Conjunto de propostas fiscais apresentados por Dilma é destaque da Istoé

De acordo com a revista, pacote de ajuste se limita a tungar o bolso do contribuinte e deflagra a guerra pelo impeachment.

Da redação,

istoeIstoÉ

Dilma quer que você pague a conta

Na última semana, a presidente Dilma Rousseff apresentou ao País um conjunto de propostas fiscais indecentes, em que combinou aumento de impostos com medidas para eliminar despesas recheadas de esperteza política. Mas não foi necessário destrinchar o improvisado plano para perceber logo de cara quem a presidente havia escolhido para pagar a conta da irresponsabilidade fiscal que ela e a fracassada gestão petista legaram ao Brasil: você, o contribuinte. Com a recriação da famigerada CPMF, o governo planejou arrecadar R$ 32 bilhões – quase metade do pacote fiscal – a partir da cobrança de 0,2%  sobre cada transação bancária do brasileiro. Numa espécie de barganha com o dinheiro alheio, Dilma teve a ousadia de propor ainda o aumento da alíquota do imposto para 0,38%, em negociação com os governadores.

Freio na corrupção

Há dois anos a Ordem dos Advogados do Brasil questionou no Supremo Tribunal Federal a legalidade de doações de empresas para campanhas eleitorais de políticos e partidos. Como ao STF cabe decidir sobre matéria constitucional, a OAB foi ao endereço certo, ponderando que tais doações ferem a isonomia consagrada pela Constituição e, a partir daí, escancaram as portas à corrupção – afinal, ninguém dá dinheiro a troco de nada. Foi sobretudo esse ponto, o do “desequilíbrio do jogo político”, que pesou para que na quinta-feira 17 o STF proibisse por oito votos a três as doações saídas dos cofres de empresas. Há poucos dias o Congresso aprovara lei oposta, admitindo esse tipo de doação, mas limitando-a a R$ 20 milhões. A presidente Dilma tem até o final do mês para vetar ou não essa lei. “Aquele que detém maior soma de recursos é o que possui melhores contatos com empresas e representa esses interesses, não o legítimo interesse do povo”, disse a ministra Cármen Lúcia.


vejaVeja

Estado Brasileiro – Um monstro que devora riquezas

Nathalia Watkins comenta um estudo interessante sobre a fórmula da prosperidade, em que fica claro que não basta ter capital para prosperar, pois é necessário ter, acima de tudo, capital humano, instituições sólidas e confiáveis e um governo eficiente. Termina lembrando de uma lição importante: “Uma pessoa que deixa um país pobre por um rico não está indo atrás de dinheiro, e sim das qualidades que fazem o suor do seu trabalho valer mais. Simples assim”.

Brasil

Campanha de Dilma recebeu R$ 6 milhões do petrolão, diz deputado

O deputado Fernando Francischini (SD-PR) vai pedir na segunda-feira a convocação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para prestar depoimento na CPI da Petrobras. Preso desde janeiro, o ex-diretor tenta negociar delação premiada com o Ministério Público Federal. Francischini diz que teve acesso à proposta de delação feita por Cerveró. Trata-se de uma espécie de "cardápio" com os tópicos que o candidato a delator se propõe a esclarecer caso feche o acordo com os procuradores da República.

Economia

Dólar sobe quase 2% e atinge maior valor desde 2002: R$ 3,95

Instabilidade política e econômica levam moeda à segunda maior cotação da história do real.

Justiça determina que Unimed nacional assuma clientes da Paulistana

A Justiça concedeu na quinta-feira uma liminar que responsabiliza a Central Nacional da Unimed a garantir atendimento aos consumidores da Unimed Paulistana, caso a operadora não consiga prestar o serviço. A decisão atende ao pedido do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que ingressou com uma ação civil pública no dia 10 de setembro. A regra será aplicada a partir do momento de sua publicação, no começo da semana que vem, e valerá até que a carteira de clientes seja vendida. Cabe recurso da decisão.

Os paralelos entre o dólar recorde de 2002 e o de 2015

O dólar alcançou nesta sexta-feira a segunda maior cotação da história do real ao fechar o dia negociado por 3,958 reais. Esse valor só é menor que o do pregão do dia 10 de outubro de 2002, quando a moeda americana fechou a 3,990 reais. Mesmo com a longa distância entre as datas - quase treze anos -, é possível traçar alguns paralelos. E eles se resumem em uma palavra: incerteza.


epocaÉpoca

A presidente sem poder - Existem, na política, líderes e governantes comuns. Os líderes se diferenciam dos governantes comuns pela maneira com que enfrentam crises. Eles veem, nos momentos difíceis, oportunidades para unir o país em torno de reformas amplas, necessárias, estruturais. Ou seja, têm a coragem de fazer o que tem de ser feito. Os casos de Bill Clinton e Margaret Thatcher, que enfrentaram crises econômicas e recolocaram seus países no rumo, são inspiradores. Quando o Brasil perdeu o selo de bom pagador, segundo a classificação da agência Standard & Poor’s, configurou-se no país uma situação parecida. Como se dizia nos tempos em que havia orelhão, caiu a ficha de que havia uma crise grave – e o fato deixou sem discurso mesmo os que, por miopia ou conveniência política, teimavam em negá-la. Há a crise, e há a consciência clara do que tem de ser feito. Economistas de diversos matizes, incluindo Bernard Appy, que trabalhou sete anos em governos petistas, concordam no básico: é hora de cortar gastos no curto prazo, fazer uma reforma estrutural no longo prazo e evitar aumentos de impostos que possam piorar ainda mais a situação. Dilma Rousseff, no entanto, não foi a líder que os brasileiros esperavam, ou precisavam. Sabendo o que precisava ser feito – cortar despesas –, não o fez. Sabendo o que não deveria ter feito – aumentar impostos –, apresentou um pacote que se assenta sobre um tributo cuja implantação trará, entre outros efeitos, a alta nos preços e o aumento do desemprego.

Investigação

Sob questionamento do TCU, inauguração do Campus do Cérebro é adiada para 2016

O Campus do Cérebro, promessa de polo de ensino, pesquisa e extensão em neurociência em Macaíba, no Rio Grande do Norte, seria inaugurado neste semestre de 2015. Seria. Ficou para o segundo semestre de 2016. O projeto, que tem como pai o renomado neurocientista Miguel Nicolelis, dinheiro público dos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e participação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), coleciona conflitos entre responsáveis, problemas e atrasos.

Expresso

Deputados poderão usar cota para aluguel, e auxílio-moradia sobe para R$ 6 mil

Em tempos de ajuste, a Câmara não se cansa de dar “boas novas” aos deputados. Atendeu a um pleito e permitiu que até R$ 1.747 da verba indenizatória seja complementada com auxílio-moradia. Com isso, os 120 deputados que não ocupam imóveis funcionais poderão receber até R$ 6 mil por mês por indenização com aluguel. Antes, o valor era de R$ 4.253.


cartaCarta Capital

Malabaristas em apuros

Dilma entre dois fogos

Segundo um preceito bíblico, não se pode servir a dois senhores. É uma regra adaptável à situação vivida neste momento pela presidenta Dilma Rousseff. Essa doutrina religiosa descreve o destino de quem adota a ambiguidade: ou vai odiar um e amar outro, ou se dedicar a um e desprezar o outro.

Esse é o dilema ao qual a presidenta está submetida a partir das anunciadas medidas econômicas. Ela terá de resolver as contradições impostas a ela. Há fortes reações ao “pacote”. O PT, os movimentos sociais, os sindicatos de trabalhadores e, naturalmente, a oposição.

Documento de executivo da Camargo Corrêa cita “taxa” em obra de SP

A Camargo Corrêa se encontra praticamente livre da Operação Lava Jato depois de ter assinado um acordo de leniência com o Ministério Público Federal e um termo de cessação com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Seu executivos, com exceção de João Auler, fizeram delações premiadas e tiveram as condenações reduzidas a cumprimento de pena em regime domiciliar.

No entanto, um exame detalhado nas buscas e apreensões em documentos encontrados na casa do ex-presidente da empresa, Dalton dos Santos Avancini, mostra que se houver interesse dos órgãos de investigação de São Paulo, ainda há muita lenha para queimar. 

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