Aborto volta à tona nas principais publicações

Tema ganhou manchetes após menina estuprada por tio realizar interrupção de gravidez em meio à polêmica.

Da redação,

EPOCA1Época

Infância roubada

Uma suspeita de gastrite levou Beatriz*, de 9 anos, acompanhada da mãe, empregada doméstica na cidade de São Paulo, a uma Unidade Básica de Saúde em busca de ajuda médica. O que parecia ser um incômodo no estômago se converteu num diagnóstico difícil de crer: uma gravidez num corpo tão pequeno e frágil. O resultado dos exames revelou uma violência perpetrada dentro de casa, pelo próprio padrasto da criança. Encaminhada para um centro de referência, a menina já beirava as 20 semanas de gestação. Todos os procedimentos necessários para fazer o aborto previsto em lei, seguindo a vontade dela e de sua mãe, foram cumpridos com a celeridade que o caso exigia. Em menos de 15 dias, ela passou pela interrupção da gravidez e pôde, então, tentar retomar a infância marcada por uma agressão atroz.

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VEJA1Veja

Eu fiz aborto

Em meio ao enfrentamento de duas enormes crises, a sanitária e a econômica, ficou um pouco fora de cena outro drama nacional da atualidade, o do retrocesso civilizatório. De combate não menos urgente, essa onda obscurantista que vem avançando nos últimos anos tem múltiplas facetas, começando no nível folclórico do terraplanismo e adquirindo um nível perigoso quando ajuda a insuflar temas como a nostalgia do autoritarismo. No campo comportamental, não é diferente. Nos últimos dias, o país viu com estupefação outro exemplo desse fenômeno preocupante e que mostra como o Brasil está parado no tempo no debate sobre um tema crucial: a descriminalização do aborto. Para ter direito a um dos poucos casos em que a lei permite a interrupção da gravidez, uma garota de 10 anos, abusada em casa pelo próprio tio, enfrentou uma autêntica via-crúcis. Não bastasse o ataque violento e repugnante, a menina e a avó paterna, que a acompanhava, como se fossem elas as criminosas, tiveram de agir na clandestinidade para driblar as pressões de grupos religiosos e as dificuldades encontradas na rede de saúde pública de seu estado, o que as obrigou a viajar 1 630 quilômetros em busca de atendimento. Para entrar com segurança no hospital, a criança foi colocada dentro do porta-malas de um carro. Saiu de lá também escondida. O horror, o horror.

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ISTOE1Istoé

Voltar ou não às aulas? A pandemia e o isolamento social colocaram a educação num impasse. Ou ela se transforma, porque o velho mundo acabou, ou ela não vai mais funcionar. As coisas nunca mais serão como antes e é preciso recuperar o tempo de aprendizado que está sendo perdido e estabelecer uma estratégia de retomada. É um momento de alta tensão, mas há luz no horizonte. Será necessário um trabalho duro e capacidade inovadora para superar as consequências do isolamento prolongado e oferecer para as crianças e adolescentes novas perspectivas de ensino. A volta das atividades presenciais está se iniciando em algumas cidades e, em outras, existe muita incerteza e preocupação sobre um eventual retorno. Mas independentemente do momento da retomada, o ensino, daqui para frente, se tornará cada vez mais híbrido, combinando atividades presenciais e não presenciais.


CARTA1Carta Capital


Bolsonaro 1 e 2

“Em público, afaga Paulo Guedes e os mercados. Em particular, abandona agenda ultraliberal que o elegeu, abraça a popularidade momentânea e só pensa em 2022”. Revista Carta Capital estampa o presidente da República em sua matéria, mostrando as diferentes ‘faces’ de Jair Bolsonaro.


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