2018 foi mais um ano sangrento e marcado por atentados terroristas

Gastos antiterrorismo não focam prevenção e pouco adiantam contra os ataques.

Da redação,
EFE/ Hedayatullah Amid
Forças de segurança inspecionam local onde houve atentado suicida no Afeganistão; Estado Islâmico reivindicou ataque.

SELO-RETROSPECTIVA-2018O ano de 2018 foi mais um ano sangrento e marcado por atentados terroristas em vários países.

No Afeganistão, em abril, quase 60 civis, a maioria xiitas, foram mortos e 119 ficaram feridos em um atentado suicida na capital Cabul.

Dias depois, um duplo atentado no centro de Cabul matou 25 pessoas, nove delas jornalistas, enquanto 49 ficaram feridas. Os dois ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico.

Em julho, pelo menos 15 pessoas morreram e 60 ficaram feridas em um atentado suicida perto do aeroporto internacional de Cabul, onde minutos antes havia aterrissado o avião no qual retornava do exílio na Turquia o vice-presidente afegão e antigo senhor da guerra, Abdul Rashid Dostum.

Ainda no Afeganistão, o grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria de um ataque contra uma escola em um bairro de maioria xiita de Cabul, que deixou em agosto pelo menos 34 mortos e 56 feridos.

ataque-suicida-H

Pelo menos 32 pessoas morreram e outras 128 ficaram feridas em setembro em um ataque suicida durante uma manifestação para pedir a demissão de um comandante da polícia na província de Nangarhar, no leste do país.

No oeste do Paquistão, pelo menos 128 pessoas morreram e 122 ficaram feridas em um atentado a bomba causado por um terrorista suicida durante um comício eleitoral na província do Baluchistão, em julho.

No mesmo mês, pelo menos 31 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas em um atentado suicida perto de um colégio eleitoral na cidade de Quetta, em ataque no dia de eleições gerais no Paquistão.

Um atentado no Irã deixou 25 mortos, além de 60 feridos, em setembro. O atentado contra um desfile militar na cidade de Ahvaz, no sudoeste do país foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico, mas as autoridades iranianas responsabilizaram o movimento separatista árabe Alahvazie.

Em outubro, um estudante matou 19 pessoas e feriu outras 40 na cidade de Kerch, na península da Crimeia, em um ataque com bomba na escola técnica onde estudava. Ele se suicidou em seguida, segundo o Comitê de Instrução da Rússia.

O ataque aconteceu no Instituto Politécnico de Kerch, um dos mais prestigiados da cidade. O autor do massacre, identificado como Vladislav Rosliakov, de 18 anos, chegou ao centro de ensino com duas mochilas e armado com uma escopeta.

sinagoga-H

No final de outubro, atentado ocorrido em uma sinagoga na Pensilvânia, nos Estados Unidos, deixou 11 mortos e seis feridos. O crime ocorreu por volta das 10h (11h em Brasília) quando Rob Bowers, que foi detido, entrou no templo da Congregação da Árvore da Vida em Pittsburgh e começou a atirar e a gritar: "Todos os judeus devem morrer!".

Na França, em dezembro, um atentado a um mercado de Natal de Estrasburgo deixou três mortos. A polícia informou que matou o suspeito.

Tags: atentados terroristas
A+ A-