Em discurso desafiador, Bolsonaro ataca 'colonialismo' na questão ambiental

Presidente fez menção direta à França, que criticou o Brasil na questão da Amazônia

Da redação, Estadão Conteúdo,
Reprodução / Estadão
Bolsonaro também faz acenos para EUA e Israel e criticou Cuba, Venezuela e seus antecessores no governo.
Em sua estreia na Assembleia-Geral da ONU, o presidente Jair Bolsonaro fez nesta terça-feira (24) um discurso desafiador e reiterou conceitos do "bolsonarismo" ao atacar o socialismo e o que ele classificou como "ambientalismo radical" e "indigenismo ultrapassado". O presidente brasileiro fez menção direta à França, país que esteve na linha de frente das críticas ao Brasil na  questão da Amazônia.

Bolsonaro criticou também a imprensa e fala sobre as "falácias" e a "forma desrespeitosa" com a qual trataram o assunto da Amazônia. "14% do território brasileiro está marcado como terra indígena. Nossos nativos são seres humanos, como qualquer um de nós."

Conforme a tradição, o presidente do Brasil é o responsável pelo discurso de abertura, mas o que difere dos anos anteriores é a atenção que tem sido dispensada ao País. Pouco menos de um mês antes do evento, imagens da Amazônia em chamas foram parar nas manchetes dos principais jornais estrangeiros e as queimadas na floresta viraram assunto de líderes mundiais.

Bolsonaro também faz acenos para EUA e Israel e criticou Cuba, Venezuela e seus antecessores no governo. "Lhes apresento um novo Brasil, que ressurge depois de estar à beira do socialismo" foi a frase escolhida pelo presidente para iniciar o discurso, logo depois dos agradecimentos a Deus por sua vida e de dizer que iria "restabelecer a verdade". Bolsonaro ainda mencionou que o Brasil não colabora mais com a ditadura cubana após o cancelamento do programa Mais Médicos, que visava a interiorização de médicos cubanos no País.

 O presidente citou, ainda, a Venezuela como exemplo a não ser seguido pelo Brasil. "Outrora democrática, hoje nossos vizinhos venezuelanos experimentam a crueldade do socialismo" que, de acordo com ele, é mantido por agentes do regime cubano que controlam a sociedade local, acrescentando que a história mostra esses agentes infiltrados. "Parte dos venezuelanos migraram para o Brasil. Tentamos fazer nossa parte para ajudar. Trabalhamos para que a democracia seja restabelecida na Venezuela e para que outros países não experimentem esse nefasto regime."

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