Como Bolsonaro quer transformar o perfil do Supremo Tribunal Federal

Presidente indica novo ministro e inicia um movimento que pretende mudar 'progressismo' na mais alta Corte do país.

Da redação,

Veja

veja_041020A vez dos conservadores: os planos de Bolsonaro para transformar o perfil do STF
Presidente indica Kassio Nunes Marques e dá início a um movimento de mudança na mais alta Corte do país, considerada por ele progressista demais e hostil ao governo.

Jair Bolsonaro nunca escondeu o seu desapreço pela atual composição do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a campanha, ele disse que poderia ampliar de onze para 21 o número de ministros a fim de colocar “dez isentos” na Corte. Já empossado presidente da República, participou de uma manifestação, em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília, que, entre outras coisas, pregava o fechamento do STF. Em um episódio singular, impedido de nomear Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, o que classificou como uma interferência indevida no governo, cogitou desrespeitar a decisão judicial e bradou, entre irritado e ameaçador: “Acabou, p…!”.

Os tempos de beligerância explícita (ainda bem) foram deixados de lado, mas não os planos de mudar a mais alta Corte do Poder Judiciário. Com a aposentadoria do ministro Celso de Mello no próximo dia 13, Bolsonaro fez a sua primeira indicação para o STF. O escolhido foi o desembargador Kassio Nunes Marques, de 48 anos, que não figurava em nenhuma lista de favoritos. A surpresa tem múltiplas explicações. A prioridade, segundo o presidente havia declarado publicamente, era nomear alguém de perfil conservador, capaz de defender no tribunal posições caras ao bolsonarismo em temas como o aborto e o armamento. Na verdade, o plano é bem mais abrangente.

A guerra de Gilmar Mendes com a Lava-Jato no Rio
O ministro do STF cobra explicações sobre investigação clandestina envolvendo um ministro do STJ e força-tarefa tenta constrangê-lo.

Pesquisas indicam que o confinamento fortaleceu os laços familiares
Sim, a quarentena gerou stress entre habitantes da mesma casa, mas pais e filhos estão saindo dessa com conexões mais firmes.

Pessoas que coabitam debaixo do mesmo teto conhecem bem a rotina umas das outras, entendem quando alguém está esfuziante ou em maré baixa e sabem quais são suas grandes aspirações, certo? Não necessariamente — e isso ficou cristalino quando veio a pandemia e, de supetão, o dia a dia familiar ficou de pernas para o ar, evidenciando quanto estar lado a lado nem sempre é sinônimo de intimidade e revirando arran­jos que pareciam imutáveis. Assim que o confinamento tornou-se inevitável, pais abraçaram o home office; os filhos, o ensino a distância; todos passaram a respirar um único ar; a pressão subiu; e o resto já virou história. Houve excesso de convívio, stress, brigas e até separações. Mas o que emergiu daí, agora que o cotidiano começa, lentamente, a voltar à normalidade, são laços profundamente repaginados pelas circunstâncias e, em geral, mais firmes.

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istoeIstoé

O reino dos aloprados
De repente veio uma ofensiva ideológica e os ventos do obscurantismo tomaram a Nação. Não há dia em que o Ministério do governo Jair Bolsonaro não produza um atentado à natureza, às minorias, à ciência ou ao bom senso. Conquistas fundamentais das últimas décadas estão sendo jogadas no lixo e tratadas como empecilhos ao projeto autoritário do presidente. Professores são destratados por quem deveria respeitá-los. Homossexuais são ofendidos e considerados como doentes. O País se submete de uma forma abjeta aos interesses dos Estados Unidos. E a cloroquina se impõe como símbolo do negacionismo. Enquanto isso, as florestas pegam fogo.

Um nome de Flávio Bolsonaro no STF
O presidente Jair Bolsonaro surpreendeu o mundo jurídico ao desistir de nomear um ministro “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federal (STF) e indicou esta semana o católico Kassio Nunes Marques para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do decano Celso de Mello, que deixa o tribunal na próxima terça-feira, 13. Entretanto, a indicação foi realizada pelo filho 01 de Bolsonaro, que deseja ter um aliado na Corte para atenuar sua complicada situação penal.

150 “Lulas” e “Bolsonaros”
Sem propostas, candidatos usam o nome do presidente e do petista para tentar a sorte, mostrando a degradação do processo eleitoral. Pandemia e mandatário sem partido tornam essa disputa atípica.

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epocaÉpoca

Confronto sem precedentes
Os sinais alarmantes que a disputa eleitoral dos Estados Unidos traz para o Brasil e o mundo.

Mesmo no melhor dos tempos, organizar eleições num país de dimensões continentais com 330 milhões de habitantes seria uma tarefa difícil. Mas os tempos não são normais, e, faltando apenas um mês para escolher um presidente, os Estados Unidos definitivamente não são um país normal. Mais de 200 mil cidadãos já morreram numa pandemia que continua afligindo todos os aspectos da vida nacional, a economia está dizimada, o país é governado por um dirigente autoritário acusado de ser racista e corrupto e uma crescente polarização política e racial tem levado a confrontações e mortes nas ruas.

A votação marcada para o dia 3 de novembro não é apenas uma disputa normal entre Donald Trump e Joe Biden, republicanos e democratas, para eleger o presidente, os 435 representantes da Câmara de Deputados e um terço do Senado. Para muitos, vai determinar também se os Estados Unidos continuam como país democrático ou entram no caminho ao absolutismo, com Trump no papel de máximo caudilho. Outros ainda consideram a eleição a mais importante desde 1860, quando a vitória de Abraham Lincoln desencadeou uma guerra civil. “A escolha não pode ser mais clara”, declarou Biden, em agosto, retratando a votação como uma batalha entre “luz e trevas”. “Não se engane: apenas por meio da unidade nacional é que podemos vencer esta temporada de escuridão na América.”

Doutores cloroquina
Quem é o empresário que montou e dá apoio a grupo a favor do uso da cloroquina contra a covid-19.

Na visão de Carlos Wizard, o homem de negócios com ligações com o governo Bolsonaro, esse grupo médico seria “um movimento nacional, para trabalhar de forma voluntária, porém alinhada às políticas do Ministério da Saúde, defendendo sempre o tratamento precoce. Na narrativa apresentada pelo empresário, uma das motivações para a criação do grupo era de fundo emocional. Ele perdeu um sobrinho morto por Covid-19 em junho e acredita que ele poderia ter sido salvo caso tivesse recebido o tratamento precoce com hidroxicloroquina e azitromicina. Sem possuir formação médica e vendo que esse protocolo de tratamento não tinha endosso de instituições acadêmicas nem associações médicas brasileiras, o bilionário partiu para montar a lista de médicos por conta própria.

O uso precoce de cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina contra a Covid-19 foi amplamente aceito em caráter experimental em março. Por representar uma possível saída, foi prontamente incorporado ao discurso de chefes de Estado, dentre os quais o presidente Jair Bolsonaro e o americano Donald Trump. Posteriormente, muitos estudos clínicos controlados das drogas falharam em validar a terapia.

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carta1CartaCapital

Felipe Neto não deixa barato
Escolhido um dos 100 mais influentes do mundo, o Youtuber fala da descoberta da política, da perseguição bolsonarista, da inércia da oposição, etc.

Rachadinhas
A denúncia contra Flávio Bolsonaro aponta peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Empresários
Preocupados com o meio ambiente e desmonte do país, banqueiros e líderes industriais mobilizam-se.

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