Polícia prende quadrilha que trazia drogas de São Paulo para o RN

Operação Rio Pequeno foi realizada pela equipe da Denarc na sexta-feira; ao todo foram apreendidos 8,4 quilos de crack.

Fred Carvalho,
Divulgação/Degepol
Quadrilha presa por transporte de pasta base e crack.
A equipe do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc) desbaratou uma quadrilha especializada em traficar drogas de São Paulo para o Rio Grande do Norte. A operação Rio Pequeno foi realizada na sexta-feira (24) e mantida em sigilo porque os policiais ainda procuram integrantes do bando. Ao todo, sete pessoas foram presas e 8,4 quilos de crack apreendidos.

A quadrilha, de acordo com a polícia, é encabeçada pelos paulistas Francisco Carlos Alves Bezerra Júnior, de 30 anos, e Clemente Gonçalves dos Santos, 36. Os dois comandavam o esquema de transporte de pasta base e crack provenientes de São Paulo para serem distribuídas em vários municípios potiguares, principalmente Natal, Mossoró, Macaíba e na praia da Pipa, em Tibau do Sul.

Além de Francisco Carlos e Clemente Gonçalves, os policiais da Denarc prenderam ainda as “mulas” – pessoas que recebem dinheiro para fazer o transporte de entorpecente: Rosimeire Gimenes Rosa, Ariele Maria de Araújo, Mirivan Soares Santos e José Ferreira da Silva, que é paraibano e acusado de levar droga de Natal para João Pessoa.



Ainda foi detido João Batista Fernandes Vieira, o “Borracha”, apontado pela polícia como um dos principais traficantes da Pipa. Borracha já havia sido preso em abril do ano passado também por tráfico de drogas, mas foi liberado pela Justiça potiguar.

De acordo com o chefe de investigações da Denarc, Edmilson Carlos, as investigações sobre a atuação da quadrilha começaram há três meses. “Recebemos uma denúncia anônima e começamos a investigar a atuação desse grupo aqui no Estado”, falou.

O policial disse anda que, diante dos dados que tinha, a equipe da Denarc resolveu deflagrar a operação Rio Pequeno às 5h da sexta. “Logo cedo estávamos nas ruas. A primeira prisão foi às 9h e a última, às 17h. Ao todo, três pessoas foram detidas no Alecrim, outras três em Petrópolis e uma Sibaúma, em Tibau do Sul”, explicou Edmilson Carlos.

Além da droga, a polícia apreendeu ainda uma balança de precisão e um maçarico, além de vasto material usado para a fabricação de crack.

Mais comparsas
A equipe da Denarc já identificou dois integrantes da quadrilha que ainda estão foragidos. “Já sabemos quem são e em breve eles serão presos”, disse Edmilson Carlos. Os nomes desses foragidos não foram repassados à imprensa. A polícia continua investigando a atuação de outras pessoas na quadrilha.

Defesas
A quadrilha foi apresentada à imprensa na manhã desta segunda-feira (27) na sede da Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol), na Cidade da Esperança. Apenas três dos presos quiseram se defender das acusações.

O motorista José Ferreira da Silva negou conhecer os demais presos e disse não saber o porquê de ter sido detido. “Nunca vi nenhuma dessas pessoas. Vim a Natal na sexta apenas para pegar uma carga e fui preso no Alecrim”, alegou.

João Batista Fernandes, que já havia sido presos por tráfico, disse ser corretor de imóveis e também negou ser traficante. “É a segunda vez que sou preso pela polícia injustamente. Da primeira vez, eles não provaram nada contra mim e eu fui solto. Vai acontecer a mesma coisa agora”, frisou.

Acusada de ser “mula”, Ariele Maria disse morar em Mossoró e ser garota de programa em Ponta Negra. “Nunca trafiquei nada. Apenas venho ganhar meu dinheiro em Natal durante a semana e passar os fins de semana em Mossoró. Também nunca vi nenhuma dessas pessoas”, defendeu-se.

Os sete presos estão distribuídos por delegacias e cadeias públicas de Natal à disposição da Justiça. A polícia ainda não sabe a quantidade de droga distribuída pela quadrilha no Rio Grande do Norte.
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