Como a pandemia amplia a crise da desigualdade social no Brasil e no mundo

Veja destaca que crise na saúde potencializou visão pessimista sobre o tema.

Da redação,
veja1Veja

A busca pelo equilíbrio

A pandemia que desligou o motor do planeta durante meses proporcionou uma visão sem precedente da desigualdade, doença social com a qual a humanidade convive, em vergonhosa desatenção, há séculos. Cada vez mais, no entanto, pesquisas e estudos ressaltam que a disparidade de renda não é só um problema dos pobres, a quem um dia, não se sabe quando, a prosperidade geral do país vai beneficiar. Ela é, isso sim, um freio para o crescimento, ao espremer a ampliação da classe média entre bilionários, de um lado, e miseráveis, do outro, e impedir uma multidão de acessar os bens e serviços que movem o progresso. Conseguir que as distorções retrocedam é tarefa difícil, que não se resolve com uma bala de prata, mas necessária. E o momento, por mais paradoxal que pareça, pode ser apropriado. Na história da humanidade, são justamente as sociedades no fundo do poço econômico, muitas vezes em decorrência de uma calamidade, que costumam ser bem-sucedidas nesse esforço.

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epoca1Época

Mulher de bens

Durante a década em que esteve com Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, a segunda ex-mulher do presidente, conseguiu proporcionar segurança financeira para boa parte de sua família — no total, foram 18 parentes empregados em gabinetes do clã Bolsonaro em algum momento desses dez anos, e muitos deles seguiram nos cargos mesmo depois do fim do relacionamento. Mas ninguém registrou uma evolução patrimonial como a dela própria, investigada junto com boa parte da parentada no escândalo das “rachadinhas”, a conhecida prática de devolução de salários de assessores aos políticos que os contrataram. As apurações envolvem não só as gestões de Flávio Bolsonaro, mas também de Carlos, de quem Ana Cristina foi chefe de gabinete por sete anos.

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istoe1Istoé

O desmonte do Estado

A resposta desastrosa de Jair Bolsonaro à pandemia, que já provocou quase 80 mil óbitos e mais de 2 milhões de casos, evidencia o desmantelamento do Estado. O mandatário enfraquece os ministérios, os serviços públicos e as instituições. Saúde, Meio Ambiente, Educação, Assistência Social e Cultura são algumas das áreas que enfrentam paralisia e desmanche. O Judiciário e órgãos de controle também são afetados. Sócios do fracasso ao preencherem diversas funções-chave na gestão, os militares são cada vez mais questionados. O dilema das Forças Armadas, que estão sendo engolfadas na crise, ficou patente na manifestação do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, em live da ISTOÉ. Para ele, os fardados estão se associando a um genocídio no combate à Covid-19, junto com o presidente, que pode responder no Tribunal Penal Internacional ao praticar ações negacionistas e anticientíficas. Isso aumenta a pressão de oficiais da ativa pela separação da imagem do Exército e do governo.

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carta1Carta Capital


Os impostores

A edição desta semana da revista Carta Capital trata dos impostores da “nova política”, como o MBL e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

A publicação traz também uma conversa entre a deputada federal Luiza Erudina e o diretor de redação, Mino Carta.


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