José Rangel: votos no eleitorado "esclarecido"

Candidato com penetração nas classes A e B, tem dificuldades para se comunicar com os mais pobres.

Josenildo Carlos,
Cedida
José Rangel: deficiências na comunicação com o eleitorado
Em 2002, o consultor do Sebrae e líder empresarial José Rangel de Araújo se candidatou a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores. Nunca antes havia disputado um cargo eletivo, mas obteve 8.872 votos. Em 2004, disputou a Prefeitura de Caicó também pelo PT. Foi a primeira vez que um candidato de esquerda conseguiu um bom desempenho nas urnas.

Apesar de ficar em último lugar entre as três candidaturas que disputavam o pleito, saiu das urnas com 6.126 votos. Algo inimaginável até então para um esquerdista. Saiu do PT e ingressou no Partido Verde, disputando novamente uma vaga na Câmara Federal no ano passado. Foi o 15º candidato mais votado no Estado com 18.572 votos.

É notório que Rangel tem como eleitor principal aquele cidadão de maior escolaridade. O chamado “eleitor esclarecido”. Mas se o empresário tem facilidade em se comunicar com o eleitor das classes A e B, o mesmo não acontece com a população dos bairros pobres de Caicó.

Rangel possui duas particularidades em seu discurso que desagradam o "povão" e apavoram qualquer marqueteiro político. Primeiro, sua fala é rápida e ansiosa. Deficiências graves para qualquer político.

Para completar, sua linguagem é de difícil compreensão. Por ser consultor do Sebrae e conviver no meio empresarial, costumar usar termos técnicos em entrevistas no rádio. Também mantém, mas com menor intensidade, o ranço do discurso de sindicalista dos tempos de PT.
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