Bibi Costa enfrenta dificuldades políticas

O desafio do prefeito é transformar o bom desempenho administrativo em votos.

Josenildo Carlos,
Cedida
Bibi Costa: estilo político diferente do irmão Vivaldo
Em 2005, primeiro ano de seu governo, o prefeito Bibi Costa iniciou sua administração de bem com a opinião pública de Caicó. Tinha saído de uma eleição consagradora, eleito com 15.978 votos e com uma diferença de quase 4.000 votos sobre o segundo colocado. Contudo, o feito deve ser creditado ao irmão, deputado estadual Vivaldo Costa.

Dono inconteste da maior liderança política no município, o deputado entrou em 2004 – ano da eleição – lutando contra um câncer. Venceu a doença e voltou à cidade em plena campanha ovacionado pela população, que estava comovida com o drama particular de Vivaldo.

Sua administração conseguiu feitos positivos. A máquina do governo é bem mantida e o controle financeiro é exemplar. Bibi Costa paga o funcionalismo público religiosamente em dia e os fornecedores da Prefeitura também. E só.

A cidade vem recebendo obras vultosas de 2005 para cá. Mas todas bancadas pelos governos estadual e federal.

Bibi Costa é um modelo de político inverso ao de Vivaldo Costa. Ainda que use um vocabulário fácil, sua fala é intragável aos ouvidos de pobres e ricos, de analfabetos e instruídos. O discurso é burocrático, repetitivo e enfadonho.

Ao contrário de Vivaldo, não costuma ceder benefícios aos aliados políticos.

No relacionamento com os correligionários é um desastre. Brigou praticamente com todos os vereadores do sistema e várias lideranças ligadas ao deputado. Também costuma ser “amarrado” com populares que buscam a Prefeitura em busca de auxílio financeiro.
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