PMs ameaçam paralisar caso salários de dezembro e 13º não sejam pagos este ano

Pagamentos de 2019 dependem da aprovação de crédito suplementar que tramita na Assembleia Legislativa.

Rafael Araújo,
Cedida/ACS
Representantes dos policiais militares conversam com os deputados na Assembleia sobre o projeto que garante pagamento do 13º.

Os policiais militares do Rio Grande do Norte cogitam paralisar as atividades caso o Governo do Estado não pague os salários de dezembro e décimo terceiro até o sábado (14). Contudo, o Executivo espera a aprovação de um projeto de crédito suplementar, na ordem de R$ 1,7 bilhão que tramita na Assembleia Legislativa (AL) para pagar a folha de servidores ainda neste ano.

Diante do risco de não terem seus salários pagos até o dia 14, o representante da Associação dos Oficiais da PM, major Moreira, gravou um áudio em grupos de PMs no Whatsapp convocando a categoria para se fazer presente na Assembleia Legislativa e cobrar dos deputados a aprovação do Crédito Suplementar. Além disso, o policial sugeriu a adoção de "medidas enérgicas", caso os vencimentos não sejam pagos até a data prevista.

A informação foi confirmada ao portal Nominuto.com pelo presidente da Associação de Cabos e Soldados, Roberto Campos. “Neste momento estamos aqui na Assembleia onde está havendo uma reunião da Comissão de Finanças. Estamos acompanhando e percebemos que há aqui uma briga política atrapalhando a aprovação do crédito suplementar. Isso está atrapalhando a liberação do recurso para pagamento dos salários e nós não iremos ficar no meio dessa confusão, queremos uma solução - caso contrário iremos paralisar as atividades”, destacou o militar.

Durante reunião com os policiais militares na manhã de hoje, a secretária de Administração e dos Recursos Humanos, Virginia Ferreira disse aos PMs que o pagamento dos salários (dezembro e décimo terceiro) depende da aprovação do crédito suplementar que tramita na Assembleia Legislativa. Procurada pela reportagem, a assessoria da SEARH confirmou a informação por meio de nota. “A questão não é financeira, é orçamentária. O crédito extraordinário, solicitado à Assembleia objetiva cobrir o déficit orçamentários para cobrir o pessoal”, diz o texto.

Em entrevista ao Jornal 96 no dia 25 de novembro, o secretário estadual de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire, disse que o Governo precisa que a AL aprove o pedido de suplementação de verbas no orçamento urgente, sob risco de ter alguns setores do Estado paralisados sem esta verba.

Outra preocupação do gestor é com a necessidade desta previsão orçamentária para concluir o pagamento das folhas dos servidores do corrente ano, apesar de já ter os recursos garantidos. “A gente vai pagar uma folha já dia 14, a gente já paga uma parte da folha. A gente precisa dessa dotação para pagar, mesmo que se tenha o dinheiro. É urgência urgentíssima”, disse Freire.

Tags: Assembleia Legislativa Economia Polícia
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