irresponsabilidade, mas ainda representa um perigo ao combate à pandemia

- Entrevista com Ciro Gomes: "É preciso resistir às loucuras de Bolsonaro"

- No ataque à quarentena, Bolsonaro está isolado no mundo: Trump, Johnson e o prefeito de Milão já admitiram o equívoco de privilegiar a retomada da atividade econômica em vez da saúde.

- Reportagem de Rodrigo Martins:"Os desassistidos ao Deus dará".

- Coronavírus:A responsabilidade em tempo de epidemia é de todos nós.

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