Caso Andréia: “O Andrei é um monstro, covarde e cruel”, diz delegado

Raimundo Rolim concedeu entrevista antes de iniciar a reconstituição do assassinato da dona-de-casa.

Fred Carvalho e Thyago Macedo,
Fred Carvalho
Rolim explicou que reconstituição será baseada no último depoimento de Andrei.
“O Andrei é um monstro, covarde e cruel”. A definição é do delegado Raimundo Rolim, que preside o inquérito instaurado para apurar o assassinato da dona-de-casa gaúcha Andréia Rosângela Rodrigues pelo marido dela, o sargento da Aeronáutica Andrei Bratkowski Thies.

Antes de iniciar a reconstituição do crime, na manhã desta terça-feira (20), o delegado concedeu entrevista aos jornalistas que cobrem o ato policial.

“Depois do depoimento desta madrugada, começo a acreditar que o Andrei está falando a verdade. Mas, da mesma forma, também acredito que tudo foi premeditado. Isso porque ele trancou as portas da casa para evitar que a Andréia telefonasse para a família dela e pedisse ajuda. Depois disso, houve a luta corporal, a contusão na cama e, em seguida, a asfixia com o travesseiro da filha de Andréia”, contou o delegado.

Raimundo Rolim disse que a reconstituição será baseada no último depoimento prestado por Andrei. “Se ele estiver falando a verdade e nós conseguirmos provar isso com essa reconstituição, acho que na semana que vem eu concluo esse inquérito”, falou o delegado.

Somente o sargento Andrei Thies e atores irão participar da reconstituição. O delegado Rolim disse ainda que, se achar necessário, irá solicitar a presença do pai do militar, Amilton Thies.
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