Prefeitos pedem “maleabilidade” do Ibama nos municípios

Fechamento e multas devido a matadouros e lixões vêm preocupando gestores; cobrança será realizada em reunião com bancada federal.

Júlio Pinheiro,
Os prefeitos dos municípios do Rio Grande do Norte têm mais um apelo para a bancada federal do estado, com quem estarão reunidos na próxima segunda-feira (16): pedir a maleabilidade do Ibama com relação aos problemas enfrentados nos matadouros e lixões públicos. De acordo com Federação dos Municípios do estado (Femurn), não está havendo tempo hábil para regularização dos locais.

O presidente da Femurn, prefeito de Lajes Benes Leocádio, explica que vários matadouros e lixões espalhados pelo interior estão em condições precárias, mas que, segundo ele, as ações do Ibama em multar e fechar os estabelecimentos é realizada de forma imediata, sem que os prefeitos possam se defender ou adequar os locais.

“Não está sendo dado prazos para o ajustamento dos locais ou até mesmo para a defesa. Estão sendo aplicadas multas pesadas e os prefeitos estão com situações difíceis”, explicou o prefeito de Lajes.

De acordo com Leocádio, a situação é mais crítica na região do Seridó, onde mais matadouros e lixões foram fechados ou desativados pelo órgão fiscalizador. Em alguns casos, ainda segundo o presidente da Femurn, há obras de melhorias em curso, mas a fiscalização não dá prazo para a solução.

“Em Serra Negra do Norte, por exemplo, o município teve o lixão e matadouro fechados, foi multado em R$ 130 mil, mas já estava construindo um novo matadouro”, disse Benes Leocádio.

Na reunião com a bancada federal potiguar, o prefeito estará com aproximadamente 70 prefeitos e, juntos, farão o apelo para que os parlamentares intervenham na questão e solicitem que o Ibama mais maleabilidade na questão dos matadouros e lixões.
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