Garibaldi Filho rompe com Henrique Alves

Ex-senador do MDB diz que não há motivo para manter relação com primo após ele admitir que votou em Benes Leocádio para deputado federal em 2018, prejudicando o filho Walter Alves.

Da redação,

garibaldi_rompe_370O ex-senador Garibaldi Alves Filho (MDB) tornou público hoje (3) o rompimento político com o primo e ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (MDB).

Segundo Garibaldi, não há motivo para manter uma relação com Henrique após ele ter afirmado que votou em Benes Leocádio para deputado federal em 2018, em vez de votar em Walter Alves, filho do ex-senador.

Henrique Eduardo Alves admitiu que votou em Leocádio na entrevista que concedeu ao ’12 em Ponto’, da 98 FM, rompendo um silêncio que manteve desde sua prisão na Operação Sépis, um dos desdobramentos da Lava Jato.

Garibaldi já havia dito a Henrique que o MDB não lhe dará legenda para concorrer à Câmara dos Deputados, porque a prioridade é a reeleição de Walter Alves.

O ex-senador admite que a situação com Henrique não é fácil, mas o assunto está a cargo da executiva estadual do MDB, comandada por Waltinho.

Henrique se diz surpreso

Em nota, o ex-deputado Henrique Eduardo Alves assim se manifestou na tarde desta segunda-feira:

“Diz o ditado popular; ‘quando um não quer, dois não brigam’.

Por isso não esperem de mim uma resposta sequer agressiva em relação ao primo, amigo, companheiro de MDB de 51 anos.

Só gratidão e respeito a Garibaldi. Sabemos o que vivemos juntos!

Surpreso, sim.

Até porque nos falamos no meu aniversário em dezembro, Natal e Ano Novo quando nos desejamos fraternalmente boas festas e felicidades.

A vida e suas circunstâncias…

Realizei a vida política, partidária e pública na escola de meu pai.

Até no se levantar, no resistir às injustiças e vencê-las.

Assim, a bandeira verde, da esperança, sempre a tremular nas minhas mãos sob o julgamento do povo do Rio Grande do Norte, que me deu 11 mandatos de deputado federal.

Hoje não é diferente.

O carinho , o abraço e emoção no reencontro são alegrias que me fortalecem e estimulam na luta que sempre continua.

Sem ódio e sem medo. Como Aluízio, meu pai, nos ensinou desde 1970.

Em tempo, a única campanha que não pude ajudar a Garibaldi foi a última de 2018, quando ainda sofria absurdas limitações de brutal injustiça. O RN também sabe disso”, concluiu Henrique.

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