Delegados desistem de ouvir mais vereadores

Vereadores investigados não colaboram, mas elementos para denúncia já são muito fortes.

Carlos Santos,
Os delegados especiais que apuram denúncias diversas contra a Câmara de Mossoró, já possuem elementos de sobra para fecharem o inquérito. Daí, depoimentos de vereadores passam a ser dispensáveis. Eles foram nomeados à missão dia 14 de agosto.

Esta semana, os delegados Lenivaldo Pimentel e Everaldo Fonsêca ouviram vários assessores parlamentares e a vereadora Cícera Nogueira (PSB). Ela ratificou o que dissera ao Ministério Público, sem titubeios.

Outros vereadores teriam sabatina também neste período, mas a experiência com o presidente do Legislativo, Júnior Escóssia (DEM), além de Izabel Montenegro (PMDB), à semana passada, desanimaram os delegados. Não haverá mais convocação.

Júnior e Izabel usaram de evasivas e a prerrogativa de permanecerem calados, não contribuindo à apuração. Na parte processual, lógico, terão o amplo direito à defesa.

Lenivaldo Pimentel e Everaldo Fonsêca trabalham a partir de levantamento preliminar e, denso, produzido pelo Ministério Público na 11ª Promotoria do Patrimônio Público.
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